Comprar o poder com o dinheiro dos outros

Até agora, o jornal PÚBLICO tinha sido o único jornal português a publicar notícias sobre os esquemas do presidente da Câmara de Gaia, os seus métodos de fazer política e de exercer o poder.
Fê-lo no caso da rede de IPSS montada em torno da autarquia, todas com ligações pessoais e familiares a Eduardo Vitor Rodrigues – assunto que o ministro Vieira da Silva muito convenientemente meteu numa gaveta -, no caso da prevista destruição das Caves de Vinho do Porto e também no assunto da medalha de mérito municipal que o cacique de Gaia entregou ao Dr. Marco António Costa, tão criticado anteriormente pelos socialistas concelhios por ter levado a Câmara às vizinhanças da falência.
Nas últimas semanas, contudo, depois do início duro da campanha eleitoral para as autárquicas, o jornal de David Dinis tem sido inundado por largos milhares de euros em conteúdo patrocinado (notícias pagas) pela Câmara de Gaia, a segunda mais endividada do país, num mecenato que o director do jornal da Sonae pode agradecer aos contribuintes, que pagam do seu bolso a campanha eleitoral do edil – a mais cara do país, na verdade – e o momentâneo desafogo financeiro do diário. Mas esses mesmos contribuintes, e a Democracia, já agora, esperam que a folga não seja tanta que leve o director “que não tinha medo” do autarca de Gaia a também meter na gaveta, em nome de “valores mais altos”, o que, a bem do jornalismo independente, de que o PÚBLICO se diz arauto, deveria estar fora dela. Os leitores do PÚBLICO, entre os quais se contam Os Truques da Imprensa Portuguesa, acreditam que isso jamais acontecerá. Nisso e no Pai Natal.

O Major Valentim de Gaia

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Propaganda eleitoral paga (patrocinada) com “o dinheiro do povo”, expressão que o autarca em causa, Vítor Rodrigues, usa com demagogia despudorada.
A desfaçatez com que isto se faz, nas barbas dos cidadãos e com total desrespeito pelas regras básicas da decência democrática e da boa gestão da coisa pública, apenas confirma, a quem dúvidas ainda tivesse, que cresce em Gaia um movimento populista que irá fazer resvalar a cidade, cívica e politicamente, para um modelo sul-americano de exercício do poder.

À atenção do Tribunal de Contas, da Inspecção Geral das Finanças e da Comissão Nacional de Eleições.

Gaia: DGPC chumba hotel “veneziano” de 15 milhões na Serra do Pilar

Foto Estela Silva/lusa

 

O Centro Histórico de Gaia e as áreas adjacentes sob protecção, como é o caso da Serra do Pilar, inscrita na lista de Património Mundial da UNESCO, estão sob uma pressão tremenda por parte das políticas urbanísticas da Câmara de Gaia, cujos responsáveis parecem apostados em destruir uma das mais belas paisagens urbanas do mundo e um património que a todos pertence e cabe proteger.

Nesta ocasião foi a Direcção Geral do Património Cultural que, mais uma vez, impediu a construção de um “hotel de charme” e de um complexo residencial, ambos de volumetria gigantesca, junto ao Mosteiro da Serra do Pilar, decisão que levou o promotor privado a desistir, por agora, do empreendimento.

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Câmara de Gaia tem a segunda maior dívida do país

Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses (clique para aumentar)

Segundo o  Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, a Câmara de Gaia é a segunda mais endividada do país, logo a seguir à Câmara Municipal de Lisboa. A dívida da autarquia gaiense é superior a 170 milhões de euros, tendo atingido, em 2015, um valor superior a 186 milhões. Note-se que, segundo o Anuário Financeiro, no final do último mandato de Luís Filipe Menezes a dívida municipal era de cerca de 200 milhões de euros.

A Câmara de Gaia é ainda aquela que, em todo o país, maior volume de dívida contraiu em novos empréstimos bancários durante o ano de 2016, o ano que precedeu o das eleições autárquicas (2017). Esses novos empréstimos superaram os 41 milhões de euros, valor que apenas tem comparação com o ano de 2007.

Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses (clique para aumentar)

A Disneylândia do vinho

World of Wine. Imagem divulgada pelo Município de Vila Nova de Gaia a 9 de Junho de 2017. Clique na imagem para ampliar.

