O Netanyahu de Santo Ildefonso

É público que, durante algum tempo, o presidente da Câmara Pedro Duarte teve como peça de vestuário preferida o avental.
Nessas coisas dos aventais, que todos sabemos para que servem, “prega-se” a paz, a fraternidade, a tolerância e a resolução pacífica dos conflitos. O que torna mais estranho que, de repente, ele tenha decidido transformar-se numa espécie de Netanyahu, mas para pior: massacra o próprio povo e só não o genocida porque não pode.
E podia ter feito as coisas de forma tão diferente!
Era ver a Polícia ontem, mansinha, a pedir aos manifestantes para arrumarem as tendas (à excepção dos cobardolas que, no WC do parque de estacionamento da praça, sem televisões a filmar, espancaram os pobres coitados que tiveram o azar de ir mijar àquela hora).
Afinal, não tinha sido necessário o massacre do 14 de Outubro. Infelizmente, avental não rima com Grândola.

Comments

  1. Jurosa says:

    Aprovo as manifestações quando são feitas dentro da legalidade e desde que não ponham em causa a liberdade dos outros, a liberdade de poderem transitar livremente. O acampamento, em espaço público, não é tolerável e a polícia fez bem o seu trabalho, ao não o permitir. A polícia fez o aviso de que estavam em ilegalidade, deu-lhes um prazo para as retirarem e não foi cumprido e, a partir daí, a atuação é legítima. Não vamos tapar o sol com a peneira e fingir que nada acontece. Em França a polícia não fez o seu trabalho em tempo útil e vejam o que aconteceu.

    em causas

  2. JgMenos says:

    Quem não é capaz de analisar uma situação em concreto, sempre busca condimentá-la com mistérios e adornos que mais não fazem que ocultar essa incapacidade.

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