Activista

Exactamente. Activista.

Expresso 862013

Dia das mães

Quando era novo, havia uma brincadeira suficientemente idiota para ser popular: dirigíamos um insulto na direcção de um grupo e, quando vários se voltavam, dizíamos que só tínhamos chamado um.

Na actual legislatura, as manifestações de desagrado na Assembleia da República têm sido demasiado frequentes, o que deveria levar governantes e deputados a pensar. Hoje, voltou a acontecer e, mais uma vez, os manifestantes foram expulsos.

Imediatamente, os deputados do governo mostraram a sua indignação e apontaram o dedo a conspirações da oposição.

Não ouvi, ainda, o que disseram os manifestantes, mas ouvi José Manuel Canavarro, deputado do PSD, a dizer, inflamado, que as “nossas mães não são para aqui chamadas.” Fico curioso: como é que os manifestantes sabiam o nome das mães dos deputados? Ele há manifestantes com uma capacidade de memorização extraordinária!

Também há outra hipótese: José Manuel Canavarro pensou que estavam a falar da sua mãe. Se os manifestantes disseram aquilo que estou a pensar, pergunto-me o que terá levado o ilustre deputado a ligar os ditos dos manifestantes à pessoa da sua própria progenitora.

De qualquer modo, ao contrário da brincadeira idiota da minha adolescência, é natural que tenham chamado mais do que um.

A Grândola dos Cardeais

a grandola dos cardeais Cantado do facebook do João Roque Dias

O 2 de Março no Porto. Fomos 400 mil!


Não sou do tempo das grandes manifestações que se seguiram ao 25 de Abril. Tinha acabado de fazer 3 anos quando se deu a Revolução, quando o povo se juntou para um 1.º de Maio finalmente em Liberdade. Essa é imbatível, mas ao longo dos anos fui vendo a Praça praticamente cheia. Quando o FC Porto foi Campeão Europeu pela primeira vez. Quando o PSD fez o comício da campanha eleitoral que deu a primeira maioria absoluta a Cavaco. No 15 de Setembro.
Mas nunca como anteontem. Um dia que passará à história como o 2 de Março. A maior manifestação jamais realizada contra um Governo democrático em Portugal. Não tenho uma obsessão pelos números e pelos metros – quem o tem é quem tenta menorizar a manifestação – mas não tenho dúvidas de que estavam perto de 400 mil pessoas. Juntando a multidão da Praça mais a das ruas circundantes – da Trindade até Santa Catarina e à Batalha, chegamos ao número que tantos temem. Nunca vi nada assim. Nunca.
E aquele momento em que tantos milhares de vozes cantaram o Grândola, de forma desafinada, descoordenada e com mais enganos do que acertos, deve ter sido um dos mais belos momentos da minha vida. Não consegui deixar de pensar que, por enquanto, a classe política pode estar relativamente tranquila. Ao povo, dá-lhe para cantar. E se aqueles milhares de pessoas se revoltasssem a sério?

Em Coimbra acabou assim

Moção popular de censura ao governo, e a Grândola cantada por quem mais ordena.

Texto da Moção: [Read more…]

Um milhão onde não cabem 300 mil

?????????????????????????????????2 de Março de 2013

Não fui, nem nunca iria a uma manifestação como esta que se verificou ontem, apesar de saber que poucas coisas, nos dias de hoje, andam razoavelmente bem no nosso País. Não encontro nos organizadores e apoiantes, no slogan simplista “que se lixe a troika”, e no entoar da “Grândola” em tudo quanto é canto e esquina ou acontecimento político em que intervenham ministros, qualquer vislumbre de pensamento positivo ou de propostas alternativas que sejam viáveis.

No entanto, este 2 de Março foi um marco, um aviso sério, um grito lancinante, feitos do desespero de alguns (muitos) e do oportunismo de muitos (demasiados).

Neste 2 de Março as gentes vieram para a rua não só para gritar contra a troica, não só para gritar contra Gaspar ou Álvaro, mas especialmente para avisar seriamente Passos Coelho do desespero que as consome.