A opinião de Maria Abrunhosa Pereira (Arquitecta; Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) e Álvaro Domingues (Geógrafo; Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) sobre a Disneylândia do Vinho que vai nascer em pleno Centro Histórico de Gaia e cuja primeira pedra foi colocada ainda antes de iniciado o processo de licenciamento:

 

Jornal PÚBLICO
16 de Junho de 2017 (Texto integral):

“World of Wine: a vista do Porto para Gaia com mais um chiringuito
O Mundo do Vinho pretende afirmar-se como a nova Disneylândia de Vila Nova de Gaia.

Começou por ser planeada para ser a Cité du Vin, à semelhança da homónima de Bordéus, mas a ambição de algo maior, e certamente o sonante acrónimo WoW, combinaram-se para lhe dar o nome de World of Wine – Mundo do Vinho.
O Mundo do Vinho é um enorme complexo que vai emergir no miolo da encosta do centro histórico de Gaia, e será constituído por vários museus, espaços para exposições temporárias, restaurantes, lojas de artesanato, uma escola de vinhos e uma zona de estacionamento. Constitui um investimento a rondar os 100 milhões de euros do grupo Fladgate Partnership formado pela Taylor’s, Croft, Fonseca e Krohn, sendo parte deste montante proveniente de apoios comunitários, nomeadamente do programa Jessica (raio de nome).

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Câmara do Porto discutiu projecto de Gaia para as Caves

Fotografia: UP

Imagem: World of Wine

Numa declaração feita hoje nas redes sociais, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, afirmou que foi discutido em reunião do executivo municipal da cidade do Porto o projecto de 100 milhões de euros que a Câmara de Gaia se prepara para licenciar e que irá desfigurar a paisagem urbana do Centro Histórico e das Caves de Vinho do Porto, destruindo um valiosíssimo e intemporal património.

Segundo Rui Moreira “a Câmara do Porto não pode nem deve pronunciar-se”, sendo o assunto “da competência da Câmara de Gaia e, eventualmente, da Direcção Geral do Património Cultural”.

Recorde-se que o actual vereador do urbanismo da Câmara Municipal do Porto, o Arquitecto Rui Loza, afirmou numa conferência organizada precisamente pelo município gaiense, que a destruição das Caves de Vinho do Porto implicaria para a cidade do Porto a perda da classificação da Unesco.

Os Truques da Imprensa Portuguesa e o jornal Público

No olho do furacão que envolve a página dos Truques da Imprensa Portuguesa e o jornal Público está uma notícia da jornalista Margarida Gomes sobre o presidente da Câmara de Gaia.

Essa notícia dá conta de uma rede familiar e de agentes políticos, associados ao autarca de Gaia, instalados nos órgãos sociais de IPSS com fortes ligações à Câmara Municipal. A notícia refere também um aumento salarial de 390% (o número peca por defeito) de que beneficiou a mulher do presidente da Câmara, funcionária de uma dessas IPSS, e informa que o assunto está a ser investigado pelo DIAP, tendo também sido reportado ao Ministro Vieira da Silva, a quem foi solicitada uma auditoria.

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Marés Vivas: autarca de Gaia aprovou urbanização que agora critica

Segundo Luís Filipe Menezes, Eduardo Vítor Rodrigues votou favoravelmente a obra que agora critica.

A zona onde até agora se tem realizado o Festival Marés Vivas, um dos mais concorridos festivais de música do país, será ocupada por um “festival de prédios”, obrigando o Marés Vivas a mudar de local. A zona verá nascer um “comboio urbanístico de oito edifícios” a construir mesmo em cima do rio Douro e a curta distância da Reserva Natural do Estuário.

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Porto pode perder classificação da Unesco

Simulação do projecto para a Real Companhia Velha

A afirmação é do Arquitecto Rui Loza, actual Vereador com o pelouro do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e coordenador do processo de candidatura do Centro Histórico do Porto à inclusão na Lista do Património Mundial da UNESCO.

Numa conferência organizada pela Câmara de Gaia em 2015, sob o lema “Cidades de Rio e Vinha – Memória, Património e Reabilitação”, o Vereador da Câmara do Porto alertava para o “risco de abuso cultural decorrente da desvitalização da vertente industrial das caves”, realçando que “há a tentação de construir [nas Caves] uma nova cidade com vistas para o Porto”.

