Rui Pedro Soares – o elevador social

Este rapaz por ser um boy do PS e sobrinho de quem é chegou a administrador da maior empresa do país aos 32 anos, sem curriculum, pois a PT é a única empresa que conhece e entrou de imediato para Director aos 28 anos, tudo num país onde, jovens de grande qualidade com curriculum académico e profissional relevantes, têm que abandonar o país para não cair no desemprego.

Um dos aspectos mais importantes para se avaliar a capacidade de um país no que ao mérito e à justiça social diz respeito é a igual de oportunidades. A capacidade que a sociedade e a economia de um país oferece aos seus cidadãos para, montados no mérito e mas capacidades individuais desenvolvidas, possam ascender socialmente. Portugal tem vindo progressivamente a perder esta capacidade! À emigração dos anos 60 formada por mão de obra não qualificada junta-se agora a emigração de gente qualificada.

Um país assim não tem futuro, andamos a treinar e a formar gente que custa muito dinheiro a todos nós para depois irem produzir para outros países que oferecem essas oportunidades de “ascenção social”. Quem nasce rico e em família rica e poderosa arranja emprego obscenamente remunerado, quem nasce pobre, mesmo que seja muito bom, a sociedade não lhe dá oportunidade para “apanhar o elevador social”!

Os amigos do rapaz e os boys e os que têm pretensões a boys e mesmo os que não sendo boys não vêm mais do que a cor do grupo, olham para estas críticas como se nada mais revelassem do que “inveja” ou confrontos partidários, fazendo crer que tudo isto é natural e quando as coisas mudarem tambem mudam os boys e as girls e adiante com a marinha. Mas não é assim, isto revela a incapacidade do país se desenvolver, de segurar os seus melhores, a injustiça social acentuada, a tendência para o empobrecimento.

Quem não percebe isto não percebe nada!

A desigualdade é motivadora

Daqui:

Se juntarmos às condições anunciadas no texto linkado acima, mais o seguinte:

Existência de elevador social, possível ascenção social

temos as condições necessárias para que a desigualdade seja um factor de desenvolvimento. Não podemos esquecer que mesmo com as mesmas condições básicas, os patamares a que chegamos são desiguais, não só porque todos somos diferentes, mas tambem porque podemos tomar opções de vida diferentes.

É tão lícito, optar por uma vida que dê muito dinheiro, como optar por uma vida que dê tempo para estar com os filhos, ou para ter tempo para ler ou para viajar. Não podemos é fazer a comparação entre, somente, a propriedade e a fortuna que se adquiriu.

Ora, é a sociedade Liberal que permite que de cada um se tire o melhor para o bem comum, que permite que cada um participe com as suas capacidades únicas, deixando o Homem realizar-se na sua plenitude.

O contrário disto é o igualitarismo, que quer à força que as pessoas sejam iguais, que não há diferenças e diferentes capacidades. Desta forma, há um continuo nivelar por baixo, abafar as capacidades individuais que marcam a diferença e, com ela, a capacidade de a sociedade se renovar e atingir patamares que de outra forma, nos estariam interditos. Na ciência, na saúde, na política, no social…

Não há é nenhum sistema que transforme o Homem num ser generoso e capaz de partilhar, de se interessar pelos outros, de olhar para quem não pode ou não quer chegar aos mesmos patamares, sem preconceitos.

Haver desigualdades, verificadas aquelas condições, não é imoral nem atentatório da dignidade das pessoas.