Está assim o Porto. Vivo.

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(Santa Catarina, Porto, hoje de tarde)

Já não me lembrava de ver o Porto assim. Tanta e tanta gente que nem se consegue estacionar o carro para passear pelo centro da cidade. Foi assim desde que regressei no início de dezembro e acreditei que depois do Natal já seria possível passear com mais calma. Não se consegue. É um incómodo? É. Antes assim. Prefiro o “meu” Porto vivo que aquele outro, do passado recente, moribundo, vazio, degradado e sem pessoas.

Que bom que é ver este Porto ainda mais pujante que aquele dos anos oitenta, antes dos grandes centros comerciais e dos “Continente”. Esse Porto que conheci com o meu pai e a minha mãe, ele com as suas constantes idas ao alfaiate na 31 de Janeiro ou comprar o “seu” Le Figaro na Bertrand. Ela naquele “seu” Porto das bolas de Berlim e das amêndoas de chocolate na Páscoa na Confeitaria Cunha, da estafa de deixar o carro estacionado no Silo-Auto e fazer todo o centro, toda a baixa a pé. Sem esquecer a fruta na “Bananeira”, o queijo da Serra na loja do senhor do gato à Trindade (e cujo nome não me recordo). Ou do terror de ter a minha mãe a entrar no Silo-Auto no seu peugeot 205 pela saída. Era um Porto vivo, com pessoas e poucos turistas. Hoje é mais que vivo, é pujante e a nós juntaram-se os turistas e a todos une um enorme encanto por esta cidade renascida.

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MAC & Rio, juntos para destruir Menezes

macÀ volta da possibilidade dos provincianos virem a ter acesso à cultura, a opinião publicada dos últimos dias tem vindo a mostrar a profunda ignorância de boa parte da nossa elite. Temos, também por isso, muito orgulho no Aventar e na forma como este espaço se tornou uma montra das realidades, tão diversas, do nosso país.

Ao longo dos anos tenho vindo a escrever sobre Vila Nova de Gaia e, nunca o escondi, sempre senti algum incómodo (palavra simpática) pela presença de Marco António na terra que escolhi para educar os meus filhos.

Acompanhei atentamente alguns dos posts que nos últimos tempos foram publicados no Aventar e que, de algum modo, questionaram a decisão municipal de atribuir uma medalha ao antigo vice-presidente da autarquia.

E, queria voltar ao tema porque, imaginem só, tive um sonho. Estranho, mas um sonho. Será que o posso convidar, caro leitor, a acompanhar a descrição do meu sonho?

Imagine que houve, em tempos, um Presidente da Câmara do Porto, de seu nome Rui Rio. Na mesma época, do lado de cá, a autarquia era liderada por Luís Filipe Menezes e Marco António Costa. Todos do PSD. O dicionário não dispunha de muitas palavras capazes de fazer justiça ao sentimento sentido de ambos os lados: ódio? Os laranjinhas Rio e Menezes seriam, nesse sonho, inimigos. [Read more…]

Marco António Costa prepara regresso à Câmara Municipal de Gaia

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Durante quase 25 anos fui militante do PSD em Marco de Canaveses. Porém, atendendo a que tenho a minha vida organizada há alguns anos em Gaia tomei a decisão, no passado dia 14 de Dezembro, solicitar a minha transferência de militante para a concelhia de Vila Nova de Gaia. Por isso estive ontem presente na tomada de posse dos novos dirigentes concelhios do PSD-Gaia que felicito desejando-lhes, desde já, os maiores sucessos.

Ouvi com atenção a intervenção do novo presidente da concelhia e a do vice-presidente do PSD, Marco António Costa. Talvez não tenha sido, por acaso, que Marco António tenha marcado presença na tomada de posse do PSD de Gaia.

As intervenções foram de encontro a uma pacificação e harmonização das relações entre as duas facções do partido que foram a votos nas últimas eleições, com a ” benção ” de Marco António. Não podemos esquecer que Marco António Costa foi vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, entre 2005 e 2011, com a responsabilidade do pelouro financeiro da autarquia.

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Gaia: um dia o feitiço vira-se contra o feiticeiro!

foto@jn

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Entre 1997 e 2013 os executivos liderados por Luís Filipe Menezes fizeram uma obra notável em Gaia. Trouxeram o Município de Gaia do ” terceiro mundo “, em diversas áreas, para um patamar de excelência à custa de uma visão estratégica notável de Menezes, mas infelizmente também com custos elevadíssimos para as finanças da autarquia e para a dívida do Município que comprometem a gestão autárquica dos próximos anos.

