Os políticos não são todos iguais. João Semedo é diferente

Semedo

Não, os políticos não são todos iguais. Infelizmente temos políticos íntegros e com o sentido de Estado de João Semedo a menos e indivíduos inúteis, incompetentes e corruptos a mais.

Também temos um Presidente da República com o descaramento de dizer que não sabe se a reforma milionária lhe chega para as contas que praticamente não tem, uma vez que vive literalmente à custa do contribuinte que paga o gás, a electricidade e a água do Palácio de Belém, os carros, os seguros do carros, as revisões e arranjos dos carros, os motoristas e o combustível de todos os veículos que servem Cavaco Silva, as refeições de Cavaco Silva, balúrdios para despesas de representação e, com toda a certeza, um óptimo seguro de saúde. Afinal de contas, não é à toa que residência oficial de Cavaco Silva consegue a proeza de ser mais cara a cada português do que o Palácio de Buckingham a cada inglês. [Read more…]

Sobre a futura revisão e simplificação do IRS

Será de facto muito simples. “Ganhaste? É meu.” – dirá o fisco.

As subvenções não são um direito adquirido

Como muito bem lembra a Clara no Expresso. Pelo menos, não são um direito maior e adquirido que os 10% que querem roubar a quem recebe 601 euros por mês. Nesse sentido, é defensável que todos os políticos fiquem sem a sua subvenção pelo exercício de cargos partidários e recebam apenas a reforma que resulte dos seus descontos.

E podem começar por cortar aos que fizeram negócios com o BPN, por exemplo, o Senhor Presidente e o Senhor Ministro. Sim, esse mesmo, o que comprou, para ele a um euro, mas que para a sua “empresa” comprou a 2,2. Um excelente gestor, estou certo. Tão excelente que até é nomeado Ministro.

Pelos Machete’s deste país, acabe-se com a subvenção, com efeitos retroactivos, dos políticos.

Pelo fim da subvenção

Pode ser demagógico, mas este é o momento do Governo mostrar que os tem no sítio. Querem cortar 10% nas reformas? Sugiro uma alternativa.

Quem foi político durante x anos tem hoje direito a uma pensão apenas por isso. Além da pensão de político têm ainda direito à pensão que resulte da sua actividade profissional normal.

Pois bem, com efeitos retroactivos, o governo corte a todos essa pensão, limitando a uma o número de pensões que cada um pode ter. Ajuste-se a pensão civil com um factor qualquer de ponderação mas é urgente que a classe política possa ser um exemplo.

Laranjinhas, será agora que os têm?

Mensagem de retribuição ao Pedro e à Laura

Nuno Barradas

pedro laura
Caro Pedro,

Antes de mais os meus sinceros agradecimentos pela amabilidade que tiveste em prescindir dos poucos momentos em que não tens que carregar o país às costas, para pensar um pouco em nós e nos nossos natais.

Retrataste com a clarividência de poucos a forma penosa como atravessamos esta quadra que deveria ser de alegria, amor e união. És de facto um ser iluminado e somos sem dúvida privilegiados em ter ao leme da nossa nau um ser humano de tão refinada cepa.

Gostava também de ser interlocutor de alguém que queria aproveitar o espírito de boa vontade que a quadra proporciona para te pedir sinceras desculpas… a minha mãe.

A minha mãe é uma senhora de 70 anos, que usufruindo de uma escandalosa pensão de mil e poucos euros, se sente responsável pelo miserável natal de todos os seus concidadãos. Ela não consegue compreender onde falhou, mas está convicta de que o fez… doutra forma não terias afirmado o que afirmaste. Tentarei resumir o seu percurso de vida para que nos ajudes a identificar a mácula. [Read more…]

Relvas já está na reforma

2800 euros por mês. Nada mau. Terá descontado quanto?

Vamos ao castigo

A fazer fé nesta notícia, deduz-se a lógica reformadora: os cidadãos e seus mandatários é que têm culpa nos atrasos da Justiça. Não há Magistrados incompetentes, nem processos que se atrasam por culpa de quem os julga, nem recursos pendentes por meses ou mesmo anos nos tribunais superiores porque estes não despacham… Nada disso. A culpa é dos cidadãos e dos seus mandatários. Por isso, há que castigar essa gente. Apenas me resta uma dúvida: esta Ministra, enquanto Advogada, andou a exercer em que planeta?

Ai, ai, vida…

Mais uma crise para Cavaco Silva gerir. Depois dos tempos de Primeiro-Ministro em que dizia a plenos pulmões “Deixem-me trabalhar!”, o actual PR a viver da reforma não tardará a dizer “Deixem-me descansar!”

