O directo, o direito e o direto

I know you think you understand what you thought I said, but I’m not sure you realize that what you heard is not what I meant.
— Alan Greenspan (apud Rebecca Saxe)

So, let me play a little bit of my favourite childhood piece.
Lang Lang

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Há uns anos, escrevi sobre um fenómeno perturbador. De facto, a hipótese da idealização de um ‘i’ depois de um ‘e’, por causa da supressão de ‘c’, era corroborada pelas leituras detectadas de direito, em vez de *direto (por directo), em textos escritos “ao abrigo” do AO90. Efectivamente, há quem leia direito em vez de *direto. Lembrei-me disso por causa de um texto aparecido anteontem no jornal A Bola, com direito em vez de *direto (exactamente: *direto).

Convém, neste exacto momento. lembrarmo-nos de dois factores importantes:

  1. A direcção do jornal A Bola não tem modos à mesa de um regime democrático;
  2. Independentemente de o teclado ser AZERTY. QWERTY ou QWERTZ, a distância mais curta entre a letra ‘c’ e a letra ‘e’ é a tecla ‘d’, a distância mais curta entre a letra ‘t’ e a letra ‘e’ é a tecla ‘r’, a distância mais curta entre a letra ‘i’ e a letra ‘e’ são quatro teclas, a distância mais curta entre a letra ‘c’ e a letra ‘t’ é a tecla ‘f’, a distância mais curta entre a letra ‘c’ e a letra ‘i’ são quatro teclas e, para terminar, a distância mais curta entre a letra ‘t’ e a letra ‘i’ são duas teclas — ou seja, a possibilidade de gralha é altamente improvável.

Desejo-vos um óptimo-fim-de-semana.

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