Almoçar com o Mal

Flamingo at the BeachMais um convite para um almoço sorrateiro socratista nas costas do Tó Zé. Se tivessem vergonha, declinariam o convite para almoçar com o Mal. Não se almoça com Gestão Danosa, Dolo Político, Devastação e Saque. Não se almoça com o ultra-comissionismo em negócios de Estado lesivos dos interesses do Estado e chorudos para os amigos, as Construtoras amigas do partido e a Banca do Salgado. Não se almoça com a Vaidade e a Psicopatia desprezivas das gentes, insensíveis a Povo, capazes de lhe legarem tais sofrimentos, tais fomes, tais lágrimas. Não se almoça com a Cabeça perpetradora de actos e decisões sistemáticos anti-contribuintes, rodoPPP, toxi-swap. Não se almoça com o grau zero do mau carácter. Não se almoça com o Mal Político e o Malefício Público em forma de gente. Dá-se-lhe ordem de prisão.

Só se almoça com a Ganância na Política, com o Lixo Ávido de Poder e com a Sufocação Insidiosa de Adversários Internos e Externos se se for conivente com tudo com que se almoça. Se não se for capaz de uma coluna direita, recta, mas recurvada e servil: «Da lista dos comensais fazem parte, para além de José Sócrates e Manuel Pizarro, Augusto Santos Silva [ASS], ex-ministro da Defesa, Francisco Assis, deputado e ex-líder da bancada parlamentar do PS, Renato Sampaio, deputado e candidato do PS ao Agrupamento de Juntas de Freguesia do Centro Histórico do Porto, Acácio Pinto, deputado pelo círculo eleitoral de Viseu, os presidentes das câmaras de Amarante e de Mangualde, Armindo Abreu e João Azevedo, o antigo vereador da Câmara do Porto Hernâni Gonçalves, entre outros convidados.»

Almoços de reformados

Não compreendo esta tendência para o pessoal se juntar em almoços, num determinado dia da semana, olha o gajo está velho, que grande barriga, morreu o fulano, o sicrano está  nas últimas…

 

Depois todos  são todos muito amigos, quando durante a vida activa ninguem ligava a ninguem, não fosse encontrar alguem que precisassse de ajuda, para o filho, a mulher precisa de uma promoção, tudo gente importante, agora assentam o pó, volta tudo para o bairro onde nasceu, pelo menos aos olhos dos outros é tudo arrumado na gaveta da memória da infância, pé descalço, como é que este gajo quer que eu o ache o máximo?

 

Há alguns que são rídiculos, mantêm a pose, já não têm poder nenhum, têm problemas na próstata e mijam para a frente e para os pés, andam com toalhetes nas partes, mas têm a a mania que são conhecidos.

 

A Lídia " parisienne" fala português com mistura de francês, apanha bebedeiras de caixão à cova, e eu depois é que a levo a casa, tiro o meu casaco para lhe tapar as pernas, e o resto, porque ela acha que é uma menina e veste vestidos largos e rodados. Ao fim de quarenta anos sem me ver, diz-me " ah! o Luis Couto (era assim que me tratavam) era um rapaz alto e magrinho, com o cabelo a cair-lhe no pescoço", olha que porra, obrigado !

 

Depois há umas viúvas e outras divorciadas que andam num rodopio, vamos jantar, vamos dançar, arranja um grupo para irmos dançar, e um gajo vai e depois "pardais ao ninho" podíamos ir beber um último copo a minha casa, até lá ficavas se não te apetecer voltar. 

 

E eu, Oh! rapariga, arranja um puto novo, não tenhas medo, é só uma tarde bem passada,

tomas um banho e ficas como nova, juntas a juventude à experiência, agora dois experientes é que não dá em nada, alguem tem que se mexer…

 

Um destes amigos ainda faz maratonas de quarenta Kms, outros fazem maratonas de cirurgias ao coração, aos instestinos e à próstata, passam a vida a falar em doenças e a mostrar as cicatrizes como se fossem um trofeu, não tenho paciência para isto, não vou mais, fico na Guerra Junqueira a ver as "teen"…

 

Além disso sou o único que toma Viagra, ninguem precisa, pergunto ao meu farmacêutico e ele, vende-se aos montes, até malta nova, é para as maratonas de sexo ( e vocês a julgarem que eu falava de maratonas por dá cá aquela palha…) e volto costas, e sou o maniento que já em novo tinha a mania que era bom.

 

Então, não apareces? Pois, não, pá!