
No verão e antes da praia, os passeios fazem-se à beira Tejo, aproveitando para conhecer melhor as magníficas perspectivas que a cidade de Lisboa apresenta quando é vista do sempre esquecido, ou desprezado rio. Para oriente, as decrépitas edificações que a gente da Câmara Municipal quer alienar em benefício do betão dos condomínios estrangulados por rodoviárias e carris de um indesejado TGV que qual charrua, arará várias léguas de terra construída há séculos. Pouco importará a liquidação de Xabregas e antigos vales pontilhados de quintas onde ainda se descobrem palácios que viram dramas familiares e festas de estalo. Para os senhores do momento, as festas são outros e os estalos, esses, merecê-los-iam nas suas luzidias faces.
Para ocidente, as antigas glórias da expansão. Dúzias e dúzias de vezes os mesmos percursos, e os mesmos edifícios onde há sempre algo de novo que pensei jamais ter visto.
Estes rapazes e raparigas de capa e batina, com instrumentos musicais a tiracolo, com as as capas no chão a pedirem dinheiro para uma qualquer viagem de curso, cheiram-me a carnaval, a “fazer de conta”, aquilo não é nada para arranjar dinheiro para uma viagem.





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