Sexismo, arqueologia

Em 1975 circulou nos meios que eu então frequentava entre as melhores e as piores companhias uma espécie de teste só para homens (desconfio que os mais novos nunca conseguirão atingir quão machista era a esquerda nessa altura), com uma única pergunta:

  • Como é que tu dirias:

a) Aquela gaja é munta boa mas é do CDS.

b) Aquela gaja é do CDS mas é munta boa.

A resposta a) era a politicamente correcta, como agora se diz.

A b) acarretava sérias suspeitas sobre a idoneidade política de quem a escolhesse. Invariavelmente, se apanhados distraídos e o truque era esse,  todos optávamos por achar que mesmo sendo do CDS uma gaja não deixa de ser munta boa.

E ainda acho. O meu conceito de munta boa é que teve uma ligeira evolução.

Peter Paul Rubens, Vénus ao Espelho

Comments

  1. maria monteiro says:

    eheheheeee, também se faziam inquéritos desses entre as raparigas

  2. Zé Frincheiro says:

    E evoluiu munto bem.
    Aos 40 é que é!

  3. Miguel Dias says:

    Mas afinal de quais das gajas é que falas. Afinal parecem-me todas do cêdeesse. (bem há ali uma gaja um tanto ou quanto dúbia).


  4. Da Vénus que se olha ao espelho, por falar nisso esqueci-me de pôr a legenda.
    E desculpa, mas a da direita não é do CDS, é do PNR de certeza absoluta.

Trackbacks


  1. […] Cristas, eis uma ministra que me faz lembrar uma velha armadilha dos tempos do PREC, que já por aqui referi: é boa mas é do CDS, ou é do CDS mas é muita boa? (sim jovem Renato, esta é para […]

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