A catequese e a sexualidade infantil. Um manifesto

50.JPG

Hoje em dia sabemos a verdade. Sacerdotes célibes abusam às crianças. Antes, sem saber deste latrocínio, deste abuso ou crime de pedofilia, escrevi isto.

No seu texto inédito Pragtamisme et Sociologie, (manuscrito na minha posse) proferido na Universidade da Sorbonne de Paris, durante o ano de 1913-1914, o velho socialista e materialista histórico, Émile Durkheim, comentava que os velhos deuses estavam mortos e que a religião estava em vias de mudança.

Mas, acrescentava, nem tanto assim, porque todo o ser humano precisa de ritos, ideias, ética, interação moral, orientação na criação dos seus descendentes. Donde, a Religião, seja ela qual for, pelo menos define as relações emotivas e pedófilas (o meu acréscimo) entre pais e filhos, voir mães, pais, filhos, filhas. A nossa língua não tem ainda um conceito para designar estas relações, apenas excepto ascendentes e descendentes, palavras sem música e indefinidas. Era o que eu pensava antes de saber da existência da pedofilia[1], incesto[2] e adultério[3], que não são definidas na catequese, por conveniência de sevicio. [Read more…]

A ANTROPOLOGIA TEM VOZ

A voz da Antropologia não é apenas a voz do Povo que o Antropólogo analisa. Nem é a voz do Antropólogo que os estuda. A voz da Antropologia é a sua utilidade social, é o que o analista entende do povo que estuda, como tenho referido em outros textos meus e aparecem nos textos dos Antropólogos que tenho criado, orientado e ensinado durante o tempo transcorrido entre o dia que fui Antropólogo teórico e o dia em que fui Antropólogo de campo. Por outras palavras, entre os dias de aulas, biblioteca, orientação, ensaios, livros escritos, viver no meio da poeira dos livros, especialmente essas imensas salas de leitura que eu costumava visitar dia após dia, para aprender mais.

No entanto, a voz da Antropologia é a voz uniformizada entre a de que analisa e vive com um grupo de seres humanos que estuda, e, sem dar por isso, os representa. Não é por acaso que tenho colocado a imagem de Kaspar Bronislaw Malinowski (Cracóvia, 7 de Abril de 1884 — New Haven, 16 de Maio de 1942). Como sabemos, aos 22 anos era Doutor em Física pela Universidade de Cracóvia, e mais tarde, em Leipzig (Alemanha) foi orientado por Karl Bücher e Wilheem Wundt para formar-se em psicologia, que mais tarde usaria na sua análise do povo Mailu na Polinésia e entre os Massim do arquipélago da Kiriwina nos mares do Sul da Polinésia, sítio no qual ficou mais anos do que pensava e encontrou, para a sua surpresa, que a família não era monogâmica, por outras palavras, não era apenas um casal de um ele com uma ela e o cuidado dos seus descendentes. [Read more…]