A Turismo Porto e Norte e a Maçonaria

O grão mestre da Grande Loja Legal de Portugal é candidato, segundo as notícias, à presidência da Turismo Porto e Norte de Portugal, essa escola de virtudes.

Não devia.

Os maçons devem, nesta altura, afastar-se dos cargos de poder público, ou, então, afastar-se da Maçonaria.

Uma nota ao Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, que veio dar prova de vida aos jornais: quem fala não sabe. Quem sabe não fala. Se quer falar, ao menos chegue à Pedra.

Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE IV

“Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos – a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.”

Lisboa, 30 de Março de 1935
Fernando Pessoa

Fui membro, como já aqui escrevi, do Grande Oriente Lusitano, Maçonaria Portuguesa, desde o ano de 2003 até ao ano de 2012. Saí, como talvez se possa verificar através da leitura do texto que se segue, visivelmente desapontado, não propriamente com a natureza da Ordem (A Maçonaria), mas com o comportamento e as verdadeiras intenções da maior parte dos seus membros.
Ao contrário do que afirmam repetidamente os seus dirigentes, a Maçonaria, tal como está hoje representada no Grande Oriente Lusitano, não busca o aperfeiçoamento do Homem, nem pertence à chamada Tradição Iniciática. É, pelo contrário, um grupo essencialmente político que envergonha e compromete essa Tradição.
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Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE II

Declaração de voto de Cláudia Soutinho, membro da Comissão Federativa de Jurisdição do PS Porto

“Não me revendo na argumentação, na conclusão e na proposta de decisão relativa ao processo disciplinar instaurado contra o militante Bruno Santos na sequência de queixa apresentada pelo camarada Eduardo Vítor Rodrigues, voto contra a proposta de expulsão. 

Na verdade, entendo que os factos relatados consubstanciam um delito de opinião e não uma violação dos deveres de militância em sentido estrito plasmados, quer nos Estatutos, quer no Regulamento Processual e Disciplinar do Partido Socialista. Ainda que algumas declarações do Arguido possam ser passíveis de procedimento criminal pela forma como foram proferidas, julgo que é nessa sede que devem ser avaliadas e não em sede disciplinar de militância. O Arguido emitiu opiniões sobre decisões do camarada Eduardo Vítor Rodrigues enquanto Presidente da Câmara o que não é inédito dentro de um partido plural e democrático como o PS. Por outro lado, as testemunhas relatam como sendo factos ocorrências que carecem de prova e que não são, por nenhum outro meio de prova que não a testemunhal, confirmadas ao longo de todo o processo.

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Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE

Fui membro do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, entre os anos de 2003 e 2012, altura em que, por minha iniciativa e por motivos que oportunamente explicarei, abandonei a organização. Recentemente fui abordado num local público por um membro do GOL, que me insultou e me dirigiu ameaças. O episódio não teve testemunhas, para além de mim próprio e desse membro do Grande Oriente Lusitano, pertencente a uma Loja do Porto. Não foi a primeira vez que fui “avisado”. Já anteriormente, na altura em que tornei pública a queixa-crime contra Eduardo Vítor Rodrigues, recebi alguns recados de um conhecido Professor Catedrático maçom, que através de mensagens subtis – que estão registadas – me procurou alertar para os perigos da minha iniciativa. Eu sei que tem perigos.

O Partido Socialista do Porto é dirigido por três maçons, dois dos quais pertencem à mesma Loja: Manuel Pizarro (Presidente do PS Porto, Loja Estrela do Norte), Eduardo Vítor Rodrigues (Vice-Presidente do PS Porto, Loja Estrela do Norte) e Luciano Vilhena (Presidente da Comissão Federativa de Jurisdição, Loja Vitória, Ex-Grão Mestre Adjunto do Grande Oriente Lusitano).

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A Câmara de Gaia e a Maçonaria #2

A original Loja União Portucalense foi fundada em Vila Nova de Gaia no dia 13 de Abril de 1842.

Da identidade dos seus fundadores apenas se conhecem os nomes “simbólicos”, tendo sido eles Camões, Lusitano, Polião, Cúrcio, Ramiro, Adriano e Tito. Sete, como se exige. O nome da Loja foi sugerido pelo membro de nome Ramiro e a sua primeira sede situava-se em Gaia, embora algum tempo depois da sua fundação passasse a funcionar na cidade do Porto, mais precisamente na Rua do Bonjardim.

