Dia Mundial do Ambiente e nos outros dias que se lixe

Porque, em Portugal, o Ambiente está nas mãos de dirigentes que o subjugam ao negócio, gostei da ideia da ZERO, que assinala o dia enviando produtos produzidos em modo de produção biológico aos Ministros e Ministras, acompanhados de um desafio.

Para o Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, seguiu o seguinte:

Chá de erva-cidreira – É uma planta autóctone de uso medicinal muito cultivada e utilizada desde tempos remotos que é usada para tratar problemas digestivos, controlar sintomas de ansiedade, uma vez que proporciona uma sensação de tranquilidade e bem-estar.

Desafios: Com todos os indicadores relativos à prevenção e reciclagem de resíduos em colapso, com destaque para o resíduos urbanos e os resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, com metas de enorme exigência em matéria climática, e com um território pressionado e ameaçado pela artificialização que degrada os ecossistemas que é facilitada por uma legislação de avaliação de impacte ambiental obsoleta e permissiva, exige-se à tutela desta área serenidade e ponderação perante estes e outros desafios, bem como a tolerância necessária para acolher e aceitar contributos e pontos de vista diferentes da sociedade civil organizada.

E à Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes:

Azeite – O azeite é extraído da azeitona e faz parte dos hábitos alimentares dos povos mediterrânicos desde tempos recuados. É composto na sua maioria por ácidos gordos monoinsaturados, possuindo ainda outros componentes importantes como a vitamina E e A, bem como propriedades antioxidantes.

Desafio: A produção de azeite em Portugal tem sido fortemente apoiada por fundos públicos, levando a que o país já exporte uma parte significativa da sua produção. Mas a aposta nesta cultura permanente (tal como em outras que se encontram em expansão) privilegiou uma agricultura industrial que está a causar graves impactes ambientais e sociais. A solução passa por não voltar a subsidiar a industrialização agrícola e a artificialização dos territórios, canalizado os apoios comunitários para a promoção para modos de produção agroecológicos.

Subscrevo tudo.

Bom ambiente

No Dia Mundial do Ambiente, só me ocorre dizer da importância de procurar criar “bom ambiente” nos lugares que são as nossas «casas», quer sejam elas permanentes ou temporárias, físicas ou virtuais!!

Penso, sobretudo, no local de trabalho. Que ele seja, com o nosso pequenino contributo, um espaço onde a convivência com os outros é agradável, saudável, «respirável», positiva, acolhedora. E isto só é possível se houver humildade, se se souber pedir desculpa, elogiar, agradecer e conviver.