Por isso li com atenção e interesse o texto do João Paulo sobre as evidentes dificuldades financeiras da autarquia de Gaia, mas entendo que o mesmo passa muito ao lado daquele que foi o responsável pelo pelouro financeiro da Câmara Municipal de Gaia, entre 2005 e 2011.

Essa pessoa tem um rosto e tem um nome. Chama-se Marco António Costa. Temos que ter a coragem, como diz o nosso sábio povo, de chamar ” os bois pelos nomes ” .

Aliás, fica-se com a ideia que Marco António tem tanto orgulho no trabalho que efectuou em Gaia que o omitiu no seu currículo de deputado na Assembleia da República! Ou será que o fez propositadamente porque considera ” cadastro ” a sua passagem ao longo de 7 anos pela Câmara de Gaia?

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A sentença que condenou Eduardo Vítor Rodrigues deveria ter outros destinatários.

foto@carlosromãoporto24

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O Tribunal Administrativo e Fiscal condenou a Câmara de Municipal de Vila Nova de Gaia ao pagamento de 13,9 milhões de euros pelo incumprimento das contrapartidas acordadas em 2002 com a sociedade José Miguel & Irmão, proprietária dos terrenos da VL9, a via rápida que liga Gaia à Ponte do Infante e ao Porto.

Este acordo, assinado em Outubro de 2002, entre as partes, definia a cedência de terrenos de forma a permitir a execução da acima referida VL9. Em troca, a autarquia de Gaia, então liderada por Luís Filipe Menezes, comprometeu-se a realizar as infraestruturas nos terrenos sobrantes no prazo de 30 meses e a atribuir cerca de 100 mil metros quadrados de construção à supracitada sociedade. Contudo a 28 de Abril de 2005, data limite para o cumprimento do acordo, nenhuma infraestrutura tinha sido feita, o que levou a empresa José Miguel & Irmão a interpor uma acção judicial contra a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Esta sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal ( TAF ) do Porto não é passível de recurso e dá fim a um processo judicial que durava há cerca de 10 anos. Até aqui tudo bem. A autarquia não cumpriu com o acordado, a empresa prejudicada intentou a respectiva acção judicial, agora temos uma sentença judicial não passível de recurso que vai obrigar a Câmara de Gaia ao pagamento da indemnização definida pelo TAF.

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V.N. de Gaia: uma bancarrota em perspectiva com a chancela do PSD

LFM MAC

Uma auditoria do Tribunal de Contas às autarquias portuguesas revela que Vila Nova de Gaia é o segundo município mais endividado do país, com uma dívida que ascenderá a aproximadamente 300 milhões de euros, encontrando-se, por esse motivo, à beira da bancarrota.

Governada pelo social-democrata Luís Filipe Menezes entre 1997 e 2013, a Câmara de Gaia contou com o incontornável Marco António Costa como nº2 do executivo, responsável pela pasta das finanças entre 2005 e 2011, um período marcado pela má gestão, swaps tóxicos e especulação financeira que valeu à dupla 19 juízos de censura por parte do Tribunal de Contas numa auditoria preliminar às contas da autarquia divulgada em Junho passado[Read more…]

O Triângulo: Passos Coelho, António Costa e o “ regressado “ Sócrates.

Ontem o jornalista Sérgio Figueiredo escreveu, no Diário de Notícias, mais uma vez, um excelente artigo de opinião que faz uma análise da campanha eleitoral, analisando o triângulo político Pedro Passos Coelho, António Costa e o agora “regressado “ José Sócrates.

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Sempre com uma grande lucidez e pragmatismo escreveu que António Costa

perdeu o amigo do peito. Não deu o peito às balas. Também não fez amigos por isso. Só da onça: a sonsa, os patetas, os alegres de sempre e os ratos do costume. Do Largo do Rato sempre fugiram quando a água entra. Costa mete água, muito PS mete nojo. Cambada de camaradas! E, para eles, a caminhada para o dia 4 de Outubro foi-se tornando cada vez mais penosa. Pior que as sondagens, que os castigam, só as imagens de um candidato que perdeu o brilho e a cor.

