Contra a cobardia do assédio moral

Nuno Oliveira ©PÚBLICO

O assédio moral no trabalho é um acto de violência particularmente cobarde e execrável. Ela é normalmente exercida, directa ou indirectamente, por um agente detentor do poder, com recurso à reiterada agressão psicológica e a processos persecutórios ilegais e injustificados. Visa eliminar o equilíbrio anímico do trabalhador, parti-lo por dentro, quebrá-lo moralmente, isolá-lo do meio profissional e social, afectar as suas relações pessoais e familiares. Distorcer a percepção que ele tem de si próprio e dos outros, através da diminuição da sua auto-estima e do corte afectivo com a realidade do quotidiano. É um crime sádico, praticado por delinquentes com traços de carácter particularmente perversos, cuja cobardia se acoita atrás de lugares de poder, lugares esses através dos quais expiam e projectam um subconsciente doentio, cheio de monstros simbólicos cujas imagens, normalmente, carregam desde a primeira infância.

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Haja decoro

O Dr. Marco António Costa com a senhora Bastonária da ordem dos Enfermeiros

Espalha-se como uma bactéria nas redes sociais um mal-entendido que importa esclarecer com urgência. Parece estar em causa a greve cirúrgica dos enfermeiros e a actuação da senhora bastonária da respectiva Ordem que, segundo alegações não fundadas em facto algum estabelecido para além de qualquer dúvida razoável, estará a ser incentivada na sua demanda por dirigentes do PSD, designadamente pelo senhor Dr. Marco António Costa.

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Descentralização

A direcção do Partido Socialista acaba de publicar uma “nota à imprensa” sobre o Processo de Descentralização, nota essa na qual se congratula “com a assunção dos compromissos assumidos e com a adesão de mais de uma centena de municípios” ao Acordo. Adianta ainda que “o governo socialista comprometeu-se com o reforço da autonomia do Poder Local, as suas competências e os meios disponíveis para o efeito, bem assim como com o cumprimento da Lei das Finanças Locais e aproximação aos níveis europeus da participação nas receitas do Estado por parte das autarquias”.

Legítima, esta Nota à Imprensa não explica, porém, como foi possível ter origem no interior da própria direcção do PS o mais eficaz e violento ataque ao referido Processo de Descentralização, ataque esse liderado pelo autarca “socialista” de Gaia. Os opositores do PS agradecem esta aliança espúria com Rui Moreira, aliás digna de uma medalha de mérito.

 

3,5 milhões de euros para o adro da Igreja

Clique para aumentar.

 

A Câmara de Gaia vai gastar 3,5 Milhões de euros para “reabilitar” o Adro da Igreja de Mafamude, do senhor Padre Jorge. Mais do dobro do que diz ter gasto a fazer um Centro de Saúde de raiz. A própria Igreja Católica, se tivesse alguma consciência social, deveria recusar esta enormidade política, cívica e moral. Um insulto não apenas à laicidade do Estado, mas à mais elementar e singela decência.

 

Eduardo Vítor Rodrigues, Padre Jorge e o Bispo do Porto em animada festa.

Ligação para a notícia (antes que a apaguem).

Nova ponte entre Porto e Gaia já começou a meter água

A nova travessia entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, anunciada com pompa, circunstância e a mais desbragada propaganda no passado mês de Abril de 2018, ainda não começou a ser construída e já se está a desfazer.

Baptizada com o santíssimo nome de um bispo, mas com o aspecto de uma espada de Darth Vader, a alucinante travessia fluvial prevista para ligar nenhum lugar a lugar nenhum, tinha, segundo os seus promotores, a sua conclusão prevista “num prazo de três a quatro anos e um custo de 12 milhões de euros” (ver notícia aqui).

Vem agora o autarca de Gaia, convencido de que está a falar para uma plateia de símios, afirmar à comunicação social que “cumprindo prazos e respeitando todos os estudos, é possível lançar o projeto de construção da Ponte D. António Francisco dos Santos em 2020 como previsto”.

