
Retenção especulativa: prática de manter imóveis ou terrenos deliberadamente desocupados, ou fora do mercado, na expectativa de uma valorização futura. Ao reduzir artificialmente a oferta disponível, esta prática contribuiu para aumentar os preços da habitação. Embora o seu impacto não esteja quantificado, estima-se que seja particularmente significativo em zonas urbanas e turísticas de elevada procura, como Porto, Lisboa e Algarve, contagiando, por arrasto, zonas limítrofes. A Trofa, onde resido, é um bom exemplo desse efeito.
O que é que me parece que é preciso fazer à retenção especulativa, quando levada a cabo por empresas ou fundos que detêm largas dezenas ou até centenas de imóveis?
Taxá-la violentamente.
“Ai ó Mendes, imposto é roubo e não sei quê!”
Roubo é o que o Trump está a fazer nos Estados Unidos, pessoa imaginária e possivelmente eleitora da antiga funcionária do MPLA.
Taxar violentamente a retenção especulativa é justiça para a maioria. E entre justiça para a maioria e os interesses de fundos especulativos sediados em paraísos fiscais, escolho os primeiros. Até porque os direitos dos segundos interessam-me tanto como os direitos da maioria dos portugueses lhes interessam a eles. Não resolve o problema, mas seria um bom e simbólico ponto de partida.









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