Mário Bettencourt Resendes (1952 – 2010), demasiado perto do poder

Mário Bettencourt Resendes sempre me pareceu demasiado próximo do poder socialista. Daí que as suas análises políticas, na minha opinião, nem sempre tivessem o rigor e a isenção que são exigíveis a um jornalista. Nos últimos anos, quase que pedia desculpa quando tinha de criticar – ao de leve – o primeiro-ministro. A ligação ao «DN», órgão do regime, não terá sido um dos factores que menos contribuiu para isso.
Não significa que não gostasse de o ouvir – na SIC ou na TSF. Discurso fluente e escorreito, interessante alinhamento das ideias. Da mesma forma que não significa menor consideração pelo homem e pela perda que a sua morte representa.