O Papa Francisco anda a abusar da liberdade de expressão

Papa refere-se aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo como “ameaças à família” e uma deterioração do “plano de Deus para a criação”.

Gays Podem Casar Mas Não Entre Eles

No que toca ao casamento, em França, não há discriminação dos homossexuais.

País está a discutir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Até que a morte nos separe?

Violência sobre as mulheres: “Até que a morte nos separe“?

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres assinalado com números negros.

Ninguém quer um casamento assim. «Até que a morte nos separe» é um slogan fortíssimo. Há, mesmo assim, que saber interpretá-lo. Olhar bem para o cartaz de campanha: ela está vestida de noiva e ao mesmo tempo apresenta marcas de agressão. Esta agressão é feita quando? No namoro? Ou pretende-se aqui mostrar o futuro de alguns casamentos?

Uma imagem vale mil palavras e 1000 interpretações.

É muito difícil a uma mulher reconhecer a infelicidade do seu casamento e denunciar o marido. Mas há um momento em que não pode deixar de fazê-lo… A sua vida (e a dos filhos) está acima de tudo e de todas as convenções e «falatórios» e do que vão dizer os outros.

Há que dar todo o apoio a estas mulheres vítimas de homens incapazes, para não dizer outra coisa.

Um «amor» explosivo e infinito

No Público de hoje:

“Duas estrelas casaram-se e deram fenómeno mais brilhante de sempre. A união entre elas foi há pouco mais de mil anos. Num trabalho de arqueologia cósmica, uma equipa espanhola propõe uma explicação para o ponto mais luminoso que a humanidade já viu até agora no céu.”

Numa certa noite do ano de 1006 (!), astrónomos de todo o mundo observaram, à vista desarmada, o acontecimento estrelar mais brilhante no céu de que há memória até hoje. A estrela SN1006 — que os egípcios disseram ter um quarto do brilho da lua cheia e três vezes o tamanho de Vénus e os chineses garantiram ter sido visível durante três anos — apareceu de repente. Agora, mais de mil anos depois, concluiu-se que na sua origem esteve provavelmente a colisão, ou casamento, de duas estrelas.”

Uma história irresistível, um «amor» duradoiro (“a sua beleza ainda pode ser apreciada, mas só com telescópios”). Interessante o sinónimo «casamento» para colisão…

Uma boa metáfora para casamentos felizes…. Ups!

O nosso maior medo

«Betinho», não me parece, pelo menos nesta fase. MEC não era o meu género. Mas, ultimamente,  tenho apreciado os textos de Miguel Esteves Cardoso, sentimentais, amorosos, falando de outras realidades, no meio, no fim ou no princípio daquela que faz os jornais. Hoje, no Público, em «O meu maior medo», revela o medo de perder Maria João, no momento em que celebram 12 anos de casamento. É uma carta de amor.

O amor em todo o coração e em toda a parte se procura. Já anima a possibilidade de ser encontrado e a incerteza de não passar o resto da vida sem poder amar e sem poder ser amado. O que custa é acreditar naquilo que se tem, quando todos os dias, ao longo de longos anos, se consegue encontrar esse amor que se procura, na pessoa que se ama e no lugar e no tempo — aqui, agora, daqui a bocadinho — em que mais gostamos de encontrá-lo. [Read more…]

Foi por amor

Passos e Portas terão concretizado os votos perante Cavaco:

– “Sim, é nosso mútuo interesse manter este projecto que levará o país à ruína.”

– “Interesse?”, perguntou o Homem da Maria, acrescentando:

– “Mas, Sr. Portas, o sr. está casado por amor ou por interesse?”

– “Tem que ser por amor, sr. Presidente”. Eu não tenho interesse nenhum nisto”…

Depois do dia dos namorados

Poderá vir o casamento, certo?

Mas, que diabo, se o casamento fosse uma coisa boa, para que é precisava de testemunhas?

Dívida pública: um casamento de inconveniência

Para mim, que percebo tanto de Economia como muitos economistas, ou seja, nada, é aceitável a ideia de que os cidadãos de um país tenham de pagar as dívidas contraídas por esse mesmo país, tal como, de certo modo, deverá acontecer entre cônjuges num casamento com comunhão de adquiridos.