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Os Quatro Santos Coroados

Para os mestres maçons da Idade Média, a Geometria era ainda uma ciência fundamental e a expressão Ars sine scientia nihil, proferida em Milão no ano de 1398 pelo arquitecto Jean Mignot, não foi apenas um desabafo intelectual vazio de significado histórico ou simbólico. Esse mesmo princípio está reflectido no pensamento e na obra de algumas das principais referências da cultura ocidental, entre as quais se encontram os portugueses Francisco de Holanda, Nuno Gonçalves, Almada Negreiros ou Lima de Freitas, entre vários outros cujos nomes ninguém conhece.

A expressão do arquitecto parisiense alude aos Quatuor Coronati, martirizados sob o reinado de Diocleciano no final do século III. A lenda dos Quatro Santos Coroados traduz um dos dos poucos episódios históricos em que a Igreja de Roma prestou homenagem aos antigos entalhadores de pedra, cujos serviços solicitou com grande frequência e intensidade durante a Idade Média. Estes Quatro Santos cristãos foram adoptados pela maçonaria alemã como santos patronos da Maçonaria Operativa e a expressão do arquitecto Mignot deve ser lida como uma referência directa à tradição primordial representada pelos quatro mártires que, nos dias de hoje, se encontra praticamente desaparecida.

Foi assim que a chamada Maçonaria Especulativa, aquela que se dedica, em teoria, já não à construção de catedrais em pedra, mas ao design de sistemas sociais, adoptou como patronos os dois santos cristãos que partilham o nome de João. São João Baptista, que assinala, na cosmogonia maçónica, o Solstício de Verão, e São João Evangelista, que representa o Solstício de Inverno.

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A Câmara de Gaia e a Maçonaria

Uma longa história que, certamente, valerá a pena revisitar um dia. Com calma.

A maçonaria está a perder poder, coitada!

O Expresso traz hoje uma notícia alarmante: a maçonaria, coitada, está a perder poder. O nível de negociata continua em forte alta, é certo, mas, aparentemente, o número de figuras políticas de relevo estará a diminuir substancialmente nas fileiras do avental. Segundo o semanário, estamos mesmo a viver um momento único na história da nossa democracia, em que nem o presidente da Assembleia da República, nem o líder parlamentar do PS são maçons, quebrando assim “uma certa tradição maçónica“. Felizmente, a tradição já não é o que era.  [Read more…]

Crónicas do Rochedo #XIV :: A ousadia dos tontos

O comentador de direita(???) que a esquerda mais gosta, João Miguel Tavares, escreveu no Público um artigo em que procura explicar porque não pode um maçon ser Primeiro-ministro em Portugal.

Aguardo pelos próximos artigos onde o autor vai explicar que não pode um membro da Opus Dei ser Primeiro-ministro em Portugal nem uma Testemunha de Jeová e menos ainda um clérigo da Igreja Adventista resvalando nas semanas seguintes para a proibição aos Judeus, seguido do mais que lógico impedimento a qualquer criatura que seja adepta do FC Porto. O mais difícil é começar e JMT já começou.

Porém, uma leitura mais atenta ao seu artigo permite perceber melhor quem quer ele atingir. A maçonaria? Não, este é daqueles que é forte com os fracos e fraco com os fortes. Não. Todo aquele relambório tinha como único objectivo açoitar dois protagonistas da direita portuguesa. E como a esquerda gosta destes fretes! As desculpas e as voltas que o autor deu para chegar a Luís Montenegro e Pedro Duarte. Parece que os dois são da maçonaria. Segundo as fontes do JMT. Porque os visados não desmentiram as referidas fontes/notícias conclui o comentador de direita adorado pela esquerda caviar que eles são da maçonaria. Não sei. Desconfio é que sejam ambos do FC Porto e isso sim, para o JMT e os seus companheiros de luta, isso devia ser criminalizado. O que eu gostava de saber é se qualquer um deles é competente para o suposto cargo. Dispenso, deve ser mania minha, saber se são da maçonaria, da opus ou testemunhas de Jeová ou qual a sua orientação sexual. Mas devo ser eu que estou errado.

Não conheço o Luís Montenegro, penso que me cruzei com ele uma ou duas vezes em cerimónias públicas. Já o Pedro Duarte conheço. E do que conheço considero-o competente para o cargo. Só não sei é se ele o deseja. Se não o deseja, não terá de se preocupar com este tipo de tonto. Se o deseja, então muito cuidado. O ideal é começar, desde já, a usar na manga da camisa uma fita identificadora. Seja ela um triângulo com um olho no meio ou uma estrela de David ou mesmo uma bola de basquetebol azul com um Dragão na parte superior.

