as minhas memórias do ISCTE, hoje IUL

Edoficio Antigo do ISCTE

Construido nos anos 70, hoje são mais de quatro prédos imensos

Convidado pelo Instituto de Ciências da Fundação Gulbenkian, apareci em Portugal, pela primeira vez na minha vida, em Dezembro de 1980. Vinha da Universidade de Cambridge, onde fiz os meus graus, até ser Doutor e Agregado. Ainda sou membro do Senado dessa Britânica Universidade, na qual, actualmente, trabalham a minha filha mais nova e o seu marido. Não sabia Português, mas conhecia profundamente o Galego. Tentei falar em língua luso-galaica, mal entendida entre luso – portugueses. Mudei de imediato para o inglês, a minha melhor língua, por estar relacionado com a Grã-bretanha desde os meus vinte anos (sou casado com uma inglesa e as minhas filhas são britânicas).

Mal soube o ISCTE da minha visita, vários membros do Instituo Gulbenkian, também docentes no ISCTE, convidaram-me para a “Escola”, como era chamado, e ali proferi uma conferência, no único anfiteatro dos anos 80 do Século passado. Foi necessário falar em luso-galaico e castelhano: os discentes não sabiam inglês, como vários docentes. As minhas palestras versavam sobre a vida rural; a Antropologia Social e histórias de povos denominados primitivos, elo da nossa ciência, especialmente sobre os seus mitos e ritos. O auditório ficou, penso eu, fascinado ao ouvir falar de povos estranhos (não africanos) e dos seus costumes, comparados com povos europeus que eu tinha analisado, durante anos, na Escócia, em França, na Galiza e os nativos do Chile. Enquanto contava histórias, ia teorizando. Os cientistas sociais gostaram da minha análise da família, todos Sociólogos, Advogados ou Gestores, para estes últimos referi especialmente como eram feitas as contas, pesos e medidas, entre etnias como os Tallensi, os Lo-Dagaba e os Lo-Wiili da antiga Costa do Ouro, hoje Ghana, e as dos Incas do Peru que para contarem fazem nós numa corda, enquanto os Mapuche do Chile [Read more…]