Recorrendo, ainda, à imagem do matrimónio, o modo como a história da dívida pública está a ser-nos contada pelos governantes poderia corresponder a qualquer coisa como um marido, depois de gastar o dinheiro comum em jogos de azar e em jantares com amigos, acusar a mulher de ter arruinado o casal por causa de um vestido que comprou há dois meses. O marido, representando, aqui, o governo, criticaria, então, a mulher, usando a frase da moda: “Tens andado a viver acima das nossas possibilidades.” Já se sabe que a pobre esposa será obrigada a contribuir para o pagamento da dívida, mas, a não ser que seja destituída, não admitirá que lhe atirem à cara culpas que não tem.

Tal como a esposa vilipendiada, até posso admitir que sou obrigado a pagar as asneiras de outros. Agradecia, no entanto, que não me dissessem que a gestão continuamente danosa de instituições como hospitais, meios de comunicação ou Segurança Social, a destruição sistemática do tecido produtivo ao longo de vários anos, as parcerias de lucros privados e prejuízos públicos, a nacionalização de um banco à custa dos contribuintes ou o desperdício sempre infindável e actual dos delírios madeirenses se devem ao facto de eu ter vivido acima das minhas possibilidades.

É claro que qualquer esposa tem, sobre mim, a grande vantagem de poder recorrer ao divórcio ou de usar uma frigideira como arma de arremesso. Mesmo não tendo escolhido o valdevinos com que me obrigam a viver, não só tenho de pagar o dinheiro que ele me gasta como ainda tenho de o ouvir dizer que a culpa é minha. Para além disso, não tenho força suficiente para atirar frigideiras para São Bento ou para Paris.

O não casamento como estratégia de reprodução numa aldeia portuguesa (1862-1983)

ninho vazio         Quando em 1971-1973 levei a cabo a minha pesquisa entre o campesinato do Vale do Chile apercebi-me que, apesar das crenças, valores e regras legais, religiosas e políticas, os casais, na ausência de um padre ou de um registo civil, – o que aconteceu com frequência nos grandes latifúndios chilenos – simplesmente juntavam-se quando surgia a necessidade de dividir a casa. Mais tarde, na Galiza, entre 1975 e 1978, observei que, tanto para esse período como para o passado histórico até ao século XVIII, o casamento verificava-se normalmente entre pessoas da mesma condição, baseando-se em negociações em torno da herança, sendo portanto, e uma vez que o património varia através dos tempos tanto nos conteúdos como nas possibilidades económicas, uma instituição historicamente mutável. Apercebi-me de uma série de possibilidades que se haviam desenvolvido para o casamento na Galiza, tais como o casamento combinado pelos pais do principal herdeiro, ou combinado pelos próprios, enquanto herdeiros residuais (Iturra, 1978 e 1980), os quais, uma vez mais, têm uma importância variável, dependendo dos conteúdos patrimoniais das transações matrimoniais. [Read more…]

Casamento, ritual e lucro: a produção de produtores numa aldeia portuguesa (1862-1983)

rituais de casamento       1. O Problema.

 Falar em produção de produtores significa, para mim, falar nos meios, ritualizados ou não, através dos quais tem lugar a produção de seres humanos que trabalham a terra. A produção de produtores é uma parte de um processo muito mais vasto de reprodução social. Torna-se necessário, por isso, esclarecer, antes de mais, o que entendo por reprodução social e o que esta é enquanto processo.

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A melhor fotografia de um casamento de sempre

To be or not to be “The Queen” will be the question

O casamento do príncipe William com  Kate Middleton, na próxima 6.ª feira, será acontecimento de arromba. Mesmo antes de consumado, está a gerar críticas, polémicas e certa especulação sobre a competição pelo acesso ao majestático trono de futura Rainha Britânica – esposa do Rei, entenda-se.

