6_5373 mundos

 

O Ponto. Técnica Mista sobre tela. 120cmx80cm. BS.

 

CAPÍTULO 6
Morrer

O “argot” permanece a linguagem de uma minoria de indivíduos vivendo à margem das leis estabelecidas, das convenções, dos hábitos, do protocolo, aos quais se aplica o epíteto de vadios (”voyous”), ou seja , de videntes (“voyants”) e, mais expressivo ainda, de Filhos ou Descendentes do sol. A arte gótica é, com efeito, a art got ou cot (Xo), a arte da Luz ou do Espírito.
Fulcanelli, O Mistério das Catedrais

 

Às três horas e nove minutos da madrugada do dia vinte e três de Setembro do ano de dois mil e dez, Basilides entrou em coma profundo. O coração ainda batia, como um punho que se abre e fecha lentamente, e o Cordão de Prata estava aparentemente intacto. Mas a Alma de Basilides ordenara já o início da grande viagem que adiara durante mais de cinquenta anos.

[Read more…]

No aniversário de Carlos Paredes

Nascido em Coimbra há 93 anos, a 16 de Fevereiro de 1925, Carlos Paredes é não apenas a mais proeminente figura do mundo da Guitarra Portuguesa, mas um dos Artistas que a partir de Portugal conquistou com o seu talento único um grau artístico universal e com o seu génio o espaço da eternidade.

A música de Carlos Paredes brota de uma fonte a que os antigos chamavam fons vitae, um não-lugar que pertence ao território telúrico da Alma e que, por isso, ascende por si própria, pelas suas próprias forças ocultas e inesgotáveis, a um plano esférico que tudo contém e que está contido em tudo.

[Read more…]

Carlos Paredes

Carlos Paredes (Coimbra, 16 de Fevereiro de 1925 – Lisboa, 23 de Julho de 2004)

carlos_paredes_1

Carlos Paredes não morreu há 10 anos


Manual de Anatomia Coimbrã: esqueleto, rio, músculos, povo, ruas e vísceras, dissecados por Mestre Carlos Paredes, a partir de uma variação de Artur Paredes a uma cantiga de José das Neves Elyseu.

1964: Zeca e Paredes em Grândola, Alentejo

grandola_reuters
«(…) aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento.. (…)» Mário Lopes, no Público em 2010