Que escândalo!

Fonte: SICN

Um escândalo. Chamar conferências de impressa àquelas comunicações sem direito a perguntas.

Ah sim, e também há estes 11K em cabeleireiro e os 20K em Sport TV para o primeiro-ministro.

Mas conferências de imprensa?!

Uma demissão num governo de incompetentes

Carmona Rodrigues a comentar a demissão da ministra

Mudar o logótipo como primeira medida. Resolver um “problema” de segurança que o relatório oficial não confirma. Uma rusga para as televisões transmitirem. Alterar a lei do trabalho quando nem os patrões o pediram. Submissão de uma lei da  nacionalidade manifestamente inconstitucional, misturando o tema com emigração.

Podíamos continuar. O traço comum está em resolver problemas que não existem ou não têm prioridade.

Pelo caminho ficou o trabalho real para fazer.

A catástrofe de origem climática teve ainda mais impacto devido a um governo que nada fez para preparar o país. O spin que por aí anda a ser plantado é que ninguém poderia parar a tempestade e só restaria reagir.

Errado.

Nada se fez quanto ao SIRESP. Montenegro desvalorizou a catástrofe e, nessa linha, optou por não activar a ajuda internacional. Pelo caminho, regista-se a preocupação com a propaganda, visível nos episódios do vídeo e da photo opportunity em que o Exército participou. E sabia-se que o impacto seria forte – o IPMA sabia. Faltou o Governo fazer o resto do país também o saber.

Um Governo a trabalhar para a percepção quando é preciso foco na acção.

A demissão não surpreende. Mais 16 demissões e está o problema resolvido.

Nota – na imagem, Carmona Rodrigues a pagar o soldo pela nomeação ao suavizar a incompetência na gestão da crise.

“Someday, and that day may never come, I will call upon you to do a service for me. But until that day, accept this as a gift on my daughter’s wedding day.”

Disse oije o nosso querido primeiro-ministro:

“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.

Um Governo para a sua clientela. E vocês não fazem parte dela.

Não sei quem é o autor do texto. [É de Eduardo Maltez Silva] Mas não poderia estar mais de acordo.

Já o vídeo, esse sei de quem é. É do ministro Leitão Amaro, que aproveitou a desgraça alheia para auto-promoção. Vídeo que apagou  logo que se tornou óbvio que o efeito era contrário ao pretendido – mas sacudindo a água do capote, típico da habitual cobardice de quem não assume o que faz.

Leitão Amaro num vídeo de edição profissional para auto-promoção

“No auge da crise, o Governo lança um vídeo com produção profissional, música de fundo e mangas arregaçadas — a fingir que governa. Um teatro nojento, enquanto o país caía aos bocados.

Do outro lado, Ventura apaga fogos com um galho.
Dois lados da mesma fraude… performance em vez de solução.

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Congresso PSD: O discurso de Montenegro

“O Governo caiu de podre” disse Montenegro no discurso de abertura do Congresso do PSD e quem estava a ouvir também estava a cair. Não de podre mas de sono.

O PSD, hoje, com esta liderança e olhando para aquela “bancada” onde se senta Luís Montenegro no congresso, não consegue empolgar ninguém. Fala na “onda laranja” que “está imparável” e só se vê gente a bocejar. Quando o país vê um PS em eleições internas, com um PM em roda livre contra o Presidente da República e este ainda mais solto a conspirar contra aquele, com a saúde perigosamente num caos, a educação numa crise sem paralelo, a justiça em bolandas, os portugueses sem acesso a habitação condigna, os proprietários de AL em fúria contra este governo, os sindicatos na rua, os jovens em fuga e o Galamba a “continuar a andar por aí”, mesmo perante tal cenário adverso o PSD de Montenegro continua a não excitar, sem um golpe de asa, nada. Um longo bocejo. Uma nulidade.

Boa sorte, Portugal.

Montenegro com pipi?

Foto: LUSA/RODRIGO ANTUNES

À falta de conteúdo sobre a proposta de Orçamento do Estado de 2024 – e muito independentemente de todas as críticas sólidas que haja a fazer ao mesmo, e há -, Montenegro agarra-se, para ser ouvido, a uma linguagem ridícula e populista com que espera apanhar moscas. Pipi??? A única coisa a que chamávamos pipi era aos órgãos genitais externos das meninas pequenas. O pipi das meninas e a pilinha dos meninos.

Pelos vistos era mesmo preciso traduzir, como pediu Medina e Montenegro apressou-se a debitar a sua definição.

Mas tanto faz, a demagogia e o vazio daquela cabecinha PSDesca ficaram mais uma vez expostos e comprovados. Pode ser que haja gente que acabe por perceber. Embora… parece que muitos até gostam assim do básico.

O PSD já percebeu?

…ou é preciso fazer um desenho?

O Chega é, também, isto. Sou insupeito, como bem sabem os leitores do Aventar, de gostar de Catarina Martins/BE mas ainda menos de grunhos e o PSD/Montenegro ainda não percebeu o que para ali vai..

Qual é a pressa?

Versão António Seguro em tons laranja. O primeiro foi de carrinho.

«Montenegro concorda com Marcelo: “não há nenhuma razão” para que o Governo caia agora»

Se calhar tem razão. É melhor esperar que o governo cometa alguma asneira das grandes. Como por exemplo entrar em colapso a partir de dentro, com demissões após demissões.

 

verdade = ƒ(x),  x ∈ {tempo, espaço}

A solução encontrada para o Novo Banco é questionável? Claro que é. Mas o modo como Montenegro e Cristas abordaram a questão é intelectualmente miserável e eticamente repugnante. Quanto ao grau de amnésia patenteado, trata-se já de um problema médico, pelo que não me vale uma palavra.

Montenegro tenta meter uma cunha

Montenegro espera que Marcelo “alerte para os riscos do Orçamento”
A falta que Cavaco lhes faz.

Bilhete do Canadá: Ui que medo


Nas jornadas para lamentar do PSD houve duas tiradas de génio.

Uma foi do podengo da maçonaria que corre ao chamado de Montenegro: se a esquerda falhar, o governo deixa de existir.

Outra foi dum tal Passos que foi empregado duma dita Tecnoforma que pescava dinheiros europeus sem fazer uma única obra, de parceria com o Relvas, tarefa hercúlea que o levou a esquecer-se de pagar à segurança social uns anos. Disse o artista: ninguém acredita que esta maioria dure. E não será por causa do PSD.

Aos dois assenta como uma luva o ditado ribatejano: quem com porcos sonha até o mato lhe ronca.