Camila, duquesa da Cornualha, e Kate (Catherine Elizabeth), ao que se diz, são duas rivais na pretensão ao trono. Precisamente duas plebeias a disputar o nobiliário cargo. As monarquias, em evidente decomposição, que monárquicos alegam ser democrática, têm vindo a ser contaminadas pela absorção (indevida?) da plebe, segundo os mais ortodoxos.

Na expectativa de que o reinado da Rainha Elizabeth II, 85 anos, tenda a terminar, ambas se dispõem a exercer pressão sobre os cônjuges, Carlos e William, com o objectivo de serem coroadas. Fora o resto que é de somenos, é uma das complexas causas que traz o povo britânico em sofrido suspense:  “Camila or Kate, to be or not to be “The Queen” will be the question”.

Será por dificuldades diversas, entre as quais financeiras, que o ‘Sol’ anuncia que, no conjunto dos cerca de 1900 convidados, de portugueses, só estará o embaixador João de Vallera, sem direito a levar acompanhante. Enfim, um casamento plebeu, com desfile em Rolls-Royce, em vez de charrete, coche ou caleche. Todos estes equipamentos, de resto, são demasiado conservadores e um Rolls-Royce é a ostentação que se impõe, pensou a Kate.

Be happy Kate and William! Os otários que paguem.

Vidas por um fio

(Opistótono, óleo sobre tela, de Charles Bell, 1809)

Eu acabara de comer a canja. Na minha juventude, os casamentos da minha aldeia tinham canja, frango estufado com ervilhas e vitela assada. Mas nem ao frango eu cheguei. Alguém me veio chamar para ir ver uma mulher que estava muito mal, lá para os confins da Serra da Gralheira.

Enfiei-me no meu velho Hillman Minx e fui até Junqueira, no alto da serra, onde um homem me esperava. Daí em diante o trajecto seria feito a pé por montes e vales. Quase uma hora depois chegámos a um casebre, em cima uma humilde habitação e em baixo o curral da vaca. [Read more…]

Acha que o país está preparado para a mudança?

Mais uma polémica barata, em plena crise económico-financeira cara.

O Governo resolveu criar uma nova  figura no instituto jurídico das Adopções: o Apadrinhamento Civil. Até aqui muito bem, não fora o facto de  se ter escrito que a “candidatura de casais homossexuais de crianças institucionalizadas não é factor de exclusão, mas de ponderação”. Todas as adoções ou apadrinhamentos devem merecer ponderação, mas não em função da Orientação Sexual, senão a Lei corre o risco de ser inconstitucional.
Foi o fim do mundo para os zelosos seguidores das diversas ortodoxias. A Isilda Pegado, conhecida protagonista da Plataforma contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pegou logo na cruz e na espada e recomeçou a sua cruzada eucarística para salvar o mundo da mudança e pôr “Portugal nos eixos” de há 50 anos.
Luís Villas Boas, major de tropa, director de um conhecido asilo de crianças, correu  aflito, aos gritos, desde o  Algarve, porque assim começam-se  a mudar paulatinamente as coisas e lá vai ele perder poder e clientela . É que deste modo os meninos, em vez de  irem para instituições onde não têm família, mas com subsídios vários, muitos estatais, vão parar a casas de padrinhos homossexuais que os podem amar e acarinhar , onde não custam nada ao Estado, o que é, para ele, nitidamente uma “perversão”.   [Read more…]

Zeca, ouviste o Cavaco amor ? teu Luis

Estamos ambos desempregados, o rendimento mínimo não chega, o teu fundo de desemprego é uma miséria, ninguem nos dá uma casa, as rendas são um horror ou então só em Chelas, já vendi o carro para a lipoaspiração, tu ainda não conseguiste  marcação para a operação aos olhos, já fiz as contas, o melhor mesmo é cada um de nós ficar na casa dos pais, está bem Zeca?

O teu muito amado,

Luis

PS: tentei a França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca…tudo proíbido, os outros três que não se importam ainda são piores que nós (suspiro)

Como Se Fora Um Conto – A Minha Viagem Praga

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A MINHA VIAGEM A PRAGA

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Já há muito tempo que desejava ir à República Checa. Minha mulher, sabendo desse desejo, marcou uma viagem numa semana de férias. Era agora. Estava a chegar o dia.

