Pela liberdade de escolher a Escola dos nossos filhos
O Aventar é um blogue plural e nem todos temos as mesmas opiniões acerca de tudo. E a verdade é que depois de tudo o que tenho lido e ouvido sobre os contratos de associação e sobre o ensino privado v ensino público, mudei um pouco de ideias. Confesso que passei a defender que todos os pais deviam poder escolher a escola para os seus filhos. Mais: exijo essa liberdade de escolha. Este post do João Miranda convenceu-me definitivamente.
Quero pagar para ver a nova realidade sócio-económica das escolas públicas e privadas e, se possível, num lugar de primeira fila. Onde poderei ver os putos do Bairro do Aleixo ou de Miragaia, no Porto, a entrarem pelo Colégio de Nossa Senhora do Rosário adentro, cumprimentando com educação as freiras e os padres; os miúdos do Ingote ou do Bairro da Rosa, em Coimbra, a invadirem de forma muito ordeira o Colégio Rainha Santa; a chavalada de Chelas e do Bairro da Quinta do Mocho, em Lisboa, a ocuparem os melhores lugares do Colégio de S. João de Brito.
Mas há uma condição: as escolas privadas não poderão escolher os alunos, terão de aceitar tudo o que lhes calhar em sorte.
Acreditem, vai ser divertido… e o melhor que podiam fazer à Escola Pública.
O colégio “Rainha Santa”, um caso de assalto às finanças públicas em nome de deus
O Colégio Rainha Santa Isabel, em funcionamento no coração de Coimbra e rodeado de escolas públicas por todo o lado, é um dos colégios privados que agora gemem porque apareceu alguma vontade política em acabar com o financiamento público do ensino privado. É dado como exemplo pelos bons resultados que apresenta nos rankings. Pudera. No seu regulamento interno estipula-se quanto à admissão de alunos:
1- Para a admissão de alunos, o Colégio, desenvolverá anualmente com os candidatos pré-inscritos um processo de selecção no qual, para além da adesão dos Pais e Encarregados de Educação e do próprio aluno ao Ideário e Projecto Educativo do Colégio, serão tidos em conta os seguintes critérios:
(…)
f) Percurso educativo do candidato;
(…)
3- Em caso algum serão factores de exclusão neste processo aspectos relacionados com a raça, religião, posição social e opções políticas dos candidatos ou das suas famílias.
O ponto 3 é de uma hipocrisia espantosa. É que no seu ideário o CRS afirma ter como “Visão Educativa” isto: [Read more…]







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