O processo eleitoral interno, a sua eleição atribulada e a saída de António José Seguro deixou marcas para o seu futuro político, pelo meio teve a detenção e todo o processo judicial que envolve José Sócrates que na passada sexta-feira deixou o estabelecimento prisional de Évora passando para o regime de prisão domiciliária. Agora que entramos no último mês de campanha verifica-se que António Costa é um homem sozinho, que não uniu os socialistas em torno do seu projecto político, a dinâmica de vitória parece que desapareceu, perdeu toda a sua auréola política de vencedor que o acompanhava, desde a Câmara de Lisboa, e o seu principal adversário, Pedro Passos Coelho, com quem esperava debater o futuro do país “ desapareceu “ da campanha eleitoral. [Read more…]

Marco António Costa, o novo ” Professor Doutor em Finanças Públicas “.

foto: jornal Público

foto: jornal Público

Marco António Costa esteve, hoje, na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. O porta-voz e vice-presidente do PSD afirmou perante uma plateia de cerca de 100 jovens que ” os contos de crianças dão por norma lugar a mais resgates “ referindo-se implicitamente ao Partido Socialista.

Efectivamente concordo que a governação do PS e de José Sócrates levou o País praticamente à bancarrota, tendo sido obrigado mesmo a pedir ajuda externa para fazer face aos compromissos imediatos do estado e ao funcionamento da economia.

E quais foram os resultados dos ” contos de criança ” de Marco António em Gaia? Como é possível Marco António Costa “dar ” aulas a jovens falando sobre dívida pública e gestão de dinheiros públicos? Será que já se esqueceu quando exerceu, entre 2005 e 2011, as funções de vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, tendo a seu cargo o Pelouro Financeiro, foi o principal responsável pela gestão ruinosa da autarquia?

Aliás, Marco António Costa recebeu dez juízos de censura ao longo do relatório final da auditoria do Tribunal de Contas às contas do município de Vila Nova de Gaia entre 2008 e 2012. Segundo este relatório da auditoria o então vice-presidente da Câmara de Gaia é responsabilizado pela “gestão orçamental desequilibrada, caracterizada pela completa ausência de sinceridade e fiabilidade na previsão de receitas, de racionalidade e prudência na efetivação dos gastos”.

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Um abraço para o deputado social-democrata Rodrigo Ribeiro

Rodrigo Ribeiro

Na sua página de Facebook, o deputado do PSD Rodrigo Ribeiro publicou esta fotomontagem com a legenda “Nós não esquecemos nem perdoamos…NÓS PAGÁMOS.“. Dedicado ao deputado, deixo aqui uma selecção de abraços e outros momentos de ternura, testemunhados por Santos, Estrelas e por todos os portugueses ao longo dos últimos anos. Estou certo que a esmagadora maioria dos portugueses não esqueceu, não perdoou mas, como vem sendo habitual por cá, pagou e não bufou. José Sócrates, António Costa, Cavaco Silva, Dias Loureiro, Pedro Passos Coelho, Alberto João Jardim, Luís Filipe Menezes, Marco António Costa, Teixeira dos Santos, Durão Barroso, Vítor Constâncio, Paulo Portas… Quanto pagamos nós por todos estes abraços?

Um abraço senhor deputado!

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epa04865535 President of PSD (Social Democratic Party), Pedro Passos Coelho (R), greets the CDS-PP (Social Democratic Party) president, Paulo Portas (L), in Lisbon, Portugal, 29 July 2015, during the presentation of the coalition electoral programme for the upcoming legislative elections that will take place 04 October. EPA/MARIO CRUZ

Por Gaia as contas também foram boas

Nomeadamente as bancárias para os boys, que aflitos foram a correr para ver se apanhavam qualquer coisita. As Águas de Gaia foram a principal porta de entrada e a sua Administração tem que resolver este assalto e com urgência. Mas há mais.

Houve meninos deficientes que tiveram mais de um mês em casa por ausência de cabimento orçamental, quando na porta ao lado se despachavam Nomeações de sobrinhos, de Presidentes de Junta derrotados, de ladrões e de corruptos para um grande tacho!

Inacreditável! Nem consigo escrever mais nada, sob pena de ter que insultar alguém!

