Depois do dia dos namorados

Poderá vir o casamento, certo?

Mas, que diabo, se o casamento fosse uma coisa boa, para que é precisava de testemunhas?

Fósforos no vento

Uma das minhas crenças é a de que parte do que somos se encontra perdido por aí e uma das tarefas que devemos honrar no tempo que venha a tocar-nos neste mundo (porque o outro, quem sabe se viremos a tê-lo ou não?) é encontrar cada um desses fragmentos.

Poderá ser um livro, ou apenas certa passagem, ou talvez até uma única frase; poderá ser o jardim interior de uma casa em ruínas, onde se descobre uma fachada de azulejos que resistiu à devastação do tempo; poderá ser a luminosa tonalidade de azul de um quadro com que nos cruzamos nesse museu de província onde entramos para escapar à chuva; poderá ser uma frase melódica, que começa a acompanhar-nos desde que a ouvimos pela primeira vez. Cada um de nós, estou em crer, possui esse mapa de fragmentos a recolher pela vida e poucas coisas me parecem mais tristes do que a ideia de que essa vida se esgote sem que nos tenhamos deparado com pelo menos um deles. [Read more…]