Ou seja, a dita ponte, afinal, não estará pronta num prazo de três a quatro anos como afirmou em Abril de 2018. O “projecto” é que será lançado num prazo de quatro anos, em 2020. A conclusão da ponte propriamente dita, essa, estará assegurada lá para o dia de São Nunca à Tarde, tal, aliás, como a famosa Capela de Siza Vieira na Afurada, cujas obras deveriam ter sido iniciadas no Verão de 2016 e da qual, passados quase três anos, não se vê ainda uma única pedra. Isto, apesar de a Câmara de Gaia já ter pago 174 mil euros pelo projecto. 

Quem conhecesse minimamente as tácticas e os truques da Câmara de Gaia tinha percebido, já em Abril de 2018, que a “nova ponte” foi uma mera manobra de propaganda destinada a abafar notícias pouco abonatórias, expediente ao qual se resume, aliás, quase toda a gestão municipal, desde 2013. Gaia é, desde então, infelizmente para os gaienses, uma enorme junta de freguesia, totalmente subjugada às tácticas populistas e ao vazio democrático e político. O Partido Socialista pagará, mais tarde ou mais cedo, o preço deste tremendo erro de casting.

Calaram o CALE-se

O “CALE-se” era o mais importante Festival de Teatro da cidade de Gaia. Calou-se, mas deixou uma carta aberta:

 

Carta aberta do Cale Estúdio Teatro ao público, a propósito do fim do “CALE-se” Festival Internacional de Teatro

Houve um tempo em que falar de tradição não era apenas falar do passado mas, sobretudo, num contexto mais alargado, um tempo em que se percebiam e aceitavam as tradições como uma “permanência no desenvolvimento e na continuidade”, conforme muito bem defendeu em tempos António Sardinha.
Nesse contexto, o terceiro sábado de Janeiro (o próximo, dia 19) era culturalmente marcado em Vila Nova de Gaia pela abertura do “CALE-se” Festival Internacional de Teatro, facto que este ano não acontecerá, pelos motivos já apresentados no encerramento da edição de 2018, que importa agora recordar ou somente informar.

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Autarca de Gaia apresenta denúncia anónima ao Ministério Público

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, enviou ao Ministério Público uma denúncia “anónima”, a qual assinou sem se identificar como presidente da Câmara de Gaia. Nessa denúncia, sou acusado de ter pedido 300 euros a um tal de Joaquim Lopes, de Canelas, para tratar de um problema de humidade.

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A Câmara de Gaia e a Turismo Porto e Norte de Portugal

Equipamento “Tomi” em frente à Câmara de Gaia (Casa da Presidência).

Duas das empresas visadas no processo judicial que envolve a Turismo Porto e Norte de Portugal, que levou já à detenção do presidente da direcção daquela entidade pública, assim como à demissão do presidente da Assembleia Geral – o presidente da Câmara de Gaia -, são a Tomi World e a Media 360, ambas pertencentes ao mesmo empresário.

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Vila Nova de Gaia e a China

Numa altura em que Portugal recebe, em visita oficial, o Presidente da República Popular da China, vale a pena recordar o que pensa sobre o assunto o mais alto responsável do Gabinete da Presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, precisamente o chefe de gabinete de Eduardo Vítor Rodrigues. São dele as seguintes tiradas, plenas de sentido diplomático:

Na China nem os mortos (e nem os vivos…) são respeitados. Só o lucro capitalista merece respeitinho”, como se pode verificar no exemplo seguinte:

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Gaia, uma lixeira a céu aberto

Vila Nova de Gaia, Quinta das Rosas, 18 de Novembro de 2018.

Uma zona habitacional situada a cerca de mil metros do centro da terceira maior cidade do país, onde é possível constatar-se que as políticas de protecção do ambiente permanecem uma “questão civilizacional”, tantas vezes tratadas exclusivamente ao nível da mera propaganda.

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Tancos e as críticas da “esquerda” a Marco António Costa

 

O “socialista” Vítor Rodrigues recebe o Primeiro-Ministro Passos Coelho, em sessão solene, a menos de um mês das eleições legislativas de 2015.