Rui Moreira, Tango e Governabilidade

Os partidos, os partidos, e os partidos. As lições aos partidos. A moralização dos partidos. É espantoso que o dr. Rui Moreira, nesta entrevista, revele demasiada permeabilidade a uma aliança com o Partido Socialista, vendo nela uma solução natural para a câmara do Porto, o que na verdade equivale a tresdizer [tresleitura dos eleitores!] o que se disse dos partidos e das dinâmicas partidárias no poder local ao longo de toda a campanha.

Para que serviu o terror caça-hereges do dr. Lobo Xavier, o pudor eremita do dr. Pacheco Pereira e os pruridos preferencialistas do dr. Costa, tudo e todos contra a putativa perigosíssima eleição do dr. Menezes, se a eleição do dr. Rui Moreira, ao que parece, já redunda nisto, nesta forma de capitulação?! Dentre todo o tipo de alianças possíveis arquitectáveis para a governabilidade do Porto, alugar agora a barriga aflita de independente inexperiente ao PS de Pizarro para que o PS cresça, lidere, federe, no Porto, não lembrava ao careca. Na prática, quem dança o Tango com o PS, leva um pontapé no cu, não tarda, secundarizando-se naturalmente.

Depois de ter ganho a autarquia sem maioria absoluta, o independente Rui Moreira, apoiado por um certo CDS e um certo PSD enrustido, entrega afinal a sua independência, o seu projecto, as suas ideias, à caução determinante de um partido, o PS?! Se um tango não se dança sozinho, ao dr. Moreira já não importa a governabilidade proporcionada por quem votou nele, por quem confiou nele e por quem o pode apoiar nas causas e batalhas da cidade?! Será preciso chamar o António, que por acaso se chama Manuel Francisco Pizarro de Sampaio e Castro?!

Não percebo como é que os eleitores do PSD-Porto interpretarão esta rendição. Nem percebo o que os eleitores do CDS-Porto ganham com isto. Do que tenho a certeza é que o tal ethos do Porto que aparentemente rechaçou Menezes, os seus porcos assados, as suas bailarinas pimba e os seus interesses nebulosos, também não suporta fraqueza ou demasiado azar na rifa. Como será, dr. Moreira?! Se não é político, vai ter de se tornar num, quer queira quer não queira.

O Nosso Partido é o Potro Pónei

Corre a ideia de que, no Porto, as eleições foram ganhas e perdidas no Facebook e que é no Facebook que a cidade do Porto se pensa, se agita e se move, sendo o seu centro nevrálgico e a sede da sua massa crítica os passeantes pela Avenida Brasil. É bem possível. Alguns dias antes do voto, dei-me ao trabalho de ir comparando a quantidade de gostos por post entre a Página Oficial de Campanha de Rui Moreira e a de Menezes. Foi aí que as evidências me perturbaram a convicção quanto ao sucesso certo do meu candidato, um político assertivo, ágil, um decisor com visão de futuro, experiente, forte. Embora com menos posts, menos fotos, menos ideias, menos um pouco de tudo, cada post rui-moreiraniano tinha para cima de duzentos gostos, ao passo que a página de Menezes averbava em média, por cada post, cem ou menos. Valia o que valia.

Como nunca me satisfaço factos consumados e verdades de cristal, percorri ontem uma das zonas portuenses que varremos em arruada, a Boavista, para colocar uma questão simples às mesmíssimas pessoas que havíamos cumprimentado e que nos haviam retribuído um sorriso de confiança bem como a promessa subliminar do voto: «Por que acha que o Dr. Menezes não ganhou?» As respostas foram surpreendentes vindas de gente laboriosa pouco interessada em política e muito menos dada a facebooks: donos de restaurantes, frutarias, peixarias, cafés, gente da loja da esquina, professoras reformadas, gente da rua, na rua, gente suficiente para me dar uma explicação consistente para a minha derrota, a nossa derrota. Ei-los no que, grosso modo, me disseram: «Eu gosto muito do Dr. Menezes, mas não votei nele porque nunca explicou como seriam pagas as dívidas deixadas em Gaia; o Dr. Menezes nunca teria recursos para cumprir o que prometia; com a situação do País é pouco plausível que o Dr. Menezes cumprisse o que prometia; o Dr. Menezes é muito bom político e fez imenso por Gaia, mas tive medo de que deixasse o Porto igualmente endividado.» [Read more…]

Mais coisas que animam

O Joaquim desistiu do governo. Ainda acredita nos Menezes das dívidas. Com o tempo passa-lhe.