Com entusiasmo, procurei nas casas de câmbios e nos principais bancos, coroas para trocar por euros. Não havia, nada, nenhuma. Mas informaram-me que, logo no aeroporto de Ruzyne, e também por todo a cidade, encontraria locais para esse câmbio. Fiquei descansado. Afinal, iria para uma cidade, para um país, pertencente à Comunidade Europeia.

Desde o fim da década de oitenta do século passado que se pode, com facilidade, visitar esta cidade, durante tanto tempo escondida pelo regime comunista.

Iria conhecer [Read more…]

FDL – As aberrações do Prof. Paulo Otero

Catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa (FDL) desde 2005, o Prof. Paulo Otero é recorrente em métodos de avaliação sórdidos; diria mesmo inaceitáveis a um docente que, por lei e estatuto, está obrigado ao cumprimento de normas éticas, pedagógicas e científicas, rigorosas e aplicáveis em qualquer nível de ensino.

Novo comportamento destemperado levou Paulo Otero a submeter alunos do 1.º ano de Direito Constitucional II da FDL a um teste sobre o casamento entre homossexuais; de permeio incluiu a união conjugal entre pessoas e animais e outras questões aberrantes, que a imprensa, Diário de Notícias, por exemplo, divulgou em detalhe.

Desta feita, Otero excedeu as fronteiras da escola e desafiou grupos estruturados e organizados – ILGA e LGTB, entre outros – que prometem agir junto dos órgãos directivos da própria FDL, e possivelmente de outras instâncias, com acções de protesto e eventuais pedidos de reparação das ofensas de que se sentem alvo.

A força das referidas organizações poderá causar – e oxalá causem – a penalização justificada de Paulo Otero. Vejamos como os membros da Direcção e do Conselho Pedagógico da FDL aplicarão a lei invocada pelo Director, Prof. Eduardo Vera-Cruz.

Todavia, antes de terminar, devo confessar-me revoltado por, apenas agora diante de um caso mediático, se equacionar a possibilidade de punir Otero. De facto, há muito que esta torpe figura, sem condições para o exercício da docência, prejudica alunos com testes de conteúdos absurdos, usufruindo de total impunidade. Mas a FDL é isto mesmo, um pequeno “Estado” dentro de um Estado pequeníssimo; onde os ‘Oteros’, a belo prazer, fazem dos outros otários.

Deslumbrei-me com 30 gramas de chouriço


Era o homem mais bonito que já tinha visto em toda a minha vida. Conheci-o na discoteca, saí com ele uma ou duas vezes e ao terceiro encontro não resisti: saltei-lhe para cima.
Foi uma noite memorável. Durante horas e horas, fui a mais feliz das mulheres. Ali, a levar-me ao paraíso, estava um macho como eu nunca tinha visto. Para além de ser lindíssimo, tinha um corpo perfeito e um dote que… bem, não queiram imaginar.
Aquelas semanas foram tão maravilhosas que acabei por casar com ele. Era um sonho que se concretizava.
O pior veio a seguir. Um pesadelo. Mal chegámos da lua de mel, durante a qual apenas conheci tectos de hotel, deixou de trabalhar. Que se dava mal com o patrão e com os colegas, que ganhava pouco, que ia arranjar melhor. Acreditei, mas os meses foram passando e nada. De manhã, ia para o café, chegava a casa à hora de almoço para comer e ainda protestava se eu, que tinha apenas uma hora para vir a casa, não tinha a comida pronta. À tarde, metia-se em frente ao computador a jogar e não fazia mais nada até ao jantar. Feito por mim, claro, depois de um dia de trabalho. Por vezes, comia um bitoque no café e não avisava.
Depois do jantar, ia para o café outra vez e nem me perguntava se queria ir com ele. Chegava por volta da meia-noite, ia ao frigorífico buscar uma cerveja e punha-se em frente à televisão a ver futebol.
Havia dias em que não chegava a tirar o pijama. Não fazia a barba, não tomava banho, não olhava sequer para mim.
Nos primeiros tempos, só a visão daquele Deus grego, todo nu, era-me suficiente. Aquelas horas de sexo frenético, de manhã e à noite, apagavam tudo da minha memória. Mas no dia em que começou a adormecer em cima de mim, ou a arrotar em pleno acto, achei que era demais.
Desisti. Divorciei-me. Agora, estou casada com um homem normal. Um bocado para o feioso, atarracado, pila pequena, mas pelo menos é trabalhador, limpinho e gosta muito de mim. Quanto a sexo, nada! Mas já tive a minha conta com o Arnaldo e não me posso queixar.
Por isso, amigas leitoras, aqui fica o conselho: nunca vão pelas aparências. Quando ficarem completamente deslumbradas por 30 gramas de chouriço, lembrem-se sempre que, no final, vão ter de levar o porco inteiro para casa.

