
Umar Kremlev não é apenas um dos mais influentes oligarcas russos, próximo, claro, de Vladimir Putin. Ele foi o principal patrocinador do casamento de Donald Trump Jr., um dos nepo-babies do Corrupt-in-Chief.
Proponho o seguinte exercício: imaginemos que o filho do Lula da Silva decide dar o nó e que a boda, nas Bahamas, é financiada por um oligarca russo da entourage de Putin.
Consegues imaginar a onda de revolta no comentariado nacional?
Consegues imaginar a seita neofascista a guinchar no Parlamento?
Consegues imaginar a demagogia do Pedro Pinto em Ozempic que a IL tem a usufruir de um tacho em Bruxelas, mas que passa os dias a falar dos tachos dos outros em vídeos no Tiktok do PCC, em vez de trabalhar?
Eu sei que consegues.

![apav2[1]](https://i0.wp.com/aventar.eu/wp-content/uploads/2012/11/apav21.jpg?resize=200%2C300)

Quando em 1971-1973 levei a cabo a minha pesquisa entre o campesinato do Vale do Chile apercebi-me que, apesar das crenças, valores e regras legais, religiosas e políticas, os casais, na ausência de um padre ou de um registo civil, – o que aconteceu com frequência nos grandes latifúndios chilenos – simplesmente juntavam-se quando surgia a necessidade de dividir a casa. Mais tarde, na Galiza, entre 1975 e 1978, observei que, tanto para esse período como para o passado histórico até ao século XVIII, o casamento verificava-se normalmente entre pessoas da mesma condição, baseando-se em negociações em torno da herança, sendo portanto, e uma vez que o património varia através dos tempos tanto nos conteúdos como nas possibilidades económicas, uma instituição historicamente mutável. Apercebi-me de uma série de possibilidades que se haviam desenvolvido para o casamento na Galiza, tais como o casamento combinado pelos pais do principal herdeiro, ou combinado pelos próprios, enquanto herdeiros residuais (Iturra, 1978 e 1980), os quais, uma vez mais, têm uma importância variável, dependendo dos conteúdos patrimoniais das transações matrimoniais.
1. O Problema.










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