Credit Suisse, uma das maiores e mais poderosas instituições bancárias do planeta, é o centro do Suisse Secrets, o novo escândalo ético-financeiro que foi hoje revelado. Segundo a investigação do Süddeutsche Zeitung, o banco suíço terá servido de esconderijo para os milhões de criminosos ligados ao tráfico de droga, a violações gravíssimas de direitos humanos, a corrupção e lavagem de dinheiro. Se não servir para outra coisa, que sirva para que nunca nos esqueçamos que os bancos têm poder a mais para que os deixemos sem escrutinio. E enquanto permitirmos que instituições da dimensão do Credit Suisse sejam albergue das fortunas de ditadores e mafiosos, não manchadas, mas a pingar sangue, argumentando que os Estados não podem interferir no sector privado, a nossa capacidade de dar lições de moral aos regimes autoritários está e estará comprometida. E não é só na banca, e muito menos se resume ao Credit Suisse. É na energia, nas telecomunicações, nos fundos de investimento, na têxtil, na automóvel, na aviação e, claro, no futebol. Quem pactua com este estado de coisas escolhe um lado, e não é o lado da democracia.






Recent Comments