Baixo Mondego

A esperteza

 

A partir do conforto do seu gabinete ou da sua casa, à esperteza que se senta na cadeira de Ministro do Ambiente e que lançou para o ar umas cretinices sobre as pessoas que vivem em Montemor-o-Velho melhor fazerem em se mudarem para outros locais por causa das cheias, que até têm tido pouca relevância depois das obras na hidráulica do Mondego, feitas nos anos 80, se bem me recordo, não lhe ocorreu aplicar esse mesmo critério ao futuro aeroporto do Montijo, onde, mais cedo do que tarde, haverá problemas devido à subida dos níveis das águas do mar. Ou porque é que nunca se mudaram as populações das zonas ribeirinhas do Porto, por exemplo.

Podia ter aproveitado a ida à televisão para explicar porque é que das seis bombas de água previstas há décadas na hidráulica, só duas foram montadas e porque é que destas só uma delas está em funcionamento. Mas não era a mesma coisa, pois não?

Apesar da incúria, ainda tem o desplante em afirmar que é graças à manutenção que não ocorreu uma tragédia. Tivéssemos jornalistas em vez de porta-microfones, alguém teria colocado uma questãozinha ao xô ministro: quando é que foi feita a última manutenção e em que é que esta consistiu?

Viram esta carrinha? chamem a polícia

É uma Mercedes Sprinter tem a matrícula 82-13-XH. Foi roubada, o que não seria notícia, mas já o é porque no seu interior estavam todos os instrumentos dos Xutos & Pontapés. Ora roubar os instrumentos aos Xutos, ou o acordeão a um cego, faz parte dos crimes de lesa-majestade em que não me metendo na parte jurídica sou muito solidário na sua recuperação (é suposto que o idiota que gamou nem sonhava com o que lá estava dentro).

Se a localizarem contactem com Roberto Ferreira: 919 192 405.

Já agora, e não resisto, alguém no Público anda a precisar de um mapa de Portugal. Os Xutos iam tocar, ontem a Montemor, sim senhor. Mas Montemaiores em Portugal temos dois: o Velho, e o Novo. Sim, há mundo a norte do Tejo, e estas tolices fazem-me pensar se ter decorado serras, rios e estações de caminho-de-ferro na instrução primária foi uma idiotice tão grande como ainda acho.