A marcha do fascismo

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Foram recentemente introduzidas alterações ao Código Civil, no sentido de reconhecer os animais como seres sensíveis. Não estando, ainda, do ponto de vista jurídico, equiparados a pessoas, os animais, com esta alteração legislativa, deixam de ser coisas aos olhos da lei, circunstância que altera profundamente o seu estatuto e protecção jurídicas, além do que lhes atribui formalmente uma nova relevância social.

Acontece que, a par disto, existe o SICAFE, o Sistema de Identificação de Caninos e Felinos, criado pelo Decreto-Lei nº 313/2003 que, no seu Artigo 3º, nº3, estabelece que “A identificação só pode ser efectuada por um médico veterinário, através da aplicação subcutânea de uma cápsula no centro da face lateral esquerda do pescoço.”

Esta “Cápsula” é um implante electrónico que contém um código com um número de dígitos que garantem a identificação individual do animal e permite a sua visualização através de um leitor, um aparelho igualmente electrónico destinado à captura e visualização dos dados constantes da cápsula.

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Silicone (não) vale


Inês Aroso

O uso de silicone, principalmente no corpo feminino, é algo estapafúrdio. No entanto, as mulheres que aplicam estes extras, não se contentando com o material de série, só cometem semelhante estupidez porque querem agradar uns seres que vão em imitações: os homens.
Não sei o que é pior: o facto de haver homens que gostam de mulheres com silicone ou mulheres que põem silicone só para se tornarem mais apelativas para o sexo masculino. Uma coisa é certa: é evidente a diminuta capacidade masculina para distinguir o produto original do produto falsificado. Aliás, o interesse dos homens pelo efeito “silicone” é só mais uma prova em como é fácil as mulheres, quando querem, enganá-los…
Com a premissa “o que é natural é bom”, poderíamos lançar uma campanha publicitária contra o silicone. Tal e qual como os produtos biológicos, o que é natural faz melhor à saúde… Grandes, pequenas, rijas, moles, levantadas ou caídas, as “peças” naturais são sempre melhores (e nunca explodem, o que acontece às vezes com as de silicone)! Perguntar-se-ão: “peças”? Sim, peças… [Read more…]

“Piratas das Caraíbas” sem silicone

A Disney anunciou um casting para escolher actrizes para o próximo “Piratas das Caraíbas”. Exigem que as candidatas tenham um corpo escultural, com as medidas por eles indicadas, e – e é este ponto que está a ser notícia – que não tenham implantes mamários.

Está visto que não estão à espera que lhes saia a próxima Meryl Streep, que talento para a representação não é bem o que eles querem. E também é certo que ninguém é obrigado a apresentar-se a semelhante casting e quem vai conhece as regras.

Mas eu pergunto: e se para um casting de um filme “mainstream”, como este, um filme que até se dirige a público familiar, se estipulasse que os actores do sexo masculino teriam de baixar as cuecas no casting e permitir que se lhes medisse o pirilau, sendo certo que abaixo da medida estipulada não seria aceite nenhum?

Não se entenderia, pois não?