Ana, leitora do Aventar

Outros posts de Ana: Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo
A minha noite escaldante de sexo com Mickael Carreira

Comunicado da A25A

Tomámos conhecimento de que circula um abaixo-assinado com o título “Carta Aberta de Militares de Abril aos órgãos de soberania a propósito do chamado ‘Casamento’ entre pessoas do mesmo sexo”.
Como sempre assumimos, não nos consideramos como representantes exclusivos dos militares de Abril.
Ainda que sejam sócios da A25A cerca de 90 por cento dos militares de Abril, há outros militares que têm legitimidade para usar esse título.
Só nos espantamos é com o facto de alguns dos envolvidos nesta iniciativa virem, agora, assumir-se como militares de Abril. Se o assunto não fosse sério, seria caso para afirmar “bem-vindos ao barco…!”
Admitindo que algum sócio da A25A decida subscrever o abaixo-assinado – somos homens de Liberdade, cada um é livre de assumir as posições que entenda assumir – e porque já fomos contactados para esclarecer a nossa posição, ao mesmo tempo que alertamos para o facto de irem surgir falsas notícias sobre o assunto – como exemplo, o jornal Correio da Manhã afirmar que Vítor Alves também assina a carta em questão, o que é absoluta e totalmente falso – informamos que a Associação 25 de Abril é totalmente alheia a todo este processo.
Cordiais saudações e um abraço amigo
O Presidente da Direcção
Vasco Correia Lourenço

Não são filhos da Igreja ?

Eu defendi aqui, que não encontrava razões suficientes para se descaracterizar o casamento entre um homem e uma mulher. É uma célula fundamental da sociedade tal qual a conhecemos, onde se abriga o conceito de família e de procriação. Há quem entenda que os gays devem ter tratamento igual, embora me pareça que a pessoas diferentes deveriam corresponder tratamentos diferentes!

Mas o que não consigo compreender é como o Senhor Cardeal defende para filhos de Deus, todos iguais, tratamentos diferentes!

Que a Igreja defenda, no plano civil, a exclusão dos gays no casamento seria compreensível, no plano religioso e perante a Palavra de Cristo, não entendo. Cristo reafirmou que todos somos irmãos, em Deus!

Ao não aceitar o casamento homossexual, a posição da Igreja perante esta realidade é profundamente discriminatória, a não ser que  considere os gays, filhos de Deus, mas pecadores sem remissão.

O relacionamento sexual só se entende com a finalidade de procriar?

É que se for assim nenhum de nós merece o casamento!

A fé, a lei e o casamento

Ensaio de Antropologia Jurídica

Durante vários anos, tem-se discutido em Portugal uma nova modalidade de casamento: o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Após ter revisto vários textos legais sobre o casamento, equiparado à noção de matrimónio, nenhum deles fala de união entre um homem e uma mulher. Refere, sim, esta frase, na mais recente revisão do Código Civil Português: ARTIGO 1619º (Carácter pessoal de mútuo consenso). 

A vontade de contrair casamento é estritamente pessoal em relação a cada um dos nubentes.

