E ninguém bombardeia estes terroristas?

Fez ontem 10 anos que a união de esforços de várias organizações terroristas resultou na maior crise financeira desde o Crash de 29. A 15 de Setembro de 2008, apesar dos triplos A atribuídos pelas agências fundamentalistas, o Lehman Brothers colapsou, com os efeitos que todos conhecemos. E, ao contrário daquilo que aconteceu com o Iraque ou Afeganistão, ninguém bombardeou as Al-Qaedas financeiras. Os terroristas assaltaram o planeta Terra, deixaram a Europa à beira de um ataque de nervos e à mercê da extrema-direita, e nada de relevante lhes aconteceu. Aliás, consta que, muito em breve, os mujahedines voltarão a dar o ar da sua graça. Foi pelo menos o que disseram estes talibans.

O sétimo selo

A Moody’s (Moody’s Investors Service, uma das três maiores agências de classificação de risco de crédito do mundo) concorda com o PCP (Partido Comunista Português) e dá nota positiva ao Orçamento de Estado para 2016.

Senado dos EUA acusa Moody’s e Standard & Poor’s

Segundo relatório publicado esta 6.ª feira, e após  investigação demorada e minuciosa, o Senado norte-americano acusa as conhecidas agências de notação financeira (ou de “rating”) de terem sido co-responsáveis pelas causas da crise que, em 2008, eclodiu no ‘sistema financeiro norte-americano’ e que contaminou a maior parte das economias mundiais; em particular, as europeias.

Com efeito, adianta o relatório que ambas atribuíram nota máxima (AAA) ao créditos hipotecários de elevado risco; no fundo, ao produto “subprime” que deu origem à bolha imobiliária dos EUA e à torrente dos chamados ‘produtos tóxicos’. 

A Fitch, outra agência conhecida, saiu inocente do processo, em que as duas anteriores foram coniventes, como provam mensagens e trocas de informação detectadas na investigação.

Portugal, Grécia e Irlanda têm sido países muito fustigados pela sucessivas baixas de notação ditadas por tais agências, em particular das ora acusadas Moody’s e Standard & Poor’s. Mas, à parcialidade e falta de rigor de critérios das agências de “rating”, dignas de enorme credibilidade para os tais mercados e investidores usurários, já me referi no texto ‘Economia Portuguesa (I) – As Agências de Ratingde 30 de Abril de 2010. A UE, agora, teria margem de manobra para agir na regulação da actividade das ditas agências em espaço europeu. Assim quisesse limitar o poder das nefastas agências.