Continuamos à espera da unidose, da prescrição por denominação comum e dos genéricos

Enquanto se vai entretendo a rever as comparticipações dos medicamentos, sempre para pior, o Governo vai esquecendo algo que realmente baixaria e muitíssimo a factura dos doentes e do próprio Estado: a venda dos medicamentos em unidose (depois de acauteladas todas as condições de segurança, o que não se prevê que seja um trabalho hercúleo), a obrigatoriedade da prescrição por denominação comum (o que permitira ao doente escolher o mais barato) e o verdadeiro incentivo aos genéricos.
Claro que isso não interessa à indústria farmacêutica nem às próprias farmácias. São grupos fortes – e todos sabemos que José Sócrates não tem estofo para lutar contra os grupos fortes. José Sócrates só tem coragem para se meter com os pequenos.