Primeira ideia que aparece para o meu argumento. Entende-se por nubente quem está ajustado para casar ou que vai casar; noivo, noiva. Note o leitor que não define nubente como pessoas de diferente género: fala de noivo, noiva. Conforme a semântica, a vírgula entre os dois substantivos, é apenas uma enumeração de pessoas que realizam um acto. No caso que falamos, é o do casamento. Entre os artigos 1615 a 1624, fala-se de casamento civil, sem distinguir género. Fala, mais uma vez, apenas de nubentes. Se o casamento for católico, deve ser homologado pelo Registo Civil dentro do prazo de noventa dias, semelhante ao prazo do Registo Civil para homologar o casamento, caso haja oposição ao mesmo. Passado esse período, o casamento é válido. Todo o Livro IV do Direito de Família do Código Civil, refere o casamento da forma definida no artigo citado antes e o artigo 1795, refere a filiação, Título III, Livro IV. No meu texto de 24 de Outubro de 2009: O Matrimónio Homossexual, Direito Mínimo à Liberdade de Amar, como noutros de Novembro de 2009, refiro detalhadamente a liberdade de amar concedida por Karol Wojtila no seu Catecismo de 1991 e nas formas matrimoniais livres adoptadas por vários países, entre pessoas do mesmo sexo. Interessados, a minha família e eu, revimos as leis e em parte nenhuma se fala de casamento entre homem e mulher, apenas de matrimónio entre pessoas com direito à adopção de crianças. Matéria que, conforme o Primeiro-ministro proponente e o seu partido, passa para uma segunda etapa no caso do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes, é preciso resolver a crise económica que nos afecta e o temporal de neve e água que tem azotado Portugal ao longo destes últimos dias. Entre a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e as tormentas, conjuntamente com a crise económica que nos tem afectado, um largo passo foi dado para sermos como o resto dos países da União Europeia. A primeira notícia, é uma notícia feliz, se não for vetado o projecto pelo Presidente da República, que, por lei, tem esse direito. As outras duas são uma calamidade pública, para a qual o país não estava preparado. [Read more…]

Já não era sem tempo!

Com mais ou menos protestos, com gente ainda a clamar pela família e pelo casamento procriador, com quem aceita olhar para o outro lado desde que não se lhe chame “casamento”, e até com quem fica a vociferar contra a decadência de costumes, hoje avançamos um pouco mais em direcção à efectiva igualdade  de direitos entre todos os seres humanos. Que ainda falta muito? Com certeza. Mas isso não retira importância a esta conquista.

Há quem diga que a questão é de escassa importância, que o país tem problemas maiores e mais prementes. Eu digo que ninguém deve viver o amor como algo sórdido ou indigno da sociedade.

E que ninguém deve enfrentar a humilhação pública, a discriminação, quando não a violência verbal e física por amar um homem ou uma mulher. E se isto não vos parece essencial, então vemos o mundo de maneira muito diferente. [Read more…]

"Primeiro-ministro rejeita adopção de crianças por casais homossexuais"

Segundo nos relata a TVI24/IOL, afinal de contas o que o PS quer é acabar com uma discriminação e manter outra, ou seja os homossexuais podem casar, mas depois de casados não podem adoptar.

Este PS está cada vez mais vanguardista…

Casamento e adopção

Recordo-me de há uns tempos ter discutido isto com um casal amigo… casamento é lá com eles, mas com outro nome. Agora, adopção, nem pensar.
E vem isto a propósito da Liberdade dos deputados que parece ser posse do sr. inginheirú, o tal, recordo, que foi primeiro antes de o ser, inginheirú!
Vejamos, estamos na área das liberdades de cada um e é muito bem feito que se possam casar. Cada um tem o que merece! Casem-se que é muito bem feito.
Agora que raio de dúvida é esta: um tipo sozinho pode adoptar. Mas, a viver em conjunto, não pode???…
E um referendo? Já o escrevi, também é simples: a mim, com a opinião acima expressa, dá muito mais jeito que o referendo não aconteça. Porque assim, sei que a minha posição sai DE CERTEZA vencedora.
Isto é, foi assim que Sócrates (e o PSD) decidiram não haver referendo europeu. E no caso da IVG, qual foi o argumento da direita qual foi: venha o referendo porque assim poderemos não perder… É por isso que eu agora não quero referendo – para ganhar!

