
(Santa Catarina, Porto, hoje de tarde)
Já não me lembrava de ver o Porto assim. Tanta e tanta gente que nem se consegue estacionar o carro para passear pelo centro da cidade. Foi assim desde que regressei no início de dezembro e acreditei que depois do Natal já seria possível passear com mais calma. Não se consegue. É um incómodo? É. Antes assim. Prefiro o “meu” Porto vivo que aquele outro, do passado recente, moribundo, vazio, degradado e sem pessoas.
Que bom que é ver este Porto ainda mais pujante que aquele dos anos oitenta, antes dos grandes centros comerciais e dos “Continente”. Esse Porto que conheci com o meu pai e a minha mãe, ele com as suas constantes idas ao alfaiate na 31 de Janeiro ou comprar o “seu” Le Figaro na Bertrand. Ela naquele “seu” Porto das bolas de Berlim e das amêndoas de chocolate na Páscoa na Confeitaria Cunha, da estafa de deixar o carro estacionado no Silo-Auto e fazer todo o centro, toda a baixa a pé. Sem esquecer a fruta na “Bananeira”, o queijo da Serra na loja do senhor do gato à Trindade (e cujo nome não me recordo). Ou do terror de ter a minha mãe a entrar no Silo-Auto no seu peugeot 205 pela saída. Era um Porto vivo, com pessoas e poucos turistas. Hoje é mais que vivo, é pujante e a nós juntaram-se os turistas e a todos une um enorme encanto por esta cidade renascida.
À volta da possibilidade dos provincianos virem a ter acesso à cultura, a opinião publicada dos últimos dias tem vindo a mostrar a profunda ignorância de boa parte da nossa elite. Temos, também por isso, muito orgulho no Aventar e na forma como este espaço se tornou uma montra das realidades, tão diversas, do nosso país.












Os partidos, os partidos, e os partidos. As lições aos partidos. A moralização dos partidos. É espantoso que o dr. Rui Moreira,
Corre a ideia de que, no Porto, as eleições foram ganhas e perdidas no Facebook e que é no Facebook que a cidade do Porto se pensa, se agita e se move, sendo o seu centro nevrálgico e a sede da sua massa crítica os passeantes pela Avenida Brasil. É bem possível. Alguns dias antes do voto, dei-me ao trabalho de ir comparando a quantidade de gostos por post entre a Página Oficial de Campanha de Rui Moreira e a de Menezes. Foi aí que as evidências me perturbaram a convicção quanto ao sucesso certo do meu candidato, um político assertivo, ágil, um decisor com visão de futuro, experiente, forte. Embora com menos posts, menos fotos, menos ideias, menos um pouco de tudo, cada post rui-moreiraniano tinha para cima de duzentos gostos, ao passo que a página de Menezes averbava em média, por cada post, cem ou menos. Valia o que valia.
presença a sul do Douro houve coisas positivas e outras que não correram bem, nomeadamente a dimensão democrática da sua prática política.









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