
texto escrito como louvor para um trabalhador da bola que sofre a felonia de ver a sua vida privada, entrometida
Carta imaginaria de CR ao seu filho em dias prévios ao grande triunfo do Mundial 2010
O que vamos fazer? E esse bisbilhotar sobre nós, este não nos deixar em paz e em calma? Este andar a falar sempre de nós, como se formos seres aparecidos de outro mundo, de caras que assustam, essa necessidade de andar sempre a fugir para outras terras, porque na terra do pai a imprensa nos invade e coloca questões que o pai nem quer responder para usar a sua santa liberdade, a sua opção sã e destemida, esse de ter um filho apenas meu? Um filho sem mãe, ou por outra, com tantas mães, como são a tua avó, as tuas tias, as vizinhas discreta nas que confio imenso? Reparaste já no jornal que te atribui um valor não de filho surpresa e único, mas um filho que é… milhares de euros? Onde fica o filho amado e imensamente procurado, sem o pai nunca encontrar a pessoa adequada para, por paixão, por amor, por essa força da natureza, ia criar ao meu pequeno como eu próprio fui criado, com ternura, com doçura, orientado para aquilo o que o pai parecia ser melhor, o jogo da bola?






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