Frutos vermelhos ásperos e amargos

Os governantes portugueses e o seu amor pelo negócio a qualquer custo:

„Enquanto o aumento da área de culturas cobertas de plástico prossegue na região, a seca toma contornos dramáticos: “O baixo Mira está a secar, as plantas aquáticas morrem e os biótopos desaparecem” em nome de um negócio de “247 milhões de euros com frutos vermelhos para serem servidos ao pequeno-almoço na Europa”, realça o semanário alemão.

Face ao diagnóstico da Der Spiegel, o JPS refere que o ímpeto agrícola descrito só é possível porque o “Estado português abdicou de cuidar e vigiar partes muito significativas do seu território, permitindo a instalação de interesses que não devolvem nada à região e que estão em completa contradição com os valores que se pretendem proteger” no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.“

Da mesma maneira que se andou a destruir as cidades costeiras do Algarve com prédios abomináveis, agora destrói-se a terra e a sobrevivência com estas culturas e práticas execráveis.

O legado desta geração é vergonhoso.