A catequese e a sexualidade infantil. Um manifesto

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Hoje em dia sabemos a verdade. Sacerdotes célibes abusam às crianças. Antes, sem saber deste latrocínio, deste abuso ou crime de pedofilia, escrevi isto.

No seu texto inédito Pragtamisme et Sociologie, (manuscrito na minha posse) proferido na Universidade da Sorbonne de Paris, durante o ano de 1913-1914, o velho socialista e materialista histórico, Émile Durkheim, comentava que os velhos deuses estavam mortos e que a religião estava em vias de mudança.

Mas, acrescentava, nem tanto assim, porque todo o ser humano precisa de ritos, ideias, ética, interação moral, orientação na criação dos seus descendentes. Donde, a Religião, seja ela qual for, pelo menos define as relações emotivas e pedófilas (o meu acréscimo) entre pais e filhos, voir mães, pais, filhos, filhas. A nossa língua não tem ainda um conceito para designar estas relações, apenas excepto ascendentes e descendentes, palavras sem música e indefinidas. Era o que eu pensava antes de saber da existência da pedofilia[1], incesto[2] e adultério[3], que não são definidas na catequese, por conveniência de sevicio. [Read more…]