É que a ousadia dos tontos é muito perigosa. Mesmo.

Esoterismo e Política

© Bruno Santos

© Bruno Santos

Pacheco Pereira deu nota recente da sua preocupação com o estado actual do PSD, referindo que as direcções distritais do partido estariam todas entregues à Maçonaria. É possível que esse fenómeno não seja um exclusivo do seu partido, uma vez que se verifica uma disseminação muito ampla de membros do GOL e da GLRP por diferentes patamares do poder, seja público ou privado, desde as autarquias ao governo central, passando por múltiplos outros sectores, instituições e orgãos de soberania. Este texto pretende enquadrar com simplicidade o fenómeno do ponto de vista histórico e permitir uma leitura mais rigorosa e prática daquilo que verdadeiramente pode estar em causa, quer no quadro estritamente político, quer num âmbito mais alargado, ao qual não é alheio o esforço continuado de conquista, distribuição e exercício do poder.

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O que ERA a Ongoing?

SCAB

Foto@Sol

Em 2010, durante uma sessão da Comissão de Ética na Assembleia da República, o então deputado Agostinho Branquinho levantou uma célebre questão:

O que é que é a Ongoing?

Meses depois, o então vice-presidente da bancada parlamentar do PSD despedia-se do hemiciclo e rumava ao Brasil, para dirigir uma empresa do grupo. Para trás ficava um Agostinho Branquinho visivelmente indignado, que questionava a opacidade da informação disponível sobre o grupo e a proximidade entre o governo Sócrates e o Diário Económico, controlado pela Ongoing, mas que não hesitou em dar largas ao seu lado mais empreendedor juntando-se ao negócio. Nunca mais lhe ouvimos uma palavra sobre o assunto. [Read more…]

Elísio Summavielle, o menino órfão

summavielle
Já é preciso ter azar. Foi nomeado Secretário de Estado da Cultura no segundo Governo Sócrates, mas o Governo durou pouco mais de um ano. No Governo seguinte, o Secretário de Estado Francisco José Viegas nomeou-o Director-Geral do Património, mas meia dúzia de meses depois o próprio Francisco José Viegas demitiu-se. Agora que estava tudo encarreirado, como Presidente do Centro Cultural de Belém, acaba de se demitir o Ministro da Cultura, João Soares, que o nomeara há um mês.
Nada que preocupe Elísio Summavielle, claro. A orfandade em política é algo de muito relativo e muito dependente de múltiplos factores aparentemente desligados entre si. Com sorte, arranja por aí mais um ministro com a mesma indumentária.
A verdade é que, depois de mais este post, estou habilitado a levar umas bofetadas do menino da lágrima. Pois bem, que venha ele, mas de preferência sem avental.

João Soares, Maçónico e Ministro da Cultura, representa o que de pior tem a política em Portugal

Não vejo em João Soares uma única qualidade, tirando o facto de ser filho de Mário Soares, que justifique o convite para chefiar o ministério de um Governo em Portugal. Mesmo relativamente à ascendência, convenhamos que foi um excesso de linguagem falar de qualidade, como muito bem demonstrou a Clara Ferreira Alves aqui há atrasado.
Nada de novo. Se João Soares ganhou notoriedade no PS, substituiu Jorge Sampaio na Presidência da Câmara de Lisboa e, apesar de uma carreira sofrível marcada pelo fracasso, manteve-se na crista da onda até chegar ao Governo, foi tudo pela mesma razão.
Isso e o facto de pertencer à Maçonaria, claro.
E interessa-me pouco que o putedo socialista do costume venha com as alegações hipócritas da relação entre a vida pública e a esfera privada. Devem achar que arranjar tacho de 70 mil euros na Câmara de Lisboa para um filho sem qualquer experiência profissional faz parte da vida privada da personagem. Ou que andar a brincar aos aventais com aqueles que a seguir se nomeia para cargos públicos pertence à esfera privada. Isto porque hão-de conceder que os favores escandalosos feitos ao Colégio Moderno enquanto Presidente da Câmara de Lisboa nada têm de privado. Ou as movimentações quase clandestinas que fariam corar de vergonha alguém minimamente sério e que levaram à reposição da subvenção vitalícia dos deputados. [Read more…]

João Soares e Summavielle pertencem ao GOL

E andam de avental!
Ao Gol? Lol!