Atira-se Vladimiro à Jugular de Menezes

Não gostei nada do tom com que o vice-presidente da Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, vitupera o meu candidato Luís Filipe Menezes num certo comunicado ungulado. Mau sinal. Não gostei, mas parece natural e na esteira de quem inaugurou um tom negativista, pessoalista, destrutivo em relação a outra candidatura, Rio, como se a sua pessoalíssima consciência omnisciente acerca de Menezes, o seu resumo de Menezes, determinassem a missão divina de profetizar contra ele, não olhando nem à linguagem nem aos respectivos limites. Dado que Rio gastou as munições de maledicência na célebre entrevista-fuzilamento de carácter à RTP, dado que se expôs de mais e apanhou universalmente, é a vez de Vladimiro Feliz, o vice, prosseguir e aperfeiçoar as hostilidades.

E começa mal ao garantir que Menezes não conhece limites para o despudor, a mentira e a falta de vergonha. Porquê? Porque o meu candidato propôs-se a objectivos novos, a ensaiar processos diferentes, numa etapa de maturidade sua e numa cidade diferente, aproveitando a vasta experiência acumulada?! Vladimiro, Vladimiro, isso é que é entrar a perder numa refrega de ideias que resvala para o agarrar cego de uns colarinhos adversários. Em matéria de verborreia, meu caro Miro, de excesso de informação e contradição informativa, os conceitos de despudor ou mentira ou falta de vergonha são parentes e não se usam gratuitamente apenas porque um candidato apresenta propostas que escandalizam todas as virgens e todos os guardiães do templo da decência. [Read more…]

O Dr. Menezes e o Voto Diabético

A questãozinha caritativa que conspirativamente envolveu Luís Filipe Menezes e gerou essa grande inundação de virginais escandalizados, grau zero da indignação, absurdiza-se mais e mais nas redes sociais. Até farmacêuticos se atiram apaixonadamente ao silogismo, ao cálculo e à conjectura para apurar a coisa — 250 euros em medicamentos — e a sua verosimilhança. Quanto gasta em média um diabético em medicamentos?! Nem o pressuposto de um diabético acamado já não padecer apenas da diabetes, ou putativamente ter acumulado dívidas na farmácia, sustém, por exemplo, a dra. Isaura Martinho no seu choque anafilático psíquico com o caridoso gesto do candidato e seu entorno. Para a dra. Isaura Martinho, um autêntico TIR peremptório sem travões, não bastava o Dr. Menezes ter comprado o voto de todos os acamados e inquilinos pobres do Porto. Teve o desplante de aliciar o voto de todos os diabéticos do Porto. Por que não vai a dra. Martinho fiscalizar pessoalmente, no dia 29 de Setembro, quantos acamados, inquilinos pobres e diabéticos recompensam o Dr. Menezes com o seu voto?!

Lama e Pegas de Cernelha

O que Menezes tem a mais [adesão popular espontânea e mobilização desde as elites aos mais simples] e os outros a menos só pode ser passível de arremesso de lama e pegas de cernelha. Alguns media, ao serviço de quem lhes comanda a agenda e suporta a sobrevivência, não estão nada interessados em denunciar e combater lógicas e práticas com décadas no Portugal Local. Estão, sim, exclusivamente interessados, tal como bloquistas e comunistas, em ajudar a destruir um candidato na secretaria e a dar a ganhar eleições na secretaria àqueles que não excitam nem mobilizam senão menos de 20% de um eleitorado, assassinando o fair play eleitoral numa ficção impoluta venenosa. Pois não conhecem o País em que vivem nem sabem com que gentes se metem. Quanto à CNE, por onde tem andado nos últimos quarenta anos e para que se presta a enunciados hipócritas por encomenda?! As populações querem os mais capazes, os mais competentes, os mais arrojados, os mais fortes, como Menezes. Quem decide é quem vota. Se PS e PSD quisessem clareza na limitação de mandatos ou estivessem realmente interessados em práticas locais salubres, muito acima de qualquer suspeita, teriam segregado condições para uma e outras a tempo e a horas.

