Seguro, o líder do PS que a todos agrada – até ao próprio PS

o nada panhonhas

Correia de Campos introduziu a adjectivação do “panhonhas” referindo-se a Passos Coelho e logo o congresso do PS aplaudiu Seguro como um líder excepcional e nada panhonhas. Com amigos destes é mais fácil ter inimigos, mas adiante. É Seguro o líder certo para o PS? Claro que é. Apesar dos jogos palacianos do pedido de eleições e da moção de censura, a última coisa que PS quer é ir para o governo agora. Com o país em ruínas e condenado a seguir as pegadas do actual governo, quem é que se quererá queimar na governação? Quanto mais tarde melhor.

Com Seguro à frente do PS, a esquerda (PCP, Verdes e BE) agradecem o espaço por preencher, Passos Coelho e o seu PSD mais o reboque CDS suspiram de alívio por terem oposição mais cerrada no próprio PSD do que no PS e, por fim, o PS repousa tranquilo sem o risco de ainda ser chamado a formar governo numa altura tão inconveniente. A todos agrada.

Que venham as autárquicas e depois terá o PS tempo para escolher um candidato a primeiro-ministro. Até lá, não vá o diabo tecê-las, deu o congresso 99% de votos de segurança ao seu líder. Pelo caminho, enquanto os partidos cuidam da sua estratégia umbilical, vai a carteira de alguns ficando diariamente mais leve. Enfim, não se pode ter tudo, não é?