Para além do blá blá blá

A Conferência do Clima da ONU começa amanhã, 6 de Novembro, em Bona.

  • Ontem, pelo menos 10 milhares de pessoas (25.000 segundo os organizadores, o outro número é da polícia, no meio estará a virtude) saíram à rua, para exigir uma mudança das políticas energéticas, acusando o governo alemão de não tomar medidas contra as mudanças climáticas, em especial, a redução do uso do carvão na produção de electricidade.
  • Hoje, cerca de 3.000 activistas manifestaram-se junto de uma mina de carvão a céu aberto, situada a 50km de Bona, tentando bloqueá-la e encerrá-la temporariamente. Várias centenas de pessoas conseguiram entrar na mina e pretendiam ocupar as escavadoras. A polícia pôs fim à acção de protesto, usando gás lacrimogéneo.

A Alemanha gosta de se arvorar em pioneira de melhores políticas climáticas, quando, na realidade, a sua indústria está dominada pelo carvão: em 2016, 40% da energia foi produzida a partir de lenhite e carvão. E não vai cumprir as metas climáticas que prometeu para 2020. A União Europeia, por seu lado, continua a subsidiar o carvão e a promover o transporte massivo de produtos por meio mundo, com os seus “acordos de comércio livre”.

Há que dar cabo do planeta e ir aldrabando a sorrir. Os nossos filhos podem vir a ser o que quiserem, só têm é que se despachar, o planeta ameaça dar o berro.

O Carvão

O John Oliver é um “englishman in New York“.
Não é nem jornalista nem sociólogo nem economista mas consegue antever o futuro da indústria do carvão nos EUA, um futuro de declínio iniciado… há décadas.
Por mais que Egocêntrico Cabeludo  Trump jure que sim, que vai criar postos de trabalho nas minas de carvão, a verdade é que isso é virtualmente impossível de acontecer, tanto porque a mineração a céu aberto gasta muito menos mão-de-obra como também porque o gás natural e as energias renováveis têm conquistado o seu quinhão no mercado.

Podem um humorista e o humor serem mais assertivos que os burocratas? Ora bem…