Abriram as portas dos manicómios

Robert Benmosche, presidente da maior seguradora mundial, defendeu que a idade da reforma  terá de se estender até aos 80 anos. A este ia-lhe mesmo ao focinho, merece.

Morram mais cedo, a bem ou a mal

Imagine que escrevia aqui que um organismo internacional, ligado à ONU, sugeriu aos governos deste mundo que baixem as pensões de reforma dado o risco de as pessoas viverem mais tempo do que aquele que está previsto, dando cabo da economia, recomendando mesmo que a idade de reforma se aproxime da esperança média de vida.

Claro que me chamariam tolinho, no mínimo, e seria mais uma vez acusado de esquerdista paranóico ou coisa que o valha.

Passa pela cabeça de alguém que em pleno séc. XXI alguém queira combater o prolongamento da vida das pessoas reduzindo-as à miséria e obrigando-as a trabalhar até caírem para o lado?

Claro que não. Só passou pela cabeça do FMI, que não é composto por pessoas, nem publica análises escritas por humanos. Sejamos rigorosos: o FMI é composto por filhosdaputa e vai parindo umas coisas escritas por animais irracionais. Não, não estou a delirar, está no El País.

E já agora acrescento: a economia começa a estar para a ciência como a medicina esteve para a mesma há uns 100 e tal anos, no tempo da eugenia que descambou no nazismo. Eles andam aí.

obrigado pela dica,Carla Romualdo.

A mobilidade não sabe nadar, yô

Maria da Conceição Sargaço, mulher das limpezas no Ministério da Agricultura em Aljustrel, foi em 2010 parar ao quadro de mobilidade e colocada como salva vidas nas piscinas de Castro Verde. Aos 65 anos invocou a distância entre os dois concelhos, e provavelmente salvaram-se vidas nas piscinas.

Maria da Conceição, nos 5 anos que lhe restavam até à reforma, só pedia para voltar à sua vassoura, agora o estado tinha contratado “duas empresas de limpeza para fazerem o seu trabalho. “Assim estão a pagar mais do que me pagavam a mim. É por isso que gostava de voltar ao meu antigo serviço”, justificava.

Maria da Conceição, uma piegas que queria regressar à sua zona de conforto, ao adquirido direito de ser funcionária pública toda a vida, felizmente bloqueado porque algures um génio decidiu privatizar a limpeza das instalações do Ministério da Agricultura de Aljustrel, apoiando sabe-se lá que empreendedorismos. A mobilidade na função pública no seu melhor. Com a nova lei não podia invocar a distância e ia mesmo nadar para a piscina municipal de Castro Verde. Vem aí uma grande reforma na administração  pública, vai ser uma desbunda. Para quem saiba nadar, yé.

A História a ele não lhe assiste?

Pelo Paulo Guinote fico a saber de uma ameaça de poupança administrativa que

passará por corte nas aulas de História e Geografia e fim da segunda língua estrangeira obrigatória.

O que sai nesta altura do campeonato no pasquim de todos os governos, vulgo Diário das suas Notícias, pode ser muita coisa, de areia para os olhos a aviso prévio. Jornalismo ali há pouco, muito pouco, e sempre foi assim.

Ou se quiserem: não me apetece despertar hoje o corporativo que também há em mim. Até porque só um idiota chapado faria uma destas, levando em cima com todos os que têm formação em História (somos mesmo muitos, e somem os de Geografia, menos é certo, mas igualmente espalhados pelas mais diversas profissões) sejam ou não professores no activo, e com todos os que muito simplesmente teimam na mania de se pensarem portugueses. Embora tipos que evoluem da Economia para a matematicazinha (não estou a dizer mal da Matemática, que como todas a ciências sérias tem tronco grande mas também ramificações e ramos muito menores) sejam potenciais candidatos a mandar uma artilharia destas para o pé, com danos imediatos no corpo todo.

A acontecer também se pode interpretar como um discreto pedido de demissão, por vezes as pessoas acordam e descobrem que não nasceram para ministro. Se eu me chamasse Nuno Crato, ou não tinha dormido todo o mês de Setembro, ou já teria acordado assim.

A liberdade de pensar – Uma história

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Uma história

 A partir do Século XVI, começou a aparecer no Continente europeu uma forma de entender a vida, denominada liberdade de pensar. Quem começara com estas ideias, foi René Descartes- (La Haye en Touraine, 31 de Março de 1596Estocolmo, 11 de Fevereiro de 1650),  filósofo, físico e matemático francês. Foi corrigido por outros filósofos, mas persistiu, batendo com a teologia, ciência que imperava na forma de pensar ao longo desses tempos. Especialmente entre as crianças que deviam ser instruídas nas formas de pensar costumeiras, religiosas, para o seu bom comportamento conforme as crenças que professavam. A Igreja Católica, tinha sido reformada com as ideias de Martinho Lutero, Jean Calvin e John Knox, As crianças eram as mais cuidadas para aprenderem a doutrina que professavam, que incluía a catequeses.