As Perguntas do Dia

Por que é que anda para aí um montão de gente preocupada com a dívida da Câmara de Gaia (que se analisada per capita anda pelo meio da tabela) e ninguém se lembra de que o défice, ainda monstruoso, da Câmara de Lisboa tem sido substancialmente reduzido à custa de todos nós, que comprámos por 100 milhões de euros os esgotos da capital, um negócio nauseabundo, que cheira tão mal como o da venda dos terrenos do aeroporto e a oferta dos terrenos da frente ribeirinha? […] Por que é que a Câmara de Lisboa, com mais de 12 mil funcionários, é o maior empregador do concelho e isso nunca vem à baila quando se acusam algumas autarquias do interior por serem as maiores empregadoras do seu município?

Jorge Fiel

Um Conas Chamado Rio

CunnusO País e o Porto têm tido em Rui Rio um austero e severo líder autárquico. Trata-se de um homem sério? Sem dúvida. De um político pelo qual podemos pôr as mãos no fogo? Sim, quase em absoluto. E no entanto, é um conas. Um elitista. Alguém que corta relações com parte da alma portuense, o FC Porto, e acha que é assim que se amputa a passada promiscuidade clube-autarquia. Não esteve mal na requalificação dos bairros da cidade, na remoção do Bairro de São João de Deus, mas não teve nada para oferecer às camadas mais pobres da população, um dinamismo novo por mais emprego, um projecto de vida. Rui mostrou-se muito preso de movimentos e imaginação para combater o desemprego da cidade, coisa a que um autarca menos merceeiro poderia obstar com mais cultura, novo petróleo do empreendimento jovem. Gritou na questão SRU, é certo, mas do enfraquecimento da liderança do Norte e do Porto falam anos de silêncio em torno dos dossiês da ANA, da RTP-Porto, do Porto de Leixões, da Casa da Música, do túnel do Marão, do comboio Porto-Vigo, dos voos para Bragança e Vila Real. Nisto foi conas. Passado é passado, embora isto nos esteja atravessado.

Agora lembrou-se de dar alvitres e judicar acerca da democracia adulta em que ainda não vivemos a propósito das declarações erráticas da Ministra Albuquerque no Parlamento. Rio tem um punhal bastante comprido, na hora de dar facadas morais e desleais aos seus oponentes e adversários internos, sendo que, tanto quanto me dei conta, os principais adversários e oponentes de Rio encontram-se precisamente no próprio partido, talvez em exclusivo, o que o irmana com Pacheco Pereira, outro que é basicamente um espírito de contradição e de uma fertilidade intelectual estéril simplesmente atroz. Outro conas. Mas adiante. Certo é que Rio diz mais, na sua entrevista conas à RTP, cuja superioridade moral é todo um tratado absolutista do à-vontade para julgar do alto da burra. Ignorando deliberadamente a complexidade do caso e o peso político da contenda PS-PSD subjacente aos swap, Rio simplifica o seu ataque dizendo que a Ministra não diz a verdade, o que faz pressupor como inteiramente honestos e assertivos os testemunhos de Teixeira dos Santos, Carlos Costa Pina e Pedro Felício. Nada mais parcial.  [Read more…]

Limitação de mandatos desde Gaia

Vivo em Vila Nova de Gaia há muitos anos e, por isso, conheço o trabalho realizado por Luís Filipe Menezes. Em 16 anos de menezespresença a sul do Douro houve coisas positivas e outras que não correram bem, nomeadamente a dimensão democrática da sua prática política.

O primeiro exemplo que, há uns anos, deixei no Aventar, mostra isso mesmo – freguesias socialistas geridas por Presidentes com coluna vertebral tiveram anos e anos de segura total, até que, um dia, nas urnas, o povo percebeu que a sua freguesia poderia continuar a existir apenas com uma condição: votar em Luís Filipe Menezes.

Assim aconteceu na minha freguesia. A verdade é que 4 anos depois, o cenário é o mesmo, mas a expressão democrática do voto seguiu esse caminho – o da pressão financeira. [Read more…]

Tribunal Constitucional ou secção constitucional?

Ratton

http://www.tribunalconstitucional.pt/visita.html

Segundo Virgílio Macedo,  presidente da Distrital do Porto do PSD, é provisória a decisão da Juíza de Direito, Dr.ª Cláudia Cristina Moreira Salazar, do 3.º Juízo Cível do Tribunal da Comarca do Porto, acerca da impossibilidade da candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara Municipal da Invicta. Definitiva será a palavra do Tribunal Constitucional, inscrita num parecer (do Tribunal Constitucional) e, obviamente, em sede própria (no Tribunal Constitucional). A minha dúvida é só uma, quanto à última palavra, ao parecer e à sede: estaremos a falar acerca do Tribunal Constitucional ou da tal secção constitucional no Supremo Tribunal de Justiça, defendida por Luís Montenegro e pelo meritíssimo Noronha Nascimento? Sim, convém saber.