Rui Loza chegou a afirmar que “há muita gente a colaborar com o processo de destruição em massa dos Armazéns [de Vinho do Porto]” que são o ex-libris do Centro Histórico de Gaia.

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Homem-Aranha ameaça Câmara de Gaia

Jornal de Negócios, 14 Junho 2017

 

1,3 Milhões de euros para comprar as suas próprias instalações. Ao cuidado dos “descentralizores” e, já agora, do Tribunal de Contas e das autoridades judiciais.

Caves de Vinho do Porto: Gaia quer destruir património que antes quis classificar na UNESCO

A Câmara de Gaia, pelas mãos do seu presidente, prepara-se para licenciar a total descaracterização da Caves de Vinho do Porto, um património que ainda há dois anos anunciava querer candidatar a Património da UNESCO.

Eduardo Vítor Rodrigues afirmava ao Jornal de Notícias de 19 de Novembro de 2015 que “o prazo para a apresentação da candidatura termina no início de 2017. Mas vamos apresentar antes, no verão do próximo ano [2016]”. O autarca ainda acrescentou que “a equipa que irá preparar a apresentação da candidatura, que pretende incluir o Centro Histórico de Gaia, maioritariamente ocupado pelas Caves de Vinho do Porto, já foi constituída, estando já concluído o estudo de ordenamento do território naquele espaço”.

É preciso perguntar ao edil gaiense onde está essa candidatura e se realmente foi apresentada no verão de 2016, tal como prometeu. Deve igualmente esclarecer se o “estudo” apresentado à UNESCO contemplava a demolição de Armazéns de Vinho do Porto, a total descaracterização da encosta e a construção de um centro comercial de ferro e vidro, com mais de 30 mil metros quadrados e um parque de estacionamento para 150 carros.

A notícia que a seguir se reproduz é datada de 25 de Janeiro de 2015 e estava alojada numa página do site da Câmara Municipal de Gaia que entretanto foi apagada (arquivoweb.cm-gaia.pt/portais/_cmg/Imprensa.aspx?categoryOID…inicio=113…)

Nessa notícia, o presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, afirmava que “manter a imagem tem potencial económico” e que “a ambição da Câmara é valorizar este património, para que a imagem singular da encosta não se descaracterize”.  Agora afirma em tom irónico que  a zona das Caves “tem muito de tradição, de típico, de extraordinariamente histórico [sic], mas não é um espaço museológico”. No contexto das anteriores declarações (2015), o autarca de Gaia afirmou “querer fechar o triângulo”, associando a classificação pela UNESCO das Caves de Vinho do Porto à Serra do Pilar e ao centro Histórico da Invicta. A verdade, como a seu tempo veremos, é que este projecto demolidor para as Caves do Vinho do Porto colocará em causa a própria classificação atribuída pela UNESCO ao Centro Histórico do Porto.

Fica por saber o que terá levado Vítor Rodrigues a mudar de ideias em tão pouco tempo e de modo tão radical.

100 Milhões para destruir as Caves de Vinho do Porto

Projecto da obra

Beira-Rio antes do abate das Árvores (todas as árvores que se vêem na imagem, junto ao rio, foram cortadas)

A Câmara Municipal de Gaia, liderada pelo “socialista” Eduardo Vítor Rodrigues, prepara-se para “licenciar em dois meses” a desfiguração do mais valioso património material e imaterial de Vila Nova de Gaia – o seu Centro Histórico, as Caves de Vinho do Porto e a própria Marca de vinho mundialmente conhecida, que não deixará de ser negativamente afectada no caso de esta obra avançar.