Neste 2 de Março, o governo, melhor dito, o nosso Primeiro Ministro, tem de perceber que o povo está descontente, que não foi neste Gaspar duro e aparentemente insensível  que o povo votou e que o desespero pode provocar um ainda maior descalabro social. [Read more…]

Somos Grândola

Até já.

Cantar a Grândola em Alvalade

A ideia é uma boa ideia. Espero que as claques não sigam para S. Bento.

A canção que resolve os problemas

soaresdossantosAlexandre Soares dos Santos, após uma investigação decerto aturada, descobriu que não é a cantar a Grândola que se resolvem os problemas. Apesar da minha paixão pela música de Zeca Afonso, devo dizer que, em parte, concordo com o chairman da Jerónimo Martins.

Miguel Relvas tentou cantar a Grândola em Gaia e não conseguiu resolver o problema, criando mais um, o da desafinação. Para além disso, depois de, em 1974, ter ouvido e cantado várias vezes a Grândola, não consegui resolver dois problemas que me surgiram no exame de quarta classe.

Pelas palavras de Alexandre Soares dos Santos fico, no entanto, com a impressão de que ele conhece a canção que resolve os problemas. Ter-lhe-ia ficado bem partilhar, patrioticamente, uma descoberta tão benfazeja. Julgo, contudo, ter descoberto um grupo de três temas musicais entre os quais será possível descobrir o segredo da canção que resolve os problemas. [Read more…]

Amor com amor se paga

Se o governo interrompeu a “Grândola”, é justo que a “Grândola” interrompa o governo.

A Grândola em Coimbra terá mais encanto

grandola coimbraA poucos metros da casa onde onde o Zeca viveu, será um prazer redobrado dar a Grândola a quem prefere tunas. Vamos cantar à saúde.

Arqueologia da Grândola, Vila Morena

Quando ainda passava na censura.

1964: Zeca e Paredes em Grândola, Alentejo

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«(…) aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento.. (…)» Mário Lopes, no Público em 2010

Relvas dasafinado

Relvas cantou a Grândola de forma claramente desafinada. Mas esteve bem – para quem canta uma música pela primeira vez.

Gaspar dançará a Grândola?

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A valsa do Festival da Canção de Grândola continua.

O Álvaro irá cantar a Grândola?

alvaro grandola

Em S. João da Madeira, dia 22, o Festival da Canção de Grândola prossegue

Qual é o problema de interromper o Relvas? (1)

Disparou o número de chamadas para o 112 por falta de dinheiro

A vez de Paulo Macedo

Não cantou no Festival da Canção de Grândola, prefere música fúnebre.

Venho da festa, pá, e falei com Fernando Nobre!

Grande manifestação na avenidade da Liberdade, uma multidão encheu a avenida, muitos cravos, muita “grândola vila morena”, muitas bandeiras de Portugal e vermelhas ( não do benfica…)

Este ano tivemos uma novidade importante, o Dr. Fernando Nobre acompanhado de um grupo de pessoas, ao qual me juntei, desceu a avenida muito aplaudido colhendo fogozas manifestações de simpatia. Sabemos que as máquinas tritutadoras dos partidos vão pôr-se em marcha e que tudo vai ser muito dificil para uma candidatura que emerge da sociedade civil, independente dos partidos, com poucos meios. Mas essas evidẽncias, não devem fazer-nos desistir de uma candidatura que, pela primeira vez, afronta os partidos, só isso, mostrar ao país que há soluções fora dos partidos, é um serviço inestimável prestado à democracia.

Ir a jogo, no caso do Dr. Fernando Nobre é já uma vitória, aligeirar o “bafo” partidário é uma conquista, poder escolher fora das tradicionais opções  propostas pelos partidos, é uma medida suprema de higienização da vida nacional. Porque não há que ter dúvidas, no momento certo todos os partidos sem excepção se unirão contra a candidatura independente.

Entretanto, fui dizendo a muita gente que lê o Aventar que aqui não há candidatos oficiais e, como tal, podem enviar o material da campanha que nós não enjeitamos a nossa responsabilidade de  a dar conhecer. Só falta dizer o mesmo aos outros candidatos mas esses vão ter muitos interessados em fazer esse serviço público.

Sons de Abril: Zeca Afonso – Grândola

Obrigado.