O colégio “Rainha Santa”, um caso de assalto às finanças públicas em nome de deus

O Colégio Rainha Santa Isabel, em funcionamento no coração de Coimbra e rodeado de escolas públicas por todo o lado, é um dos colégios privados que agora gemem porque apareceu alguma vontade política em acabar com o financiamento público do ensino privado. É dado como exemplo pelos bons resultados que apresenta nos rankings. Pudera. No seu regulamento interno estipula-se quanto à admissão de alunos:

1-  Para  a  admissão  de  alunos,  o  Colégio, desenvolverá  anualmente  com  os  candidatos pré-inscritos um processo de selecção no qual, para além da adesão dos Pais e Encarregados de  Educação  e  do  próprio  aluno  ao  Ideário  e Projecto Educativo do Colégio, serão  tidos em conta os seguintes critérios:
(…)

f) Percurso educativo do candidato;
(…)

3- Em caso algum serão  factores de exclusão neste  processo  aspectos  relacionados  com  a raça, religião, posição social e opções políticas dos candidatos ou das suas famílias.

O ponto 3 é de uma hipocrisia espantosa. É que no seu ideário o CRS afirma ter como “Visão Educativa” isto: [Read more…]

A senhora da DREC que nunca o foi e já não o é

Parece que a Directora Regional de Educação do Centro já não o é. Até parece que nunca o foi. Parece uma brincadeira? É mesmo. As Federações Distritais do PS da zona (Coimbra, Viseu, Guarda, parte de Aveiro e parte de Leiria) gostam muito de cargos, e trabalhar ao pé do Dolce Vita deve saber a muita gente como dolce vita. A anterior Directora reformou-se, e tudo leva a crer que em Lisboa não fizeram bem as contas à vida. Deviam saber que nestas coisas convém consultar as tais federações, e distribuir bem as prebendas. Na DREC como em todas as direcções regionais.

Noutra versão sobre os acontecimentos (e que me parece acumulativamente muito credível) havia um melindre:

O alegado melindre, explicou a mesma fonte, consiste no modo como lidaria a titular da DREC com o dossiê dos contratos de associação com o ensino particular depois de ter intervindo amiúde nesse domínio enquanto inspectora.

Ora conhecendo o peso político que o ensino particular tem em Coimbra (contratos de associação é aquela banhada em que o estado paga a um privado para aceitar alunos do público, a custos bem superiores), a pressão pode ter vindo também daí.

E agora siga a dança, com novos pares.

Actualização: as meninas é que sabem:

As meninas não têm andado com muito tempo para rescrever Uma Aventura da DREC. Mas a nossa prima,  que alterna à beira do Rodizio Real, garante  que Beatriz Proença saiu para entar Alcídio Martins Faustino,  que se levantou do governo civil de Viseu (onde foi chefe de gabinete e governador) para ceder o lugar a  Miguel Ginestal, o camarada que foi derrotado por Fernando Ruas e impedido por Sócrates de voltar para o Parlamento

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