Conheci pessoalmente o Dr. Marco António Costa no dia 6 de Setembro de 2015, no gabinete do actual presidente da Câmara de Gaia, onde me foi apresentado. Faltava menos de um mês para as eleições legislativas de Outubro desse ano e o Dr. Passos Coelho era recebido na Câmara de Gaia, liderada por “socialistas”, com todas as honras devidas a um Primeiro-Ministro de Portugal. Enquanto se faziam discursos solenes e se trocavam abraços e garrafas de Vinho do Porto, o secretário-geral do PS, António Costa, distribuía bandeiras e canetas nas ruas do país, lutando pelo objectivo que daí a algum tempo viria, para desgosto e surpresa de muitos ditos homens de esquerda, a alcançar – ser primeiro-ministro de um governo do PS.

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Os processos judiciais do autarca de Gaia

Imagem: Público

Numa entrevista de três páginas dada ao prestigiado semanário “Sol” e publicada este fim de semana, o actual presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, um “professor universitário” que acumula um conjunto impressionante de cargos políticos (a presidência da Câmara de Gaia, da Assembleia Geral da Turismo Porto e Norte, da Área Metropolitana do Porto, a vice-presidência da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, etc.), volta a tecer comentários sobre a minha passagem pela Câmara Municipal de Gaia. Nesses comentários, o autarca afirma, entre outras coisas, que a sua “actividade na Câmara foi de absoluta lisura”.

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Técnica mista sem título

Os métodos do PS Porto e a memória da PIDE III

Diz assim o jornal Público de hoje:

“Eduardo Vitor está a ser julgado pelo crime de difamação agravada,na sequência de um texto que publicou no Facebook em 2016, com insultos que, para Bruno Santos e o Ministério Público, visaram o ex-adjunto. A queixa é contra o cidadão Eduardo Vitor Rodrigues, e não contra o autarca. A Sociedade de Advogados Gil Moreira dos Santos, Caldeira, Cernadas & Associados é quem o está a defender. Desde que Eduardo Vitor Rodrigues tomou posse, o município celebrou vários contratos de serviços de consultadoria e assessoria jurídica com aquela sociedade de advogados no valor de cerca de meio milhão de euros.

Leia aqui a notícia completa.

Esplendor na relva

Imagem: internet

A edição em papel do Jornal de Notícias do dia 29 de Junho de 2018 deu nota de que a Câmara de Gaia “foi alvo de buscas” por parte da Polícia Judiciária, estando em causa suspeitas de alegados crimes relacionados com o financiamento dos relvados sintéticos dos estádios de Canelas e de Pedroso, ambos situados em Vila Nova de Gaia. Segundo o Jornal de Notícias e fonte do executivo municipal por ele citada, no centro da questão estarão “dois contratos celebrados pela Gaianima – entretanto extinta – com a empresa Ambigold”.

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Gaia: Medalha entregue por Eduardo Vítor Rodrigues a Marco António Costa chega a Tribunal

Eduardo Vítor Rodrigues homenageando Marco António Costa. Junho de 2016.

A Medalha de Mérito Municipal (Grau Ouro), com que o presidente socialista da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, homenageou o Dr. Marco António Costa em Junho de 2016, chegou a tribunal por via de uma queixa-crime – mais uma – que o próprio autarca gaiense apresentou e na qual me acusa, pela enésima vez, de “difamação”. A “difamação” em causa consiste, segundo a queixa deste infeliz litigante, em ter aqui descrito, no Aventar, aquilo que se vê na fotografia que ilustra este pequeno apontamento: o próprio Vítor Rodrigues, eleito  presidente da câmara de Gaia pelo Partido Socialista, a homenagear o Dr. Marco António Costa, entregando-lhe em cerimónia solene comemorativa do Dia do Município, a Medalha de Mérito Municipal da Câmara de Gaia, Grau Ouro. Exactamente o mesmo Dr. Marco António Costa que algum tempo antes era acusado de co-responsabilidade na alegada miséria financeira gaiense. O mesmo Marco António Costa que Vítor Rodrigues também processou judicialmente, isto apesar da antiga e profunda cumplicidade que une os dois políticos.

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A decapitação do jornal Público

Há quem diga que o jornal Público se vendeu por um prato de lentilhas à Câmara de Gaia. Isso é completamente falso:

Ajustes directos da Câmara de Gaia ao jornal Público nos últimos 4 meses.

