Ai Raul Vaz, Raul Vaz.

No programa Contraditório de ontem, na Antena 1, Raul Vaz faz o seu spin sobre a entrevista de Rui Rio que saiu hoje nesta estação de rádio. Mas, sobretudo, aproveita para valorizar Passos Coelho.

Rui Rio, se fosse eu [sic] ou se fosse Pedro Passos Coelho, não governaremos [sic] para o presente. Ou seja, governaríamos para o futuro. Isto é o que Rui Rio diz. E usa, de facto, aqui Pedro Passos Coelho de uma forma que, acho, inteligente, séria e verdadeira. Ou seja, Passos Coelho não governará [sic] para o presente. Teria em consideração, penso, também o futuro.

Há uma proposta do Bloco de Esquerda que o governo vai provavelmente comprar, que é as reformas antecipadas entre 2011 a 2015 terem um bónus. Repare-se neste anacronismo. É quase esquizofrénico. As pessoas que se reformaram entre 2011 e 2015, antecipadamente, é um acto voluntário [sic]. Sabiam as condições. (…) Isto não faz sentido nenhum. Esta retroactividade. Governar para o futuro é ter presente as dificuldades do presente e criar condições melhores para o futuro. (…) [Raul Vaz, 3/11/2017]

No entanto, Raul Vaz omite um pequeno detalhe. As regras foram mudadas a meio do jogo.

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Raul Vaz e o Contraditório

A Antena 1 emite às sextas às 19 um programa de comentário político (nos dias em que não haja bola, porque prioridades são prioridades), o Contraditório, no qual participam actualmente Ana Sá Lopes, Luís Delgado e Raul Vaz.

A ideia do programa consiste em apresentar os temas da semana e ouvir as interpretações dos comentadores, cobrindo o espectro político, apesar da particularidade de dois dos comentadores se posicionarem à direita (o Luís e o Raul), o que limita a variedade de opiniões.

É precisamente na diversidade das opiniões onde entra o tema “Raul Vaz” deste post. Não preciso de concordar com as leituras de cada comentador mas acho interessante ouvir os diversos pontos de vista, até para olhar para os problemas por diferentes ângulos. Neste aspecto, tem sido regra, em todas as emissões, Raul Vaz interromper as análises da Ana Sá Lopes, seja com breves à partes e bocas dignas do (mau) comportamento dos deputados nos debates parlamentares, seja inclusivamente com longas interrupções, que subtraem o tempo que seria da Ana. Numa das últimas emissões,  a do dia  10 do corrente, o boicote do Raul ao comentário da Ana atingiu proporções inéditas, com constantes interrupções e repetidamente a falar por cima da análise da sua colega de programa. No programa de ontem tal voltou a acontecer, se bem que em menor proporção. [Read more…]