O projecto privado apoiado pela Câmara Municipal e que toma o nome pomposo de World of Wine, é uma intervenção imobiliária que ultrapassará inicialmente os 30 mil metros quadrados e que prevê a total descaracterização de uma das mais belas paisagens urbanas do mundo, enchendo-a de vidro e cimento, com um “investimento” previsto de 100 milhões de euros. Para justificar o elevado interesse turístico desta aberração urbanística, os promotores dão como exemplo a Cité du Vin, um equipamento cultural também dedicado ao Vinho, situado na cidade francesa de Bordéus. As diferenças, como se pode verificar pelas imagens que aqui se reproduzem, não podiam ser maiores. Até no preço. O orçamento inicial da Cité du Vin de Bordéus era de 60 milhões de euros, acabando a obra por ficar nos 81 milhões. Bastante menos do que o previsto para destruir a zona mais nobre de Vila Nova de Gaia. Cabe a cada um tirar as suas próprias conclusões sobre os motivos da diferença de custo entre a belíssima estrutura arquitectónica erguida na cidade francesa, perfeitamente enquadrada com o rio e a cidade, respeitando o seu património e a sua história, e a “praça” de cimento e vidro que a Câmara de Gaia quer deixar plantar sobre os escombros de Património cujo valor histórico não pode sequer calcular-se.


Acresce que a Cité du Vin – designação bem mais modesta do que o magalómano e provinciano Mundo do Vinho – é um Centro Cultural e turístico cuja construção se fez na zona do porto de Bordéus, afastado vários quilómetros do Centro Histórico da cidade, não interferindo minimamente com a integridade do património aí localizado, nem destruindo a Identidade ou a unidade arquitectónica do núcleo urbano antigo. Além disso, é um projecto maioritariamente financiado com dinheiros públicos (81%), estando ao serviço da população e do turismo, ao contrário do centro comercial com que se pretende eliminar toda a memória histórica de Vila Nova de Gaia e estender a esplanada do exclusivo Hotel Yeatman.

Aliás, não é a primeira vez que a Câmara de Gaia opta por colocar em causa o património da cidade, seja ele edificado ou natural, material ou imaterial, demonstrando uma total insensibilidade a questões tão importantes como o equilíbrio ecológico, arquitectónico e cultural que a todos cumpre defender. Já no ano passado, Gaia foi destacada na imprensa internacional a propósito da intenção de realizar um festival de música em cima da Reserva Ecológica do Estuário do Douro, facto que suscitou veementes protestos aos quais o jornal inglês The Guardian deu o eco internacional. Na altura, a Câmara Municipal foi obrigada a recuar. Espera-se que, desta vez,  as autoridades que têm por dever garantir a integridade do património nacional e a legalidade da actuação do poder local neste tipo de licenciamento, estejam atentas a todos os procedimentos e protejam o interesse das populações e do país, protegendo as Caves de Vinho do Porto.

 

Porto e Gaia – idoneidade política em Democracia

As Câmaras Municipais das cidades que partilham a foz do Douro, Porto e Gaia, duas das maiores do país, têm suscitado atenções e polémicas nos últimos meses, por via de notícias que colocam em causa a idoneidade dos respectivos presidentes. Na verdade, o jornal PÚBLICO tem dado a conhecer factos sobre a gestão autárquica de Rui Moreira e de Eduardo Vitor Rodrigues, que lançam a suspeita sobre o cruzamento de interesses pessoais e familiares dos dois políticos e o superior interesse dos municípios que lideram.

Apesar de ambos se terem apressado a negar as notícias do PÚBLICO e de o jornal, em particular uma das suas melhores jornalistas, ter sido injusta e violentamente atacado nas redes sociais, pelo menos num dos casos, a verdade é que as informações avançadas firmam-se em sólidas provas documentais.

Tanto no caso de Rui Moreira, como no de Eduardo Vítor Rodrigues, estabeleceu-se irreversivelmente a dúvida sobre a isenção e a imparcialidade com que cada um norteia o exercício de funções de elevada responsabilidade em que está investido, dúvida essa incompatível com a transparência e a idoneidade que lhes são exigidas enquanto autarcas e representantes eleitos.

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Autarca de Gaia constituído arguido pelo Ministério Público

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia e Secretário Nacional do Partido Socialista, foi constituído arguido pelo Ministério Público no âmbito de um processo judicial no qual está acusado dos crimes descritos nos artigos 180º, nº1 e 183º, nº2, do Código Penal – crime de difamação com publicidade e calúnia.

Segundo noticia hoje o jornal PÚBLICO, o autarca, que aguarda os ulteriores termos processuais sujeito a termo de identidade e residência, não quis comentar assunto.

A não ser que um motivo de força maior me leve a regressar publicamente a este tema, nada mais adiantarei sobre ele, uma vez que está a ser tratado no local próprio, que é o Tribunal.