Nova derrota judicial de Eduardo Vítor Rodrigues, o autarca de Gaia

O Tribunal de Instrução Criminal do Porto acaba de mandar arquivar mais uma queixa-crime apresentada pelo presidente da Câmara de Gaia, o “socialista” Eduardo Vítor Rodrigues, confirmando a decisão anterior do Ministério Público, que decidiu no mesmo sentido. Vítor Rodrigues e o Município de Gaia foram ainda obrigados a pagar as Custas Processuais devidas, num valor que ultrapassa os €400,00. Coisa pouca para uma Câmara rica.

Ao todo são 5 (sete), até agora, os processos judiciais que este exemplar autarca me moveu. Um presidente de Câmara do PS, membro do Secretariado Nacional do partido das liberdades e do 25 de Abril, que luta estoicamente contra um militante do mesmo partido, nos Tribunais e fora deles, usando os públicos meios do órgão de poder a que preside, e não só, contra um direito estruturante da Democracia, consagrado na Constituição da República Portuguesa: a Liberdade de Expressão e Pensamento.

Um exemplo digno de constar nos anais do Partido Socialista. Uma referência ética para os paladinos do Livre Pensamento e dos bons costumes.

 

Despacho de Não Pronúncia

Património da inanidade

Notícia de 19 de Novembro de 2015 (Jornal de Notícias):

JN, 19/11/2015

 

Imagem de 25 de Março de 2018 (Caves de Vinho do Porto, Vila Nova de Gaia):

Caves de Vinho do Porto, 25 de Março de 2018

 

Les Uns et les Autres

A Direcção Nacional do Partido Socialista coloca em prática a estratégia política que muito bem entende, mandatada e legitimada que está, para o fazer, pelos órgãos próprios do partido. Pode, além disso, mudar de estratégia, tal como ficou bem visível na sequência das recentes declarações públicas de altos responsáveis do PS que, directa ou indirectamente, se referiam a um ex-Secretário-Geral do partido e ex-Primeiro-Ministro de Portugal, declarações essas que levaram o visado, o Engenheiro José Sócrates, a anunciar a sua desfiliação do Partido Socialista.

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Uma espécie de Protocolo

No passado mês de Janeiro foi aqui analisado um estranho Protocolo que a Câmara de Gaia, pelo punho do seu presidente, assinou com uma “escola de línguas” chamada Lancaster College, Protocolo esse que foi profusamente publicitado pela comunicação social como sendo uma “oferta de 75 bolsas de estudo” para famílias “carenciadas” do Concelho de Gaia.

Esse artigo de Janeiro apontava várias “inconformidades” ao referido Protocolo, tais como um Segundo Outorgante, o tal “Lancaster College”, que aparece no documento identificado com um número de pessoa colectiva pertencente a outra empresa, facto que aparentemente tem justificação na circunstância pouco ortodoxa de o Lancaster College não ter, simplesmente, existência jurídica.

Mas, afinal, o pior estava para vir:

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O Segredo

Cratera no Centro Histórico de Gaia (Clique para aumentar)

 

A primeira tentativa que fiz para aceder ao verdadeiro Projecto da Disneylândia do Vinho foi a 28 de Novembro de 2017, através de comunicação dirigida ao presidente da Câmara de Gaia, ao abrigo da legislação em vigor sobre o acesso a documentação administrativa.

Passados quase cinco meses, depois dos sucessivos obstáculos que a autarquia de Gaia foi colocando à divulgação desses documentos, e após queixa à CADA (Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos) que ficou, até agora, sem resposta, e ainda reclamação junto do Secretário de Estado das Autarquias Locais, o respectivo Gabinete acaba de me informar que para que possa ser sequer equacionado um pedido de acesso ao Projecto previsto para a cratera que nesta altura ocupa o Centro Histórico de Gaia (ver imagem), na zona das Caves de Vinho do Porto, o requerente, ou seja, o cidadão da República, deve, obrigatoriamente, “demonstrar interesse legítimo”.