Post scriptumEnquanto terminava este texto, ouvi uma doce melodia que reconheci imediatamente, embora não percebendo a sua proveniência. Acabei por encontrá-la, graças à janela aberta do Tribunal Constitucional. Se decidirem extingui-lo, espero que nos deixem o Bomtempo. Não vá o Diabo tecê-las, ficam aqui a primeira e a segunda.

Limite de mandatos, República e bom senso

Calimero

Um princípio republicano que me é particularmente caro resume-se nisto: a política é um serviço, não é uma profissão. Também porque o leninismo (em circunstâncias históricas que até o admitiam) criou a figura do revolucionário profissional, e a manteve, muitos países acabaram em monarquias norte-coreanas.

Entre nós mais que uma profissão transformou-se numa carreira, com jota-iniciação e passagem a sénior deputado ou autarca, com a agravante de nos partidos do arco se ir rodando pelo poder empresarial, que não busca nos políticos talentos mas mero tráfico de influências.

O anedótico episódio dos presidentes de câmara que querem mudar de concelho porque lhes limitaram os mandatos chega a ser caricato. É certo que o mal vem detrás, não faz qualquer sentido o típico pára-quedismo que admite aterragens em concelhos onde nunca se viveu, aproveitando normalmente famas mediáticas.

Mais um tribunal acaba de mandar Luís Filipe Menezes ganhar a vida noutro lado (que diabo, o homem até é médico, não fica desempregado), e a falta de clarificação da AR promete enriquecer o luso-anedotário; dificilmente o assunto será resolvido a tempo de, na altura da legalização das candidaturas e no curto prazo em que cada juiz as valida, haver jurisprudência nacional. [Read more…]

Opiniões livres

Algo muito comum ao nível dos clubes, mas também permanente nos partidos. Para os militantes que sofrem desta patologia, o que o seu partido faz no poder, está sempre certo. Já os da oposição estão sempre contra.

O mesmo é válido para os partidos que se limitam a dizer que não: o que defendem está sempre certo. O que os outros dizem está sempre errado.

Escrevi isto há quase um ano e parece-me que a reflexão faz cada vez mais sentido.

E se me permitem, volto a juntar a bola à política.

Uma equipa da cidade aqui ao lado estava, segundo alguns, em risco de ficar fora da Taça da Liga porque os regulamentos não permitiriam que um jogador jogasse pelas equipas A e B num intervalo inferior a 72h. Claro que uns apontaram num sentido, enquanto os do regime azul argumentaram, como conseguiram, para defender o contrário.

Era, na minha opinião, uma discussão sem sentido – obviamente, o regulamento pretendia apenas evitar que as estrelas da equipa A fossem ao jogo da B “alterar a verdade desportiva”.

Do mesmo modo só consigo entender a posição do PSD e do PCP no que diz respeito à limitação dos mandatos dos autarcas como a necessidade de defender, a todo custo, a sua gente. Se, da parte do PSD isso não surpreende, confesso que, do PCP NÃO esperava melhor. [Read more…]

Eleições em Vila Nova de Gaia

Cá pelo burgo, o PS definiu já o seu caminho – Eduardo Vítor Rodrigues, Gaiense e Professor na Faculdade de Letras é o candidato. É uma escolha que faz sentido – não vive da política, nem é um boy do aparelho! É de cá, vive cá e, nos últimos anos, preparou-se  para esta tarefa.

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Do outro lado da barricada, a confusão é total, sendo que se vai dizendo por cá, que hoje, o líder e o líder, isto é, o candidato que atravessou a ponte e o adjunto do sr. Gaspar vão apontar o dedo a Guilherme Aguiar, que é como quem diz, vão apresentar o Vereador de Matosinhos como segunda escolha, depois da nega de Marco António.

Dei por mim a pensar que a recusa do Marco António tem uma de duas razões: substituir Miguel Relvas no Governo ou então, estar prontinho para avançar como candidato ao Porto, uma vez que, ao que tudo indica, a candidatura de Menezes será mesmo ilegal.