O encenador e o coro

Cavaco Silva, perante as perguntas dos jornalistas, acerca do casamento gay, respondeu que estava mais preocupado com outras questões, como sejam as económicas, o déficite, a dívida externa, o crescimento do PIB.

Naturalmente que as prioridades no momento são aquelas e não outras. A crise está aí para durar, o desemprego a crescer continuamente, todas as energias são poucas para atacar tão dificeis problemas.

Hoje, já veio a público o coro socialista habitual, amestrados, aí estão a fazer o “número” preparado, o presidente está a meter-se na governação.

A seguir vamos ter a regionalização, enquanto o Orçamento Geral do Estado, vai sendo preparado no maior dos segredos, sem colaboração da oposição nem da sociedade civil.

A encenação, rotineira e sempre vista, está a tomar forma, ou o orçamento passa sem discussões “inuteis” ou então, o coro afinado entra em cena.

Deixem-nos governar!

Os constitucionalistas não gostam dos gays…

É só olhar para a sua interpretação :

Jorge Miranda : “A Constituição define o casamento como uma união heterossexual”

Paulo Otero : O PR tem vários argumentos para enviar o diploma para o TC”

Manuel Costa Andrade :” O PR pode legitimamente ter dúvidas quanto à constitucionalidade do casamento homossexual”

Jónatas machado : ” enviar a proposta para o TC é uma forma inteligente do PR passar a batat quente para o tribunal”

” O facto de a Constituição estar alinhada com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que consagra o direito ao casamento entre homens e mulheres,” é um dos argumentos de Jorge Miranda e Paulo Otero.

Paulo Otero diz ” que os heterossexuais têm direito à exclusividade no uso do termo “casamento” – e a não serem confundidos com o vínculo jurídico homossexual.”

Costa Andrade alerta que quando foi feita a “Constituição portuguesa o termo “casamento” remetia para a união entre homens e mulheres. Assim, não basta mudar a Lei, mas tambem a Constituição.”

Jorge Miranda : ” A Constituição define o casamento como uma união heterossexual, pois um dos seus pressupostos é a filiação”

Paulo Otero : O diploma será sempre inconstitucional”

Mais do que um problema jurídico é um problema de sociedade.

O casamento rosa é inconstitucional

O casamento gay é inconstitucional, tal como reza a Constituição Portuguesa, que diz lá “o casamento é a união entre duas pessoas de sexo diferentes”. Esta leitura arrasta como óbvia evidência, o conceito de “filiação” e que os gays nunca poderão preencher.

E não é só na letra, é tambem no espírito, porque os constitucionalistas que a escreveram são unânimes em afirmar, que tal leitura decorre da letra e do espírito consagrados na ” Carta dos Direitos do Homem” e que a nossa Constituição acolheu.

E mais, há um direito constitucional que os heterossexuais estão a ver pisado, que é o de reservarem para si o conceito de “casamento” como trave mestra da sociedade em que querem continuar a viver. Acresce que esta reserva em nada prejudica ou discrimina os gays, não só porque os próprios sempre sublinharam o seu “orgulho gay”, isto é, de serem diferentes, como a usurpação daquele conceito de casamento em nada os beneficia, já porque têm acesso a todos os direitos no âmbito das “uniões de facto” ou de outro conceito que possam, “orgulhosamente,” reservar para si próprios.

Os heterossexuais têm o direito de defenderem o conceito de casamento tal qual o conhecemos!

O padre apaixonou-se, e então?

Lá em Celorico toda a gente quer explicações do padre que se apaixonou por uma gaiata da terra. Mas que explicações?

Apaixonou-se, ponto, fez o que tinha a fazer, foi viver o seu amor que Cristo abençoa, não tem que dar explicações a ninguem. Olha , vi-a e fiquei como um bêbado à porta de uma taberna, sem saber se ía a sair se a entrar. Não é o que acontece a todos?

Qualquer daquelas pesssoas pode dar as explicações que espera do padre, a não ser que acreditem que o jovem padre falava todos os dias com o Senhor, o que lhe aconteceu com ele aconteceu com todos, é como um polícia vestido à paisana ao domingo, não sabe se mantem ou não a autoridade.