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“Cenário de guerra” no hospital de Gaia

A 20 de Outubro de 2016, o Jornal de Notícias garantia que as obras do Hospital de Gaia iriam finalmente avançar. Na mesma notícia ficava a saber-se, pela voz do presidente da Câmara, que essas obras não apenas iriam avançar, como já estariam em curso “em meados do próximo ano”, ou seja, Junho do ano passado. Vítor Rodrigues garantia um co-financiamento municipal de 3 milhões de euros para uma obra que, três anos antes, tinha prometido, no seu programa eleitoral, como a reivindicação de “um novo Hospital público para Gaia”.

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Marés Vivas: nova derrota judicial de Eduardo Vítor Rodrigues

Foto: Público

O Ministério Público acaba de arquivar as queixas-crime apresentadas por Eduardo Vítor Rodrigues, o cacique de Gaia, contra os ambientalistas que se opuseram à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva Natural do Estuário do Douro.

Prosseguindo a saga judicial que o traz entretido praticamente desde que tomou posse – sendo fácil perceber o motivo pelo qual Gaia é hoje uma cidade parada no tempo -, o presidente da Câmara, agora promovido também a presidente da Área Metropolitana do Porto, apresentou contra dois activistas queixas-crime por difamação e calúnias, na sequência da sua oposição à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva do Estuário do Douro, em Vila Nova de Gaia.

Um dos cidadãos acusados por Vítor Rodrigues – e agora ilibado pelo Ministério Público – proferiu, na altura, as seguintes afirmações, constantes do Despacho de arquivamento da Procuradoria da República da Comarca do Porto, ao qual foi possível ter acesso:

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Autarca de Gaia julgado por difamação

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia e do Conselho Metropolitano do Porto, começou a ser julgado no Tribunal de Gaia, acusado pelo Ministério Público do crime de Difamação.

A notícia é da TVI.

Câmaras querem gerir Centros de Saúde

Imagem retirada da Internet

Segundo dá hoje nota a comunicação social, as autarquias das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto pretendem “gerir” os Centros de Saúde.

Parece que esta, e outras propostas de originalidade equivalente, fazem parte de um “pacote de descentralização” que o presidente da Área Metropolitana do Porto e da Câmara de Gaia irá apresentar ao Primeiro-Ministro.

Vítor Rodrigues diz, por exemplo, que se deve optar, no caso dos Centros de Saúde, por aquilo a que ele chama uma “gestão municipal de valências”, pretendendo “intervir nos horários dos centros de saúde”, mantendo-os abertos até à meia-noite pois, segundo as suas palavras, “quem trabalha não consegue ir fora do horário laboral”. Se o presidente da Câmara de Gaia – e da Área Metropolitana do Porto –  impede os seus funcionários municipais de acederem a cuidados de saúde em horário laboral, esse é mais um problema de Vítor Rodrigues com a Justiça, pois a lei ainda garante a qualquer trabalhador o direito de ir ao médico, seja a que horas for, uma vez que a doença, ou o seu tratamento, não se regulam pelo horário de expediente das Câmaras Municipais nem pelos princípios morais de patrões ou dirigentes que fazem do assédio laboral o seu principal instrumento de persuasão.

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Caves de Vinho do Porto: sob as pedras, o silêncio

Caves de Vinho do Porto, Gaia, 18 de Fevereiro de 2018. Clique para ampliar.

Sob o silêncio cúmplice das instituições do Estado responsáveis pela preservação do Património, das forças políticas da oposição em Vila Nova de Gaia, incluindo o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda, da Comunicação Social e das eminências pardas da “sociedade civil” que costumam apresentar-se como grandes arautos da defesa dos valores identitários e do património histórico e arquitectónico do nosso país, prossegue no Centro Histórico de Vila Nova de Gaia, na zona das Caves de Vinho do Porto, o verdadeiro atentado que as imagens documentam.

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Um homem é um homem e um bicho é um bicho.

Os factos que a seguir se relatam são verdadeiros e estão documentados.

No dia 18 de Setembro de 2017 respondi por email a uma oferta de emprego surgida no conhecido site Net-Empregos. O anúncio era anónimo, informando apenas que se tratava de um “conceituado grupo de Empresas de Engenharia e Construção localizado em Vila do Conde” que pretendia recrutar um Designer Gráfico.