Direi apenas, por agora, que, além dos aspectos criminais em análise, não é possível ignorar a relevância política de factos tão graves, imputados agora pelo Ministério Público ao presidente de uma das maiores Câmaras do país que, inexplicavelmente, se mantém como membro do Secretariado Nacional do PS e se prepara para uma recandidatura autárquica.

Parece claro que este exemplo é indigno do legado histórico do Partido Socialista e da ética republicana de que se diz defensor.

Membro do Governo inaugura elevador

É um admirável mundo novo! Segundo dá hoje nota o Jornal de Notícias, um membro do Governo vai deslocar-se a Gaia para inaugurar um Elevador.

Estamos, certamente, perante um acontecimento marcante que, não se equivalendo, é certo, à invenção da máquina a vapor ou do queimador de calos hidráulico, deixa um testemunho valioso sobre o que o Poder Local pode fazer pelo desenvolvimento do país, deixando definitivamente para trás a inauguração de Fontanários e Coretos.

A notícia dá ainda nota de que o Município se prepara para fazer rampas e casas de banho para pessoas com mobilidade reduzida, cuja data de inauguração não foi ainda anunciada.

 

O Estado guarda. Quem guarda o Estado?

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Infelizmente dá-se o caso de certos papéis, vitais para a compreensão de fenómenos sociológicos de grande interesse para a comunidade, mesmo para a que não vive no Entroncamento, estarem expostos aos azares do quotidiano, aos pequenos incidentes fortuitos, absolutamente imprevistos, da exclusiva responsabilidade do destino ou do azar. Foi azar, disse Tibi.
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Gaia, o suplício das Árvores

Onde anda o PAN? E “Os Verdes”? Quem pára isto?

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O pó da verdade

“Pilatos replicou-lhe: Que é a Verdade?”
(João 18:38)

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Parece ter terminado o folhetim que envolveu o Ministro das Finanças, que chegou a ser ameaçado com uma queixa-crime por deputados cuja credibilidade há muito ficou soterrada em fotocópias a preto e branco e irrevogavelmente submersa no mar profundo.
Ainda assim, não será inútil sublinhar, não relevando, sequer, o objectivo que realmente move os ofendidos, que o Governo, designadamente o senhor Primeiro-Ministro e o próprio Ministro da Finanças, agiram de acordo com aquilo que é o seu dever, respeitaram a dignidade das suas funções, assim como a das instituições do Estado que representam e dos cidadãos que servem.

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Carlos César, eloquência peremptória

O líder do PSD fez mudar a opinião do partido. Não acredito que o tenha feito para contrariar a opinião do ex-vereador da bancarrota da Câmara de Gaia [referindo-se a Marco António Costa, a quem o presidente da Câmara, Eduardo V. Rodrigues, entregou a Medalha de Mérito Municipal].

Câmara de Gaia: Governo chamado a intervir

O caso revelado pelo jornal PÚBLICO sobre a alegada rede de influências em IPSS de Vila Nova de Gaia, ligadas a membros do actual executivo da Câmara Municipal, ameaça tornar-se um assunto com contornos e dimensões bem mais graves do que à partida seria de esperar.

O PÚBLICO avançou inicialmente a informação de que a “Mulher do presidente da Câmara de Gaia viu a sua remuneração aumentada 390% em cinco anos”. Esta notícia foi negada pelo próprio presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues, segundo o qual “Não se compara o vencimento de uma pessoa usando o mês do subsídio de férias”, numa versão dos factos que foi amplamente difundida por diversos meios, através dos quais se acusou também a jornalista do PÚBLICO de mentir e de estar ao serviço de “interesses obscuros”.

O que se verifica agora, através de prova documental dada a conhecer publicamente pelo jornal, é que quem mentiu não foi a jornalista. Ou seja, segundo o PÚBLICO, o presidente da Câmara de Gaia enganou os gaienses e os portugueses, pois a notícia avançada inicialmente pelo jornal corresponde à inteira verdade dos factos.