Querem saber como é que as pessoas se apaixonam? Isso queremos todos, a gente até se apaixona por pessoas que nunca viu, há lá explicações!

Mandem é rezar umas missas pela felicidade dos jovens, acolham-nos na vossa terra, exijam muitos meninos e ofereçam-se para padrinhos.

E, não esqueçam, naquela filosófica dúvida que nos traz os copos a mais, estamos sempre a entrar…

Acho bem, mas depois não se queixem

O artigo 1986 do Código de Direito Canónico estabelece a partir de agora que “é inválido o matrimónio entre duas pessoas, uma das quais baptizada pela Igreja Católica ou nela integrada e outra que não seja baptizada.”

Tem lógica. Que se case pela igreja quem é da igreja. Claro que assim menos gente se vai casar pela igreja (o número de casamentos civis em Portugal já ultrapassa  o número de casamentos religiosos), o que prejudica o negócio. Mas isso é problema deles, e há sempre generosas fontes de rendimentos, tipo Fátima.

Adenda: comentário de ASF, que dá outro tom à notícia:

Bastaram-me 15 minutos de pesquisa para perceber que isto não passou de uma peça de mau jornalismo do “i”

1. O Código Canónico (C. C.) já permitia o casamento entre uma pessoa baptizada e uma não baptizada antes desta modificação. Depois desta modificação continua a permiti-lo. São os chamados casamentos mistos (artigos 1124 e seguintes). A grande diferença relativamente ao casamento entre dois baptizados é que para se celebrar um casamento com um não baptizado tem de se obter autorização da Igreja.

2. Foram alterados três artigos (1086, 1117, 1124) relativos ao casamento entre uma pessoa baptizada e outra não baptizada. Mas as alterações dizem respeito a um pormenor relativo apenas às pessoas anteriormente ligadas à Igreja Católica e que se separaram da mesma através de um acto formal. O resto (basicamente, o que escrevi no ponto 1) mantém-se.

Conclusão: mais um exemplo de mau jornalismo; há que estar atento ao que se lê, mesmo se a notícia ataca a Igreja Católica…

http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_letters/documents/hf_ben-xvi_apl_20091026_codex-iuris-canonici_it.html

Olha prá Zèzinha…

A Zèzinha há 30 anos que anda de emprego em emprego pagos por nós todos. Nada a segura, é com o CDS, é com o PSD, é com o PS e agora é com o PSD na AR e com o PS na CML.

 

Sempre muito politicamente correcta e com opiniões chegadas aos movimentos mais conservadores, gente de poder que lhe vai dando acesso aos empregos, à comunicação social.

 

No DN não está por menos e titula " A coisificação da criança ".

 

" Não há discriminação quando se trata diferentemente o que é diferente,  nem o que é diferente passa a ser igual através da alteração de alguns artigos do Código Civil" .

 

" A única consequência será destituir de qualquer sentido o casamento civil, que, ao perder os seus pressupostos e objectivos, fica reduzido a um contrato subtraído à liberdade das partes, por uma inexplicável ingerência do Estado".

 

"Porque se duas pessoas do mesmo sexo se podem casar não há razão para proibir o casamento a termo certo ( 5,10,20 anos) ou o casamento poligâmico (um homem e três mulheres, uma mulher e três homens). Fazia mais sentido a devolução desse contrato às partes, hetero ou homossexuais, permitindo que cada um estabelecesse livremente o modelo da sua união."

 

"Quanto à adopção, enquanto o casamento envolve duas partes, a adopção implica terceiros,crianças que não têm capacidade de exprimir a sua vontade e, por isso, precisam de quem as represente."

 

" O casamento homo acarreterá, automaticamente, o direito a adoptarem."

 

" Esta lei pode ser a consagração da "coisificação" das crianças, a sua utilização como uma coisa, um adorno de uma mera simbologia. Uma irresponsabilidade atroz para a qual ninguem recebeu mandato!"

 

PS: esta do adorno é bem real

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