Contra a retenção especulativa taxar, taxar!

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, multidão, o Portão de Brandemburgo e texto

Retenção especulativa: prática de manter imóveis ou terrenos deliberadamente desocupados, ou fora do mercado, na expectativa de uma valorização futura. Ao reduzir artificialmente a oferta disponível, esta prática contribuiu para aumentar os preços da habitação. Embora o seu impacto não esteja quantificado, estima-se que seja particularmente significativo em zonas urbanas e turísticas de elevada procura, como Porto, Lisboa e Algarve, contagiando, por arrasto, zonas limítrofes. A Trofa, onde resido, é um bom exemplo desse efeito.

O que é que me parece que é preciso fazer à retenção especulativa, quando levada a cabo por empresas ou fundos que detêm largas dezenas ou até centenas de imóveis?

Taxá-la violentamente.

“Ai ó Mendes, imposto é roubo e não sei quê!”

Roubo é o que o Trump está a fazer nos Estados Unidos, pessoa imaginária e possivelmente eleitora da antiga funcionária do MPLA.

Taxar violentamente a retenção especulativa é justiça para a maioria. E entre justiça para a maioria e os interesses de fundos especulativos sediados em paraísos fiscais, escolho os primeiros. Até porque os direitos dos segundos interessam-me tanto como os direitos da maioria dos portugueses lhes interessam a eles. Não resolve o problema, mas seria um bom e simbólico ponto de partida.

Pedro Abrunhosa

Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!

Cristiano Ronaldo: Esta gente não tem vergonha?

Cristiano Ronaldo foi suspenso por 30 dias e multado em 255 euros por ter abandonado o estágio da selecção da Federação Portuguesa de Futebol.
Um castigo feito à medida para não faltar a nenhum jogo. Sim, que sem ele a equipa nem saberia o que fazer.
Pelos vistos, o facto de Cristiano Ronaldo ser capitão não foi agravante. E o curriculum foi uma atenuante, quando devia ser uma agravante.
Ainda sou do tempo em que Ricardo Carvalho foi suspenso por um ano pelo mesmo comportamento. E nem sequer tinha a agravante de ser capitão de equipa. Embora devamos reconhecer que tinha uma agravante de peso. Afinal, tinha sido Campeão Europeu pelo FC Porto e isso é algo que neste país não se perdoa facilmente.
30 dias de castigo por desertar? Está visto que em Portugal Cristiano Ronaldo pode tudo. É o único que pode ter o seu director de comunicação dentro dos estágios da selecção, é o único que pode ter o seu roupeiro particular, é o único que pode receber a família durante a concentração. E é o único que pode desertar sem consequências mesmo depois de emitir um comunicado a enxovalhar o seleccionador nacional.
No fundo, Cristiano Ronaldo é o menos culpado disto tudo. Tal como o menino mimado que faz birras não tem culpa, ele também não. Faz o que o deixam fazer. É inimputável.
E a senhora presidente do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, que até tem (dizem…) um curso de Direito? Pode ter licenciaturas, mestrados e doutoramentos. Vergonha é que não tem nenhuma.

Diário do genocídio – 18 de Outubro


Ontem, 18 de Outubro, em mais uma ofensiva em Gaza, o exército nazisraelita matou mais 4 palestinianos. Já são 1500 desde o “cessar-fogo” de Outubro de 2025.
Entre esses quatro, estavam duas crianças. Misk Hazem al-Dalu, de 7 anos, com um tiro na cabeça no campo de refugiados de Maghazi no centro de Gaza; e Mohammed Abu Hammad, de 14, através de um drone quando regressava a casa da escola.
Enquanto isso, na televisão, Netanyahu ameaçou a Espanha, dizendo que vai pagar um “preço imediato”.
Em Telavive, estudantes judeus e árabes manifestaram-se contra a presença do torcionário ministro Ben Gvir na sua universidade, obrigando-o a abandonar o palco.
Em Portugal, o pequeno Netanyahu de Santo Ildefonso estuda a forma de voltar a massacrar, desta vez com mais sucesso, o seu próprio povo.

Habitação: Governar em ca(u)sa própria


A crise da habitação não se resolve por uma única razão: Porque os políticos têm um património imobiliário pornográfico e interessa-lhes que esta situação continue. É ler o Público de hoje: Políticos que estão a mudar lei do arrendamento são donos de mais de mil imóveis.
Quem é proprietário e senhorio quer rendas cada vez mais altas. Quer despejar com maior facilidade. Quer valorizar cada vez mais o seu património e os fundos de investimento aos quais dá sucessivos benefícios fiscais. Não quer pagar mais impostos do que deveria por ter mais casas do que devia. Governa em ca(u)sa própria sem ter em conta o interesse comum.
O problema não é e nunca foi a falta de casas. Estamos em 2026 e, para além das mais de 700 mil casas fechadas por todo o país, continua a haver mais casas do que famílias. Incluindo no Porto e em Lisboa.
O problema, sim, é o facto de os políticos serem moralmente corruptos. Não é a colocação de tendas no Porto.