Maçonaria

Eu que não percebo nada disso, entrar na Maçonaria é tipo brincadeirinha com caloiros, não é? Tipo praxe. A diferença é que os praxantes andam de avental.

Com toda a naturalidade, a maçonaria controla o país

Mac

Long story short: está em cima da mesa a saída do Secretário-Geral dos Serviços de Informação da República Portuguesa (SIRP). Segundo o Expresso, o lugar que poderá em breve ser deixado vago está a ser disputado pelas duas principais ordens maçónicas, Grande Oriente Lusitano (GOL) e Grande Loja Legal de Portugal (GLLP), com a segunda a acusar a primeira de estar sobrerrepresentada no SIRP.

Mas quem é que deu a esta gente o direito de se intrometer nos assuntos do Estado, como se de estruturas democráticas e universalmente sufragadas se tratassem? E porque raio estão os nossos serviços secretos repletos deste pessoal obscuro? Será que não chega estarem infiltrados até ao tutano nas estruturas de poder, influenciando o rumo do país em função dos seus interesses particulares, e ainda se acham no direito de controlar os serviços secretos? Alguém corra com eles se fazem o favor. Já chega de pagar aventais com o dinheiro dos nossos impostos.

Retrato de um país hospitalizado

O maior hospital do país está minado por interesses dos partidos, Maçonaria e Opus Dei.

Retrato de um hospital que espelha o país. A verdadeira reforma que não se fez (e nem foi escrita com o Arial 16 do “documento” de Portas). [P]

E a Opus Dei?

As listas quando se publicam deviam nascer para todos.

Centro de Emprego

Secretas?

Figura Pública – Eu não clico no GOSTO!

Facebook de Cavaco Silva, Figura Pública

Facebook de Cavaco Silva, Figura Pública

Alguém sabe explicar o que se passou com os aventais? Estão todos para lavar? De um momento para o outro, puf… Foi um ar que se lhes deu…

E, depois, o cidadão zeloso quer consultar os esclarecimentos do Senhor Presidente, tenta ir ao perfil da Figura Pública Cavaco Silva e não pode!

Não pode por uma razão simples – tinha que clicar naquele botão ao lado do nome com a palavra GOSTO!

E, os meus amigos Benfiquistas vão perceber: antes ser sócio do Dínamo da BCI, carago! Ou então assinar!

Eu, maçon, me confesso

Não me sentiria bem comigo próprio e perante os meus colegas e leitores se continuasse a esconder a minha ligação à Maçonaria.
Repare-se que não tenho nada contra os irmãos que não o fazem e que, por causa das represálias, preferem ocultar a sua condição. Ninguém é obrigado a divulgar o que quer que seja da sua vida privada.
Por que razão aderi à Maçonaria? Porque comungo dos ideais que norteiam esta sociedade fraternal que cultiva os valores da liberdade, igualdade e fraternidade.
Pena que muitos não o compreendam e que muitos outros pensem que tudo se resume a tráfico de influências. Já estou habituado desde que a minha mulher se vira para mim todas as semanas, quando saio de casa depois do jantar para a nossa Loja de Passos Manuel, no Porto, e me diz: «Já vais para aquilo dos aventais»? Desde que um blogger bem conhecido da nossa praça me disse na cara que o Aventar tem o sucesso que tem, mesmo sem vedetas, pelo facto de eu estar ligado à Maçonaria, acredito em tudo. Esse blogger chegou mesmo a fazer a ligação aventar – avental e a relembrar a presença neste blogue da Ana Anes! [Read more…]

Deixem-me falar-lhes sobre o clientelismo.

Clientelismo é, segundo os dicionários: maneira de agir que consiste numa troca de favores, benefícios ou serviços políticos ou relacionados com a vida política. Ora todas as discussões, em Portugal, sobre a vida política, deviam começar por esta definição. É claro que generalizaríamos se enfiássemos o Carmo na Betesga, ou seja, Portugal no clube exclusivo de países onde o clientelismo impera. Não é assim, mas é certo que o nosso país integra o pelotão dos países onde a corrupção é maior, sendo o clientelismo uma expressão da corrupção.
Quando há meses se formaram movimentos de cidadãos indignados, precários e acampados, todos eles se esqueceram deste pequeno pormenor: não é o voto que manda, é o clientelismo que tem última palavra. Percebê-lo é o primeiro passo para mudar as coisas que alguns queriam mudar, embora muitos quisessem apenas… mudar. O quê, era irrelevante.
Durante os últimos séculos os portugueses viram com bons olhos o clientelismo, cultivaram-no com gosto. Desde o jeitinho à cunha, passando pela manutenção de vínculos familiares como força de manter certos feudos (mesmo apesar do republicanismo primário), o português, qual feitor analfabeto, sempre se sujeitou a ir de chapéu na mão à caso do doutor, pedir emprego para a filha ou filho. O facto de os colocar na universidade não mudou nada esta mentalidade. Se não era, agora, o pai a pedir emprego, era o filho que conhece bem o valor do factor C [vulgo para cunha].

