Continuamos à espera da unidose, da prescrição por denominação comum e dos genéricos

Enquanto se vai entretendo a rever as comparticipações dos medicamentos, sempre para pior, o Governo vai esquecendo algo que realmente baixaria e muitíssimo a factura dos doentes e do próprio Estado: a venda dos medicamentos em unidose (depois de acauteladas todas as condições de segurança, o que não se prevê que seja um trabalho hercúleo), a obrigatoriedade da prescrição por denominação comum (o que permitira ao doente escolher o mais barato) e o verdadeiro incentivo aos genéricos.
Claro que isso não interessa à indústria farmacêutica nem às próprias farmácias. São grupos fortes – e todos sabemos que José Sócrates não tem estofo para lutar contra os grupos fortes. José Sócrates só tem coragem para se meter com os pequenos.

Comments

  1. Luis Moreira says:

    A unidose seria um corte nos custos, para o Estado e para o utente enorme, mas o Cordeiro das farmácias até já chamou publicamente mentiroso ao primeiro- ministro e não aconteceu nada. Vê-se onde está a força e o poder…

  2. Naked Eye Observer says:

    Se um dia voltar a chefiar o PSD e se um dia isto estiver a ficar assim a modos que pode ser que ainda venha a ser novamente chamado a desempenhar ainda mais altos cargos, outra vez, que isto de ficar amuado com aquilo da má moeda já passou e se não fosse agora ao beija-mão como é que iria ser nesse tal hipotético dia em que pode voltar a ser chamado a desempenhar um alto cargo na nação portuguesa?
    Assim pronto, pá, dá cais mais cinco e não se fala mais nisso.

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