Respetivo, direto, afetado, reação, atualizado e contatos

Respetivo, direto, afetado...? Sim. E contatos? Exactamente: e contatos.

contatos

 

«Comprei cinco bilhetes a uma pessoa

afeta ao Super Dragões». Não percebo: “uma pessoa afeta“? E o ‹s› de ‘aos’ não é pronunciado? Sendo pronunciado, quem é o Super Dragões? A Bola procurou uma reação? Uma [ʀjɐˈsɐ̃ũ̯]? Que grande confusão.

SDragões

A máquina do tempo: da nave dos loucos aos sinos de Basileia

A propósito da recente ida do Ricardo Santos Pinto a Basileia, que conheço, embora mal, lembrei-me de dois livros relacionados com aquela cidade suíça, separados por quase quatro séculos e meio. Mas o que é isso para uma máquina do tempo? Lembrei-me desses livros e, por associação de ideias, a acontecimentos ligados a Basileia. Acontecimentos que tiveram a ver com a guerra e com a paz – com as derivas da nave dos loucos.

Há meses atrás, na série «falando de democracia», publiquei um texto a que dei o título da obra «A Nave dos Loucos», acrescentando um subtítulo – «caos e democracia». Foi seu autor, Sebastian Brant (1457-1521), um jurista alsaciano de língua alemã, formado na universidade daquela cidade e que, em 1494, escreveu Das Narrenschiff ou, em latim Stultifera navis – «nave dos loucos», em português. [Read more…]

Crónica de Basileia em imagens

Continuação daqui
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Mercado de Natal
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Servindo Vinho Quente (Gluhwein) no Mercado de Natal
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Simpático grupo de suíços bebendo Vinho Quente (Glühwein) no Mercado de Natal
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Rede de eléctricos rápidos no centro da cidade
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Crónica de Basileia

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Basileia é uma cidade interessante e agradável, à qual se vai porque há viagens «low cost». Tem especial interesse nesta altura do ano, com o seu típico Mercado de Natal, que dá um colorido muito especial às ruas da cidade.
Mercado de Natal só para ver, claro, não para comprar. A principal nota deste fim-de-semana na Suíça é mesmo o nível de vida. Basileia é mais cara do que Paris, Londres, Dublin ou Reiquejavique. Tudo caríssimo, quase insuportável para a bolsa de um português médio. Nos restaurantes e mesmo nos supermercados – só para dar dois exemplos, um pão normal (um molete pequeno) custava o equivalente a 80 cêntimos, um frasco pequeno de café instântaneo, tipo Mokambo, quase 10 euros. A somar a tudo isto, a dificuldade da conversão dos francos, para quem não está habituado a pensar senão em euros.
Passando ao lado do frio intenso, que se suporta com muita roupa em cima do corpo, existe a grande dificuldade do idioma. Estando Basileia na fronteira com a França e com a Alemanha (visite-se com tempo a Esquina dos 3 países), esperar-se-ia que tudo estivesse escrito em alemão e em francês. E em Inglês, a língua universal. Nada, apenas em alemão. Entrei e saí da Suíça sem perceber patavina do que li, como se pode ver pelo cartaz que fotografei e que estava à entrada de uma igreja. [Read more…]

A democratização das viagens aéreas

Estou a escrever este «post» a bordo de um «Airbus 319» da EasyJet, que dentro de um quarto de hora vai aterrar no Aeroporto de BSL – Basel-Mulhouse-Freiburg (Basileia, seus incultos!). Parti do Porto às 9 menos um quarto, regresso amanhã ao fim da tarde. No total, paguei 55 euros por uma viagem de ida e volta. Com dormida, a festa fica por menos de 120 euros.
Há alguns anos atrás, seria impossível a um português da classe média, como eu, ir passar um fim-de-semana à Suíça e gastar tão pouco dinheiro. Durante muitos anos, aliás, nunca passei de Tuy, na fronteira com Valença. Lembro-me perfeitamente das cabines, onde eram controlados os documentos oficiais, e dos sacos de caramelos que os meus pais traziam de lá – os duros e os moles.
A globalização, a economia de mercado e a União Europeia trouxeram-nos muitos aspectos positivos. A democratização das viagens áereas, às quais tem acesso, hoje em dia, a generalidade de classe média portuguesa, foi uma delas.

P. S. – Alguém sabe se há minaretes em Basileia?