Já vos ocorreu…

…que todo este banzé maçónico seja apenas isso mesmo, ou por outras palavras, uma altercação entre regateiras? É que o hermeticismo da coisa já tem duzentos anos e os resultados, de tão ofuscantes para o bem estar de Portugal, estão à vista de todos. Já liquidaram o seu regime da Monarquia Constitucional, já dissolveram o seu regime da iª República, já fizeram cair o também mais que seu regime da 2ª República – até o venerando Carmona era irmão, assim como o Presidente da Assembleia Nacional – e pelos vistos, preparam-se para mais um “render da guarda”.

As canastronas são agora os senhores Balsemão/Bilderberg e Vasconcelos/lojinha Ongoing, pois o que está mesmo em causa, mais não é senão o mesmo móbil de sempre: d-i-n-h-e-i-r-o.

Quais “trilogias”, quais “grandes princípios”, qual carapuça…

A Ler:

Numa altura em que tanto se fala sobre maçonaria. Numa altura em que tantos falam sobre maçonaria. Nada como ler uma entrevista do Prof. Adelino Maltez:

As coisas humanas, mesmo as que procuram o sagrado, tanto degeneram como se aperfeiçoam, tal como cada um de nós cai e se levanta. A perfeição apenas reconhece que cada um deve reconhecer a respectiva imperfeição para que possa procurar a perfeição. Segundo uma alegoria maçónica, chama-se a isso trabalhar a pedra bruta, para depois a polir e permitir a construção do templo interior.

Tirem os cilícios do armário e depois falamos dos maçons

Quando vejo meio-mundo a bater na maçonaria fico logo de pé atrás: historicamente isso costuma coincidir com tempos em que logo a seguir me vêm bater à porta.

Não sendo hoje a maçonaria o que já foi, sempre a instituição esteve do lado da liberdade, sobretudo no séc XIX, por muito que isso custe ao romancista Vasco Pulido Valente. E se acho a coisa hoje em dia patusca, a sua existência é o lado para onde durmo melhor.

É curioso que tendo o assunto vindo à baila de uma forma que belisca o governo veja tantos dos seus apoiantes numa desmedida e excitada caça ao maçon. Cheira a beato.

Haja aqui moralidade: Opus Dei’s, mostrem as vossas chagas, ou estão de tal forma entretidos na caça ao maçon que se esqueceram de olhar para o espelho em casa? Essa, a obra do franquista Escrivá dá-me pesadelos. Entre os do avental e os do cilício a História honra os primeiros. Os segundos são uma das mais tenebrosas organizações dos nossos dias, com um poder  secreto e incomensurável, que faz dela a verdadeira herdeira da santa inquisição. O Herman mostra a diferença:

Loja Mozart vai abrir espaço no Cascais Shopping

Foi possível apurar que a Loja Mozart irá expandir o seu negócio, no seguimento da fuga recente de muitos dos seus membros, e irá comercializar os seus serviços num espaço arrendado para o efeito no Cascais Shopping.

O negócio principal continuará a consistir na compra e venda de influências, podendo estender-se ao aliciamento de árbitros de futebol e ao desbloqueamento de telemóveis. Efectivamente, Luís Montenegro declarou que “como em todos os negócios, é importante diversificar e a Assembleia da República já se tornou pequena para um negócio desta dimensão. É por isso que vamos, também, comercializar os nossos aventais, pretendendo, com isso, atingir novos targets, como, por exemplo, as donas de casa. Para além disso, estamos a pensar criar um espaço “minimaçom”, para os mais pequeninos, porque acreditamos que a iniciação deve ser feita o mais cedo possível, que estas coisas, quanto mais tarde, pior.”

