A nave dos loucos

No boletim de inverno, saído no início de 2012, o Banco que não é de Portugal previa um tímido crescimento de 0,3% no PIB para 2013. Um ano depois, no boletim de inverno, acabado de sair, o Banco que não é de Portugal já prevê uma expressiva contracção de 1,9% no PIB para o mesmo ano de 2013.

Constata o João Rodrigues.

Para Passos Coelho

há um “crescimento da economia” esperado para 2014, devendo o “ciclo recessivo abrandar este ano”, para depois dar lugar a um “ciclo de expansão”.

247px-Jheronimus_Bosch_011Querido e amado Hieronymus Bosch: se vivesses com este governo serias um fotógrafo muito ocupado com coelhinhos procurando moedas no relvado.

A máquina do tempo: da nave dos loucos aos sinos de Basileia

A propósito da recente ida do Ricardo Santos Pinto a Basileia, que conheço, embora mal, lembrei-me de dois livros relacionados com aquela cidade suíça, separados por quase quatro séculos e meio. Mas o que é isso para uma máquina do tempo? Lembrei-me desses livros e, por associação de ideias, a acontecimentos ligados a Basileia. Acontecimentos que tiveram a ver com a guerra e com a paz – com as derivas da nave dos loucos.

Há meses atrás, na série «falando de democracia», publiquei um texto a que dei o título da obra «A Nave dos Loucos», acrescentando um subtítulo – «caos e democracia». Foi seu autor, Sebastian Brant (1457-1521), um jurista alsaciano de língua alemã, formado na universidade daquela cidade e que, em 1494, escreveu Das Narrenschiff ou, em latim Stultifera navis – «nave dos loucos», em português. [Read more…]