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Mulher de autarca de Gaia aumentada 390% em cinco anos

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O jornal PÚBLICO chama hoje à primeira página uma notícia que assume proporções de escândalo, dando nota de que “familiares directos do presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, e do vice-presidente, Patrocínio de Azevedo, a adjunta da presidência e autarcas de juntas de freguesia, todos com responsabilidades políticas no PS, integram a direcção de três das principais instituições de solidariedades social do concelho, a que a autarquia entregou o negócio dos Ateliers de Tempos Livres (ATL) nas escolas, que eram geridos pelas associações de pais.

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Câmara de Gaia: água a 80 graus destrói Provas de processo judicial

Segundo o Jornal de Notícias, uma inundação terá ontem destruído Provas documentais relacionadas com o processo judicial da Gaianima, empresa municipal de Vila Nova de Gaia.

A água que provocou a destruição das Provas e que estava à temperatura de “cerca de 80 graus” – presume-se que centígrados –  provinha de uma “repartição” selada por ordem do Tribunal e, segundo a notícia, “os documentos destruídos apenas diziam respeito ao processo criminal”. Este aspecto terá “causado estranheza”, ainda segundo a notícia.

Foram “técnicos de uma empresa de ar condicionado que detectaram, cerca das 16h00, a ruptura no sistema de água do Arquivo Municipal de Vila Nova de Gaia” e, segundo relata o JN, que publicou a notícia às 00h30, este edifício “é um dos mais seguros da Câmara”.

O barulho das luzes

Depois de, segundo as suas próprias palavras, ter passado o tempo das megalomanias com o dinheiro do povo, o autarca de Gaia aumenta em 1254% (mil duzentos e cinquenta e quatro por cento) o gasto da Câmara Municipal de Gaia com luzes natalícias. São cerca de 300 mil euros de dinheiros públicos gastos em lâmpadas e outros ornamentos, a menos de um ano de eleições autárquicas, por um município que ainda há pouco se dizia em pré-falência. Este valor representa mais do dobro do que anunciou a Câmara Municipal do Porto, que irá gastar 137 mil euros.

É por este motivo, e outros semelhantes, que se torna muito difícil de compreender a intenção manifestada pelo actual governo de isentar os autarcas de qualquer responsabilidade financeira na gestão das Câmaras Municipais.

O autarca mais honesto do mundo

O saudoso Dr. Cavaco Silva, ex-presidente da República, achava-se uma pessoa de tal modo honesta, que dizia ser necessário nascer duas vezes para ser tão honesto quanto ele. Conta-se que o Dr. Dias Loureiro vai na sua 324ª reencarnação e que o Dr. Duarte Lima partiu o eixo da Roda da Fortuna em busca da probidade, estando os anjos do Samsara aguardando por peças mecânicas em titânio que hão-de vir da constelação de Orion, para que o Dr. Lima possa dar continuidade à sua perpétua produção de avatares. É sabido, também, que o Dr. Cavaco Silva nunca se enganava, mas certamente não conheceu o actual presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vitor Rodrigues, um Autarca que não é uma, nem duas, mas três vezes honesto.

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Gaia, Futebol e a Quadratura do Círculo

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No passado dia 26 de Outubro, o presidente da Câmara de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, deu nota pública de que tinha aceitado o cargo de Administrador não executivo da SAD do FC Porto. Sentindo a necessidade de se justificar publicamente, o autarca de Gaia veio dizer que “são opções respeitáveis quando tudo é claro, transparente, sem fanatismos e sem conflitos de interesses”.

Acontece que um dia antes da sua eleição para o cargo em causa, a CCDR-N deu a conhecer um parecer jurídico que coloca o presidente da Câmara de Gaia em situação de “inelegibilidade superveniente”. Isto significa que, caso viesse efectivamente a ocupar o cargo de Administrador da SAD portista, Eduardo Vítor Rodrigues incorreria em perda de mandato de presidente da Câmara Municipal.

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Marco António recusa Câmara do Porto. Recusará a de Gaia?

Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara de Gaia

Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara de Gaia

O certo é que a distância não significa ausência e Marco António mantém ótimas relações com a região, tendo sido vereador e presidente da distrital do Porto. Recentemente, foi condecorado pelo presidente da Câmara Municipal de Gaia, que nem foi eleito pelo PSD, mas sim pelo Partido Socialista. Marco António foi vice-presidente desse município, mantendo também boas relações com Álvaro Castello-Branco, o líder do CDS/Porto. 

