A EDP e a sub-estação do meu bairro…

A EDP está em grande, avultados investimentos no Mar do Norte, e nos Estados Unidos, em energia do vento em off e em on shore. Associada com empresas de tecnologia de ponta, a EDP diz que quer ficar detentora desse know how e arrancar com um cluster no país, com outras empresas portuguesas.

Eu por mim acho bem, o pior é a mesma EDP tão avançada tecnologicamente, dar-me cabo, ano após ano, do meu frigorífico.

É que vivo aqui há 30 anos e não há ano nenhum que não aconteçam, nesta zona, vários apagões. Lá se vai o frigorífico e os alimentos que lá estão, a TV e a box ficam a piscar, o PC troca tudo, as lampadas fundem…

Para além das chatices tudo isto custa dinheiro, é preciso chamar várias entidades para repôr a minha comodidade e, isto, é todos os anos. Como se compreende que uma empresa internacional, que é só tecnologias e investimentos internacionais, entre os grandes do mundo, não seja capaz de arranjar de vez, a sub-estação do meu bairro?

E pagar os prejuízos dos agricultores do Oeste?

Ainda um dia destes vamos ter a EDP a fazer uma “joint-venture” com uma grande empresa internacional, para enroscar as lampadas da minha rua…

Tudo, porque pagamos o preço mais alto de energia e estamos entregues à prepotência de uma empresa monopolista que não está sujeita à concorrência. (agora está aí a espanhola Endesa…)

Nestas condições todos podem “armar” em “super gestores”…