Ser Comido

Acabo de estar 16 minutos e 31 segundos ao telefone [707 206 707] com uma assistente do CAT, Centro de Atendimento Telefónico da Autoridade Tributária e Aduaneira. Não souberam ajudar-me, embora sob extrema, engonhante e solícita simpatia.

Não era urgente. Não era um novo caso de vida ou de pagar até à morte, pois desses já me sobejam e estão em andamento até à minha velhice, se a tiver. Era por uma coisa de nada, lhana e simples informação. O problema é que no fim fui comido em 5 euros e 8 cêntimos à conta da converseta para lado nenhum. Ingenuidade minha.

Fica o aviso. Eles são as aranhas. Nós as moscas.

Não é só o quartel de Abrantes

Para além do quartel de Abrantes, muitas outras coisas parecem não mudar. Ainda que a mudança faça sempre parte do discurso. Fica bem e é vanguardista. Pena é que se viva na coutada das petas.

As petas fazem do nosso país um recreio infantil do faz-de-conta, onde os donos da bola mandam a desmandam e deixam a demais canalha brincar até onde lhes convém.

Uma das petas do costume, é a treta da herança situacional: quem chega diz que tudo está muito pior do que se pensava e que são necessárias medidas mais austeras do que se previa. Mesmo quando se assume que não se usará a desculpa da situação herdada. Mas, o “nosso” Primeiro já terá percebido que a credibilidade dos políticos é tão baixa que mentir mais ou menos, nesta altura do campeonato, pouca diferença faz. E a malta até adere a peditórios, sejam voluntários ou à força.

O pior mesmo, é o que fazer a quem perde o emprego e o pão?Façamos mais um peditório.