Em 1975 circulou nos meios que eu então frequentava entre as melhores e as piores companhias uma espécie de teste só para homens (desconfio que os mais novos nunca conseguirão atingir quão machista era a esquerda nessa altura), com uma única pergunta:
- Como é que tu dirias:
a) Aquela gaja é munta boa mas é do CDS.
b) Aquela gaja é do CDS mas é munta boa.
A resposta a) era a politicamente correcta, como agora se diz.
A b) acarretava sérias suspeitas sobre a idoneidade política de quem a escolhesse. Invariavelmente, se apanhados distraídos e o truque era esse, todos optávamos por achar que mesmo sendo do CDS uma gaja não deixa de ser munta boa.
E ainda acho. O meu conceito de munta boa é que teve uma ligeira evolução.

Peter Paul Rubens, Vénus ao Espelho






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