Uma ADVENTURA no Parlamento

Psycho ADVENTURA

A AD e Ventura deliciaram-nos com a demonstração prática da Gaiola Dourada onde vive a coligação AD / CHEGA.

Foi uma tragicomédia. Assistimos à tragédia de o Governo continuar a trazer temas sem relevo para o país como forma de desviar a atenção da forma como não resolve os problemas da nação. E acabou com a comédia da facada do CHEGA, como se alguém com dois dedos de testa negociasse com um demagogo traiçoeiro.

Hoje está a decorrer um epílogo onde o PSD procura colar o PS ao CHEGA com uma suposta aliança entre estes dois partidos.

Tem a sua graça termos visto Montenegro mendigar o apoio de Ventura para agora vir com esta teoria.

Deve ter sido mais um golpe de asa da agência de comunicação que governa o Governo.

A Gaiola Dourada


A Gaiola Dourada da AD



Historicamente, os partidos tradicionais de direita que aceitaram alianças com a extrema-direita achavam sempre que os conseguiriam domesticar e conter dentro das instituições democráticas. Uma estratégia que correu invariavelmente mal na Europa dos anos 30 e que, passados 100 anos, continua a correr mal aos partidos que ocupavam o espaço da direita moderada.

Julgando aplicar essa velha cartilha, o PSD assumiu o governo em minoria achando que conseguiria construir uma gaiola dourada para conter o crescimento do Chega e, simultaneamente, beneficiar desses deputados para conseguir a maioria que os portugueses não lhe deram. O que o centro-direita não percebeu é que a armadilha funciona ao contrário: a governação tornou-se a verdadeira gaiola, e o isco é a própria ilusão de estabilidade.

O PSD mantém-se no poder, mas cada votação é um exercício de cativeiro. Nesta aliança enjaulada, a chave da sobrevivência legislativa está no bolso da extrema-direita, que vai abrindo e fechando a porta num jogo calculista de toca e foge. O PSD descobrirá, tarde demais, que a fera controla o ritmo dos seus passos e que, mesmo governando, é Montenegro e o seu governo que estão dentro da jaula.

Riso comovido

GaiolaDouradaPOSTERO Festival do Cinema Francófono deu a oportunidade aos portugueses residentes em Toronto de verem o filme GAIOLA DOURADA, com legendas em inglês. As duas sessões saldaram-se por outras tantas enchentes  e no final, os aplausos foram fartos, sentidos e gratos por haver uma organização a lembrar-se de proporcionar aos emigrantes um bom filme. Porque, como ficou selado por uma secretária de estado das das Comunidades, do PSD, há anos, os emigrantes portugueses distribuem-se pela Europa, África e o Resto do Mundo. [Read more…]

Ricoré, a Gaiola Dourada e Pedro Abrunhosa

gaiola

Numa daquelas coincidências felizes, vi o filme “Gaiola Dourada” ao mesmo tempo que no iTunes ficava disponível o novo álbum de Pedro Abrunhosa.

Ao ouvir a fantástica “Para os Braços da Minha Mãe” (dueto entre Abrunhosa e Camané) e ao ver a “Gaiola Dourada” dei por mim a pensar nos milhões de portugueses que vivem e trabalham fora de Portugal.

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A gaiola sombria

Motivos profissionais trazem-me, vezes sem conta, a esta “gaiola dourada” que é o Luxemburgo, um pequeno país onde toda a gente parece transbordar dinheiro e iPhones. Um paraíso do consumo em massa onde, ao contrário de Portugal, existe muito estado social e pouco sol.

Até há bem pouco tempo, o Luxemburgo era um oásis para emigrantes de todas as nacionalidades que procuravam uma vida melhor. A maior comunidade no país é a portuguesa (estima-se que sejam cerca de 90 mil – aproximadamente 16,4% da população total – números que não terão em conta todos aqueles em condições ilegais e os milhares já naturalizados luxemburgueses) e a nossa presença faz-se sentir um pouco por todo o lado: em cada esquina podemos ouvir a nossa língua, comer uma francesinha, beber uma SuperBock ou tomar um café decente, algo que não abunda por essa Europa fora.

Acontece que, como tudo na Europa, também o Luxemburgo está a mudar. Por estes dias, durante a minha habitual caminhada pós-jantar, deparei-me com algo que nunca tinha visto: na zona da Gare du Luxembourg (estação central da capital), dei de frente com um considerável amontoado de pessoas que, debaixo de um frio de rachar, por ali tentavam pernoitar. Vi pelo menos dois casais com crianças pequenas. Fiquei perturbado quando percebi que quase todos falavam português.

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