(Jornal i)

Queixa-crime contra o presidente da Câmara de Gaia

Entregarei amanhã, dia 30 de Setembro de 2016, nos órgãos judiciais competentes, uma queixa-crime contra Eduardo Vítor Rodrigues, actual presidente da Câmara Municipal de Gaia, professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e membro do Secretariado Nacional do Partido Socialista.

A 28 de Agosto de 2016, o presidente da Câmara de Gaia publicou nas redes sociais um texto da sua autoria com o título “Gollum ou o culambismo”, documento que ficará seguramente a marcar o seu percurso enquanto homem e cidadão mas, mais do que isso, a figurar entre as maiores abjecções morais produzidas por um alto responsável político em exercício de cargo público.

Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, não só atacou publicamente, de modo ignóbil e criminoso, o destinatário do seu escrito e a respectiva família, como rebaixou ao nível do grotesco a dignidade exigida à actividade cívica e política, a respeitabilidade do municipalismo português, da democracia representativa e dos órgãos de poder do Estado, aviltando pelo caminho a honorabilidade do próprio Partido Socialista, de que é um destacado dirigente nacional.

O dano causado pelo actual presidente da Câmara de Gaia será objecto de competente avaliação criminal, ficando, de todo o modo, evidente que Eduardo Vítor Rodrigues não possui os atributos políticos, éticos e humanos, indispensáveis à liderança de uma das mais importantes autarquias do país e a sua presença em orgãos dirigentes do PS é uma mancha na história deste importante partido da democracia portuguesa.

Paulo Vieira da Silva abandona o PSD

© Público

© Público

 

Paulo Vieira da Silva, ex-colaborador do Aventar, gaiense e antigo conselheiro nacional do PSD, ganhou notoriedade quando, em Abril de 2015, fez uma denúncia à Procuradoria Geral da República, acusando Marco António Costa, a quem recentemente o presidente da Câmara Municipal de Gaia atribuiu a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, de diversas irregularidades.

Num longo texto publicado ontem no blogue Insónias, Paulo Vieira da Silva explica por que sai do PSD, ao fim de 25 anos de militância, em choque frontal com o seu líder, Pedro Passos Coelho.

Quem não deve não teme

Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara de Gaia

Gaia, Dia do Município. Marco António Costa recebe a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, do Presidente da Câmara, Eduardo Vítor Rodrigues

A seguir a estas palavras, para as quais peço alguma paciência, está uma ligação para um texto escrito pelo Presidente da Câmara Municipal de Gaia e publicado ontem no seu perfil do Facebook. Julgo que quem se der ao trabalho de o ler e tiver ainda o sentido da decência, perceberá por que prefiro não o transcrever aqui.

Fui alertado durante o dia de ontem por várias pessoas ligadas ao Partido Socialista e à Câmara Municipal de Gaia para um texto publicado pelo Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues e cujo teor, de uma violência inusitada, se dirigia a mim.

Ao deparar-me com o texto, se assim se pode chamar, e após a demorada e atenta leitura das 1931 palavras que o compõem, em nenhuma delas encontrei o meu nome, Bruno Santos. Toda a gente do meio político e municipal percebeu que o texto se dirigia a mim, mas o Professor Doutor Eduardo Vítor Rodrigues foi capaz de montar um ataque pessoal e político do mais violento e ignominioso que tenho visto, sem ter tido a coragem mínima de dar nome ao alvo da sua fúria, sem ter escrito uma única vez o meu nome. 1931 palavras e nem uma única vez aparecem essas duas: Bruno Santos.

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Câmara de Gaia, da propaganda à vitimização 


Foi já há mais de dois anos, em Janeiro de 2014, que a Quinta dos Avós, em Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia, um importante equipamento social para a infância e a terceira idade, foi oficialmente inaugurada pelo Presidente da Câmara, com a presença de altas individualidades, entre as quais se encontravam Agostinho Branquinho, então Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social do governo PSD/CDS, que sucedeu no cargo a Marco António Costa, e até o Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, que deu nome à rua onde se situa o edifício. Contudo, apesar de toda a solenidade e pompa da inauguração, que foi notícia em vários órgãos de comunicação social, o equipamento, com valências de lar para 40 idosos e creche para 66 crianças dos 0 aos 3 anos, permanece ainda hoje fechado.
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