No dia seguinte, de manhã, recebi um telefonema da responsável pelo departamento de recursos humanos da empresa, Ana Cunha, informado-me que eu tinha sido seleccionado para entrevista de recrutamento e dando-me conta que a entidade em causa pertencia ao Grupo Azevedos, tratando-se, mais concretamente, da Construtora Lucios, uma empresa com actividade pujante em todo o país na área da reabilitação urbana e em outras áreas da indústria da construção. Assim sendo, convidou-me a realizar uma entrevista no dia 21 de Setembro, nas instalações da empresa, convite ao qual obviamente acedi com entusiasmo.

Realizada a entrevista, fui convidado pela empresa, ainda no âmbito do processo de recrutamento, a fazer um “teste” que consistia na criação de uma “marca gráfica” que assinalasse os 75 anos de existência da Lucios. Este desafio foi lançado às 18h26 do dia 22 de Setembro de 2017, uma sexta-feira, e o trabalho deveria ser entregue até ao final da manhã da segunda-feira seguinte. Às 8h36 dessa segunda-feira remeti o trabalho concluído. Foi este:

No dia 26 de Setembro, pelas 18h56, a Lucios formalizava uma proposta de contratação, afirmando, no email que me remeteu com as condições contratuais, que “recebemos com bastante agrado a indicação que aceita este nosso desafio e que poderemos em breve contar consigo. Da parte do Grupo Azevedo’s e da equipa do Dep. de Marketing, tudo será feito para que tenha a melhor integração possível e que encontre na nossa organização uma carreira de sucesso.” 

No dia 2 de Outubro de 2017 iniciei o exercício de funções na Lucios. Como é normal nestas circunstâncias, a responsável dos recursos humanos da empresa informou-me em detalhe das regalias e deveres a que estava sujeito, fez comigo uma visita guiada pelos vários departamentos da empresa, apresentando-me aos outros colaboradores, incluíndo a administração.

Iniciei o trabalho no Departamento de Marketing, sob a responsabilidade de Ondina Machado, a directora de Marketing da empresa, que me tratou com toda a cordialidade e me foi pondo ao corrente dos vários projectos em curso, aos quais eu me iria dedicar.

Um desses projectos é o Mercado da Beira-Rio, um empreendimento cujo proprietário é a Câmara Municipal de Gaia e cujo projecto de reabilitação foi da responsabilidade da Lucios. A Lucios é igualmente detentora, juntamente com outra conhecida empresa, dos direitos de exploração desse equipamento. Acrescente-se que o Mercado da Beira-Rio é um dos mais importantes projectos que a Lucios tem neste momento e uma das mais significativas obras levadas a cabo pelo actual executivo da Câmara de Gaia.

Como é sabido, fui exonerado do cargo de adjunto do gabinete de apoio à presidência da Câmara de Gaia em Julho de 2016, na sequência directa de um artigo que aqui publiquei, e mantenho com o presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, um litígio judicial que aguarda julgamento. Esse facto não deixou de ser tido em conta quando aceitei a proposta de trabalho da Lucios, mas presumi que, tratando-se de uma empresa idónea, de prestígio nacional, ele em nada influenciaria as suas opções de recrutamento, feitas com base na qualidade pessoal e profissional dos candidatos e não noutro qualquer factor a isso alheio.

Depois de iniciar, a 2 de Outubro de 2017, as minhas funções na empresa, o trabalho decorreu com absoluta normalidade durante cerca de uma semana, momento após o qual a directora de Marketing, Ondina Machado, que é a responsável da empresa pela gestão do Mercado da Beira-Rio, propriedade da Câmara de Gaia, sem nenhum motivo que o justificasse deixou, praticamente, de me dirigir a palavra. Estanhando a mudança repentina e totalmente injustificada de comportamento, percebi que algo de mais grave e profundo se poderia estar a passar, pelo que decidi comunicar o facto, por escrito, a algumas pessoas cuja identidade, por agora, não vem ao caso. Disse-lhes que alguém estava a tentar prejudicar-me profissionalmente e a fazer chantagem sobre a Lucios para que me despedisse.

