Um mar cheio de nada

«O mar (…), numa invocação tão vaga quanto a relação que estabelecemos com ele (…), está em destaque nos anteprogramas de governo dos partidos do “centrão” que, embora omissos e fantasiosos (…) inscrevem a “aposta no mar” nos seus títulos mais salientes. Se entrarmos mar adentro, para sentirmos de que mar afinal se trata, depressa concluímos que é [de um] mar pretensioso e hipermoderno que se fala, como se a economia marítima que temos não fosse outra.(…) O novo Governo terá uma boa oportunidade (…) para recuperar organismos como a Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar e o Fórum Permanente para os Assuntos do Mar, que se encontram ostensivamente bloqueados. (…)» Álvaro Garrido, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, na edição de Agosto de 2015 do Le Monde Diplomatique/versão portuguesa.

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A construção política da Europa

«(…) Só quando a Europa for contestada (…), não já em nome do passado que desonrou mas em nome do presente que divide e do futuro que será capaz de abrir ou fechar, poderá tornar-se uma construção politica duradoura. (…)» Etienne Balibar, Para acabar com a União dos tecnocratas e dos banqueiros [em Francês]