O vereador Firmino Pereira é apontado por alguns, mas diz-se por aqui que o candidato laranja vai mesmo ser o parceiro de Rui Gomes da Silva e de Dias Ferreira nas discussões de bola.

Do BLOCO e o PCP não se conhecem movimentações, mas ou teremos uma figura nacional, como João Semedo ou Ilda Figueiredo, já habituais nesta corrida, ou então teremos uma surpresa.

Vila Nova de Gaia é um excelente exemplo

De como se trabalham as notícias! Existe um Programa de Apoio à Economia Local (PAEL) para salvar municípios que estão com as contas no vermelho. Há umas piores que outras, mas não é um programa de boas festas.

Vamos imaginar, caro leitor que os seus rendimentos são de 1oo euros mensais.

Imagine agora que a sua dívida são 400 euros. Em Portugal  estamos com a TROIKA e a dívida vai nuns míseros 120%. Isso mesmo – em Gaia está na casa dos 400%.

Com o pagamento dessa dívida tem um compromisso mensal que lhe levam 30 euros. Outros 30 vão para as despesas com pessoal, de que não pode abdicar. Ou seja, 60 euros já eram. A página 10 das opções municipais para 2012 são um bom exemplo do que é uma gestão autárquica suportada por uma equipa de futebol de assessores de imprensa.

Continuo, como cidadão de Gaia, completamente surpreendido com o favorecimento do sr. Candidato ao Porto na Comunicação Social. [Read more…]

Luís Filipe Menezes candidata-se à Câmara do Porto

Luís Filipe Menezes anuncia candidatura à Câmara do Porto

Não se Pode Denegrir Menezes

Por alguma razão o meu presidente de Câmara, Luís Filipe Menezes, pode andar de cabeça erguida. Por mais que se insista na ideia peregrina de ser o município de Gaia o segundo mais endividado do País, 255 milhões de euros, a verdade é esta: trata-se de uma Câmara com receitas importantes, com liquidez, e sobretudo com o agrado geral e hegemónico da população. Calem-se, portanto, os chulos agregados ao Grande Saque Estéril Socratinesco. Muito diferente disso é isto, irrefutável: o PS da Parque Escolar, o PS das mais recentes e assassinas PPP deve ser responsabilizado e criminalizado porque não é de outra coisa que se trata. Os que cometem crimes, crimes contra os Portugueses, o seu presente e o seu futuro, e ainda lucram pessoalmente com esses crimes, têm de ser processados e julgados.

Conhece-te a ti mesmo

 

Menezes: ‘Não sou Nosso Senhor Jesus Cristo nem a Madre Teresa de Calcutá’

Asnices à beira "Duero"

Os opinioneiros de serviço têm destas coisas. Quando nada existe para preencher a agenda própria de alçamento de suas excelsas personalidades, dedicam-se a temas para os quais não possuem a mais insignificante base de sustentação, seja ela histórica ou objecto da reflexão da economia, finanças ou de uma apressada leitura de um textozito de ciência política. Importa é falar de barato e sem tino.

Num amontoado de lugares comuns para comedor de tremoços e fã de cervejola ler antes do início da partida, o sr. Menezes decidiu-se agora e de forma desabrida, pelo iberismo. Esperar-se-ia o desvendar de um aturado estudo da situação nacional e a apresentação das claras e indesmentíveis vantagens de uma união ibérica que embora não seja corajosamente assumida pelo edil-escriba, é implícita no seu texto hoje publicado no oficialista Diário de Notícias. Ninguém quer perspectivar um futuro bastante hipotético, através da reedição de um salto das alturas de uma varanda de edifício público. A coragem não chega para tanto.

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Segurem-me Senão Eu Vou

NÃO QUERO, MAS SE INSISTIREM MUITO…
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Confesso que gosto muito de Luís Filipe Menezes, mas o homem não deixa de ser um pândego. Agora vem com a rábula do «segurem-me senão eu vou …», «Não quero nada … mas … não ponho de parte qualquer hipótese».
Outra vez para a presidência do partido? Para se queimar outra vez? Será que ele não vê que o tempo dele já passou? Ele mesmo o disse quando quis dar lugar aos mais novos. E agora vem com esta?
Enfim, mais uma para esquecer e aquecer este inverno tão fresquinho.