No dia 16 de Outubro de 2017, catorze dias depois de ter iniciado as minhas funções, enviei um pedido de informação à responsável de recursos humanos da Lucios, Ana Cunha, perguntando-lhe para que data estava prevista a assinatura do contrato de trabalho, que ainda não tinha sido assinado. Na resposta, Ana Cunha informou-me que o documento me seria entregue “nos próximos dias”.

No dia 18 de Outubro de 2017, pelas 11h48 recebi um email do departamento de recursos humanos da Lucios, dando-me instruções no sentido de me dirigir ao DRHU para “assinar o seu Contrato de Trabalho”, coisa que fiz de imediato.

A 26 de Outubro de 2017, oito dias depois de assinar o contrato de trabalho, fui despedido. A justificação que me foi dada pela directora de marketing, Ondina Machado, pessoa a quem coube comunicar-me o despedimento, foi que “não houve química”.

Não tenho, obviamente, qualquer prova material de que o meu despedimento se ficou a dever a pressões com origem na Câmara de Gaia, motivadas por sentimentos de vingança pessoal e relacionadas com o litígio legal que me opõe ao presidente da Câmara. Por não ter provas materiais desse facto, não posso afirmar que a Lucios cedeu à chantagem e às pulsões de vingança de Eduardo Vítor Rodrigues e que, por via dos interesses em causa no Mercado da Beira-Rio, me despediu oito dias depois de ter assinado comigo um contrato de trabalho.

Mas posso contar, e conto, esta história, que é verdadeira. Porque um Homem é um Homem e um bicho é um bicho.

O Professor Doutor de Gaia

No passado dia 13 de Janeiro houve um site anónimo que decidiu recuperar uma notícia dada originalmente pelo jornal Público há cerca de um ano sobre as relações entre o actual executivo da Câmara de Gaia e as principais IPSS do Concelho. A notícia refere que “familiares directos do presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do vice-presidente, Patrocínio de Azevedo, a adjunta da presidência e autarcas de juntas de freguesia, todos com responsabilidades políticas no PS, integram a direcção de três das principais instituições de solidariedades social do concelho, a quem a autarquia entregou o negócio das Actividades de Tempos Livres (ATL) nas escolas, que eram geridos pelas associações de pais.”

O presidente da autarquia de Gaia, que faz questão em assinar o seu nome com o prefixo “Professor Doutor”, decidiu, mais uma vez, usar o Feicebuque para fazer prova do seu elevado nível intelectual. Num texto que apagou pouco depois de ter publicado, o “Professor Doutor” de Gaia escrevia o seguinte:

“Uns porcos fascistas, sob anonimato, puseram a circular uma cena a dizer que eu dei emprego a toda a Família na Câmara. Como isso é totalmente mentira, vai para tribunal. Como são anónimos, escapam a levar na tromba”.

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Um estranho Protocolo

Protocolo assinado entre a Câmara de Gaia e o “Lancaster College”

No Protocolo que a Câmara Municipal de Gaia assinou pela primeira vez em Fevereiro de 2014 com o “Lancaster College”, pode ler-se que esta entidade é uma “Escola de Línguas”, reconhecida pelo Ministério da Educação, pessoa colectiva nº 510639089 e com “estabelecimento” em Vila Nova de Gaia.

Na verdade, o número fiscal de contribuinte 510639089 não pertence ao “Lancaster College”, mas a uma sociedade unipessoal de nome Descobrir Fronteiras – Ensino de Línguas, Unipessoal, Lda.”, com sede em Santa Maria da Feira e não em Vila Nova de Gaia. Essa sociedade unipessoal foi fundada, de facto, por um jogador de Futsal que agora se dedica à venda de produtos de limpeza e que nada tem já que ver com a empresa. O “Lancaster College”, identificado no referido Protocolo como “Segundo Outorgante”, é uma marca que aparece associada à firma Mitchell & Sousa, Lda., empresa que faz parte da lista pública de devedores à Autoridade Tributária e que se encontra, segundo o Portal da Justiça, em processo de dissolução e encerramento da liquidação.

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