A máquina do tempo: serões da província

Estava a melhorar da minha cleptomania. Não sei se têm reparado que já há muitos textos que não surripiava nenhum título. Mas porque um blogger não é de pau e o Júlio Dinis estava mesmo a pedi-las, tive uma recidiva. Assim, como habitualmente, sem que o conteúdo tenha a ver com o título do romance aqui estão estes «serões da província» que de bucólicos e de românticos pouco tinham. (e daí…). Bem, como agora se diz, então é assim:

Há quarenta anos estava-se no auge da luta antifascista. Salazar caíra da cadeira, Caetano prometera democratizar, mas tudo continuou na mesma – guerra colonial, polícia política, censura, partido único… ditadura, para tudo dizer numa palavra. Mudou os nomes às coisas, mas tudo ficou na mesma.

Uma boa parte da população conspirava, sobretudo nas camadas mais esclarecidas da pequena-burguesia – professores, profissionais liberais, oficiais do exército (geralmente de patente não superior a capitão), pequenos empresários, estudantes… E, sobretudo nas pequenas cidades, conspirava-se. Como? [Read more…]