Situações que irritam qualquer treinador

Minuto 4:32 – Zlatan Ibrahimovic entra na área pelas costas do jogador que lhe estava a fazer oposição. O médio ala norte-irlandês (nº8) vê a entrada na área do sueco e comunica à defesa (de costas para o sueco) que Zlatan entrou na área. Não marca o sueco (nem é de sua competência) mas também não é rápido a sair na pressão a Ander Herrera assim que Anthony Martial varia o jogo para a direita. O sueco passeia-se pela área sem ninguém lhe prestar atenção.

Dá-se o desconto pelo facto da situação ter acontecido aos 86″ quando o cansaço físico e psicológico dos jogadores do Southampton já era por demais visível. Mas, ignorar o perigo que representa Zlatan, ainda para mais nos últimos minutos de uma final, momento em que as equipas têm que possuir 200% de cautela?

No futebol, infelizmente é assim

O Leicester despediu Claudio Ranieri. Infelizmente é assim: no futebol, os bestiais rapidamente passam a bestas. A ver vamos se o “quase” despromovido que passou a campeão não passará em breve novamente à condição de despromovido.

A inteligência, criatividade e qualidade de passe de Christian Eriksen

O meu destaque da semana futebolística vai para o médio dinamarquês do Tottenham Christian Eriksen. Presente nos 3 golos do Tottenham frente ao Fulham (Championship) no jogo a contar para os oitavos-de-final da FA Cup, o médio dinamarquês demonstrou mais uma vez todo o seu talento e a razão que me leva a apreciá-lo desde os tempos em que jogava no Ajax.
Se Harry Kane é actualmente um dos melhores pontas-de-lança da Premier League e do futebol europeu, o internacional inglês muito o deve à sala de máquinas que trabalha na sua rectaguarda para lhe proporcionar as melhores oportunidades de golo possíveis. Falo portanto  de jogadores como Seung Heung-Min, Christian Eriksen, Marco Dele Ali, Erik Lamella, Moussa Sissoko ou do enérgico e raçudo lateral direito da equipa londrina Kyle Walker.

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Gabriel Jesus e Yuya Osako: dois fenómenos a emergir no futebol europeu

Pelo que tenho visto dos últimos jogos do Manchester City, sinto-me inclinado a dizer que sim. Pelas suas características, Gabriel Jesus encaixa perfeitamente no futebol que se pratica em Inglaterra e mais concretamente na filosofia de jogo de posse que Pep Guardiola não tem conseguido trabalhar no louco futebol dos citizens.

Contratado ao Palmeiras por uma batelada de massa (27 milhões de libras), nos primeiros jogos em Manchester, o brasileiro está a valer cada cêntimo que o City pagou pelo seu passe, e está a dar um pequeno cheirinho do grande avançado que pode ser no futuro. Com um índice de trabalho fora do normal, Gabriel é um avançado que foge invulgarmente às habituais características dos avançados brasileiros: o jogador que passa grande parte do tempo do jogo no último terço à espera que a equipa lhe conceda bolas para brilhar no drible individual. Gabriel Jesus não é aquele avançado que molda a equipa em redor do seu futebol mas sim aquele avançado que se molda em função do que a equipa pretende que ele seja em cada momento do jogo. Isso é neste momento a maior característica que um avançado moderno deverá possuir para singrar no mundo do futebol.

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