Segundo algumas fontes, existe, até, a hipótese de vir a ser criado um franchising, para que a Loja venha a abrir em vários centros comerciais. Para mais tarde deverá ficar a implementação de um projecto paralelo no âmbito da restauração, onde serão vendidos pratos típicos da Maçonaria, como a deliciosa Tarte de Maçom.

Monty Python – Como identificar um Maçom (LEGENDADO)

KIT ESPIÃO, um utensílio completo

Estou a pensar lançar no(s) mercado(s) uma promoção que, entre outras coisas, lhe assegurará, caro leitor, várias promoções e uma verdadeira carreira.

Esqueça os filmes do 007 e os romances policiais de Graham Greene, esqueça as pistolas, os tiros, as perseguições nocturnas, a vida sempre em risco. O Kit Espião Séc. XXI é, na verdade, muito simples, mas completo. Um telemóvel, vários cartões com números diversos para despistar escutas, uma boa agenda de contactos bem colocados, uma lista de devedores de favores, material de chantagem em suportes variados, um avental para certos rituais, um martelinho, um triângulo e uma cadeira de executivo pronta para instalar em gabinetes que passará a chefiar. O preço? É secreto, mas muito compensador.

A vidinha à portuguesa ‘on-line’

Um homem chega à casa. Janta em paz e conversa com a família, sem ligar a noticiários ou entrevistas televisivas. Acaba a pitança,  senta-se diante do computador, acede ao ‘Público’ on-line e dá de caras com estas notícias:

  1. Um funcionário e dois ex-trabalhadores das Finanças suspeitos de corrupção
  2. Holanda dá mais garantias às iniciativas privadas, diz Alexandre Soares dos Santos
  3. Escritório de Júdice condenado a pagar 2,5 milhões de euros a antigo cliente
  4. Líder parlamentar do PSD e quadros da Ongoing juntos em encontro maçónico

Bolas, o que é isto? Interroguei-me. De uma rajada, quatro notícias perfiladas segundo o actual ‘design’ nacional. Há funcionários anónimos suspeitos de corrupção – já não bastavam os mediáticos!;  temos a ingrata Holanda, para onde no passado encaminhámos judeus aos montes, a fazer  concorrência desleal em garantias às iniciativas privadas; ficámos informados de que há um escritório condenado a pagar 2,5 milhões de euros – sim o título diz que é um escritório! – e, no fim, revelam-nos uma frustrada jantarada maçónica entre o líder parlamentar ‘laranja’, o pessoal da Ongoing e mais uns quantos notáveis. Para o ramalhete jornalístico ficar completo, faltou uma noticiazinha, pequena que fosse, a anunciar eleições para a Direcção Espiritual da ‘Opus Dei’.

Vendo bem, a minha estupefacção é injustificada. Como dizia o Eça, este País sempre foi e será assim; ou visto através de outra lente literária, a tese da clivagem social entre os vulgares e os invulgares, defendida por Raskólnikov em “Crime e Castigo”, tem neste recanto e nas suas terras pingadas no Atlântico o laboratório experimental que a personagem de Dostoiévski imaginou.

Servindo-se de feios, porcos, maus, lindos, partidos e inteiros, os jornais limitam-se a narrar ‘on-line’ a  vidinha à portuguesa. E dela não sairemos tão depressa, a menos que… alguém quebre o galho.

Atirar areia para os olhos

Tem muita piada ver as pessoas escandalizadas com a deslocalização da Jerónimo Martins. É que, só do grupo das empresas que integram o PSI-20, antes da JM, já outras 18 o tinham feito.

Como é muito engraçado, ver o principal partido da oposição dizer que tinham tentado prevenir esta situação, mas o Governo não quis. É que 95% dessas empresas efectuaram a deslocalização durante os 6 anos de governo PS!

Aliás, e para continuar o registo cómico do principal partido da oposição, é vê-los insurgirem-se contra a suposta ligação de alguns membros da bancada do PSD à maçonaria. Sim, o PS tem todo o direito de ficar indignado porque fizeram um inquérito na sua própria bancada e conseguiram descobrir deputados PS que não são “maçons”! Não eram muitos, mas descobriram alguns. E só uma pessoa mal intencionada poderia insinuar ligações entre os históricos do PS e a maçonaria.

Vão por mim, ainda vamos ver o insigne Ricardo Rodrigues, colérico e revoltado, a acusar membros da bancada do PSD de andarem a “gamar” gravadores aos jornalistas.

 

 

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