Vai viver um ano com o salário mínimo e depois conversamos: Vítor Bento

“Importa proteger o talento, remunerar o talento. Há um caminho perigoso do igualitarismo, que defende que todos devemos ser igualmente pobres, que hostiliza a diferenciação remuneratória”, afirmou Bento durante um colóquio sobre diplomacia económica promovido pela comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros. in Público

Em 2010 Vítor Augusto Brinquete Bento recebeu 450 000 euros como presidente do conselho de administração da SIIBS. Como andou pelo Banco de Portugal é provável que tenha tido mais diferenciações remuneratórias. No Conselho de Estado substitui Dias Loureiro, outro grande combatente contra o caminho perigoso do igualitarismo.

A desigualdade é motivadora

Daqui:

Se juntarmos às condições anunciadas no texto linkado acima, mais o seguinte:

Existência de elevador social, possível ascenção social

temos as condições necessárias para que a desigualdade seja um factor de desenvolvimento. Não podemos esquecer que mesmo com as mesmas condições básicas, os patamares a que chegamos são desiguais, não só porque todos somos diferentes, mas tambem porque podemos tomar opções de vida diferentes.

É tão lícito, optar por uma vida que dê muito dinheiro, como optar por uma vida que dê tempo para estar com os filhos, ou para ter tempo para ler ou para viajar. Não podemos é fazer a comparação entre, somente, a propriedade e a fortuna que se adquiriu.

Ora, é a sociedade Liberal que permite que de cada um se tire o melhor para o bem comum, que permite que cada um participe com as suas capacidades únicas, deixando o Homem realizar-se na sua plenitude.

O contrário disto é o igualitarismo, que quer à força que as pessoas sejam iguais, que não há diferenças e diferentes capacidades. Desta forma, há um continuo nivelar por baixo, abafar as capacidades individuais que marcam a diferença e, com ela, a capacidade de a sociedade se renovar e atingir patamares que de outra forma, nos estariam interditos. Na ciência, na saúde, na política, no social…

Não há é nenhum sistema que transforme o Homem num ser generoso e capaz de partilhar, de se interessar pelos outros, de olhar para quem não pode ou não quer chegar aos mesmos patamares, sem preconceitos.

Haver desigualdades, verificadas aquelas condições, não é imoral nem atentatório da dignidade das pessoas.