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Diogo Leite Campos a mamar do estado

O ex-professor catedrático da Universidade de Coimbra vai auferir uma pensão de 3240,93 euros, valor que soma à reforma que já recebe do Banco de Portugal, de onde se aposentou como administrador em Fevereiro de 2000. O fiscalista exerceu aquele cargo entre os anos de 1994 e 2000. CM

Mesmo reformado Leite Campos é sócio da Leite de Campos, Soutelinho & Associados – Sociedade de Advogados, RL, que em 2010 facturou à conta do estado pelo menos 17000€ em pareceres. Recentemente abandonou a PLMJ:  “Quase a atingir os 65 anos, Diogo Leite de Campos tem que reformar-se e deixar de prestar serviços para a sociedade”, explicava o DE.

Para o que dá uma reforma de 35 000

em moeda europeia, fora os 10 milhões que recebeu à cabeça? para demonstrar o espírito muito católico do esbanjamento, neste caso provando por arrasto que o acesso à Justiça além de ser um privilégio ainda pode ser um entretenimento supérfluo e aristocrático:

Paulo Teixeira Pinto apresentou uma queixa-crime contra o coordenador do Bloco de Esquerda por este ter comentado, no dia 5 de Outubro de 2009, que uma iniciativa da Causa Real – o desembarque no Terreiro do Paço e um cortejo nocturno aos gritos de “Viva a Monarquia” – era uma acção “patusca” promovida por “um banqueiro milionário” associado ao período do colapso da liderança do BCP

Nem discuto o conteúdo da queixa, basta ser óbvio que está perdida e ainda beneficia a imagem de Francisco Louçã.

Há quem tenha dinheiro para não ter mesmo mais nada que fazer.

Se lhe picou a mosca que transmite a processomania e se mete a processar críticos de arte ou de poesia, tomando o gosto ao processozinho que se mandou fazer ao adversário político, está o caldo entornado. É que a processomania quando dá nos pobres é doença, mas nos ricos, nos ricos não sei se tá a ver mas é um tiquezinho sem importância. Então processar comunas tá muito na moda, não sabia?

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A máquina do tempo: da nave dos loucos aos sinos de Basileia

A propósito da recente ida do Ricardo Santos Pinto a Basileia, que conheço, embora mal, lembrei-me de dois livros relacionados com aquela cidade suíça, separados por quase quatro séculos e meio. Mas o que é isso para uma máquina do tempo? Lembrei-me desses livros e, por associação de ideias, a acontecimentos ligados a Basileia. Acontecimentos que tiveram a ver com a guerra e com a paz – com as derivas da nave dos loucos.

Há meses atrás, na série «falando de democracia», publiquei um texto a que dei o título da obra «A Nave dos Loucos», acrescentando um subtítulo – «caos e democracia». Foi seu autor, Sebastian Brant (1457-1521), um jurista alsaciano de língua alemã, formado na universidade daquela cidade e que, em 1494, escreveu Das Narrenschiff ou, em latim Stultifera navis – «nave dos loucos», em português. [Read more…]

Uma questão de sustentabilidade… mas selectiva

Há deputados que acham que um cidadão com 40 (quarenta) anos de trabalho e descontos para a segurança social deve ainda contribuir com mais, mesmo que ache que é a altura de passar a descobrir novos horizontes e decida reformar-se.

 

O Bloco de Esquerda e o PCP propõem na Assembleia da República o acesso à reforma sem penalizações dos trabalhadores que tenham 40 anos de trabalho e descontos para a Segurança Social, independentemente da idade. O PS e o PSD vão inviabilizar. Em nome da "sustentabilidade" da Segurança Social. Dizem que, com esta proposta, a ruptura da Segurança Social não era para daqui a uns anos, era no próximo Orçamento do Estado.

 

Pergunto-me se não seria boa ideia, em nome da sustentabilidade do país, termos uma despesa do Estado menor. Por exemplo, ter menos cargos políticos, com agentes que gastem menos e melhor, com cortes nos desperdícios. Por exemplo, não ter deputados e outros elementos políticos que obtém capacidade de reforma após 12 (doze) anos. São apenas dois exemplos, mas posso arranjar mais.

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