Os exames como distracção

O debate sobre a importância dos exames parece-me necessário, mas, ao mesmo tempo, parece tornar-se numa distracção, o que nos pode levar a uma leveza excessiva e à exclusão de outros problemas do ensino.

Procurei, aqui, sintetizar as reacções ideológicas, quase instintivas, da direita e da esquerda, face aos exames. Admito que o texto, pela sua (e pela minha) dimensão, seja demasiado esquemático, excluindo muitos matizes, por ter deixado de fora alguns pontos cardeais e colaterais.

O Paulo Guinote, irritado com algumas reacções esquerdistas, tem escrito alguns textos acerca do assunto, chamando a atenção para o facto de que houve muitos que passaram por exames e não ficaram traumatizados por isso. Em primeiro lugar, tenho que confessar que fiquei traumatizado por muito daquilo que a escola me obrigou a fazer, exames incluídos, especialmente porque me roubaram tempo para perseguir malfeitores e para fazer passes para golos, na minha qualidade de médio criativo. Depois, não acredito que seja possível educar sem traumatizar, de preferência no melhor dos sentidos. Seja como for, a argumentação a favor dos exames não se pode limitar, evidentemente, aos traumas existentes ou inexistentes em gerações anteriores. [Read more…]