Irá Duterte matar o próprio filho?

O filho do justiceiro das Filipinas foi hoje ouvido em tribunal por suspeitas de envolvimento em tráfico de droga. A confirmarem-se as suspeitas, irá Rodrigo Duterte executar o próprio filho, em linha com o caminho que preconiza para o combate ao tráfico? Ou será que, nas Filipinas como no resto do mundo, os traficantes de colarinho branco passam entre os pingos da chuva?

Imitação à vida. Ensaio de etnopsicologia da infância

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El Ângelus, 1857-1859, por Millet

Para os meus netos Tomas e Maira Rose, os van Emdem da Holanda, e Ben, May Malen, Javier, Max Raúl ou os Isley da Grã-Bretanha, fihlhas de repaigas nascidas Iturra- González.

Bem sei do filme que existe com este título* de 1956, com Lana Turner e John Gavin. Como todo leitor deve supor, não é do filme que queria falar, muito embora a temática seja semelhante ou tenha sido feita. Os adultos do filme imitam outros para aprenderem a viver e comportar-se como for conveniente aos roles que representam. [Read more…]

Querido pai – para falar (em três tempos),das atrocidades da guerra e a ditadura

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Parte do livro que preparo em castelhano chileno e que me afastará de vós por longo tempo: Memórias de un extranjero extravagante

[crescimento]

Fizeste-me. Embora ninguém o queira dizer. Dizem por ai ser a mãe que faz filhos.

 

Mas, eu sei, todos sabemos que me fizeste. Sem esperma o óvulo é um ninho vazio. Como os pais que defendem a Pátria, dos ricos que vos esfomeiam. Tu nos defendes deles, n estes tempos de guerra de classe social internacional. Confio e ti, nas tuas forças para abater os que nos atacam e nos tiram o trabalho, os estudos, a fortaleza para os confrontar, que nos vendem ou nos envia ao estrangeiro para encontrar estudos e emprego. [Read more…]

O mundo da infância – II parte: mudança de vida

 

Habituado a navegar e academicamente preparado para isso pela Universidade Católica de Valparaíso[i], como narrei na parte I, o mar era a sua delícia, navegar o seu objectivo, e esses encontros e desencontros com a sua mulher e o único filho desses tempos, sogros e cunhados, uma delícia. Estar todos os dias com as mesmas pessoas, poderia ser cansativo. Estava habituado a solidão dos campos, a montar o seu cavalo e percorrer o fundo em procura de amores ou amigos para cavaquear. Gostava dessas companhias, mas nem todos os dias nem com as mesmas pessoas. Era o patrão e gostava mandar ou pregar brincadeiras pesadas aos amigos, mas de que gostava brincar, era o seu prazer. Tinha começado os seus estudos na Universidade referida antes, em breves anos após a sua fundação, aos seus 18 anos: cinco anos de estudo mas a prática de engenheiro da marinha, acabaram por deixa-lo livre e com um bom ordenado em 1937. Aos 27 anos casou com a Senhora que pretendia mãe do bebe que foi a sua ilusão. [Read more…]

os filhos e as suas mães

...tempos em que o Manuel era bebé...com a sua mãe a acaricia-lo

para Manuel Melo…

Deve ser a primeira vez que falo contigo. Deve ser a primeira vez que me endereço a ti. Nunca nos temos visto, jamais olhado uma foto tua. Mas atrevo-me a endereçar-te estas palavras. A ti, enquanto penso na tua mãe. Bem sei que já és quase um menino que oferece presentes à mamã. Tomas conta dela, te enterneces quando a vês aparecer, como eu próprio, avô como sou agora, gritava de alegria quando estava coma mãe que me dera a vida

Não há ternura maior, que dar a vida a outro, cria-lo, amamenta-lo, lutar para ser ela quem trate de ti.

Bem sabes que nem sempre pode estar contigo, mas faz todos os esforços possíveis para sair cedo de casa e tornar cedo e estar contigo. Cansada do trabalho, acaba por se encostar um pouco em casa para ouvir-te, tratar dos teus trabalhos, ou brincar comigo.

Penso que a tua mãe não te mima, é apenas carinhosa e gosta que andes limpo e vestido como pensas. Como a minha mãe fazia comigo: se descalço, sem sapatos pois, se nadar, ir para a praia, pois, se andar com amigos, uma tarte esperava por nós, pois.

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E agora, filho?

texto escrito como louvor para um trabalhador da bola que sofre a felonia de ver a sua vida privada, entrometida

Carta imaginaria de CR ao seu filho em dias prévios ao grande triunfo do Mundial 2010

O que vamos fazer? E esse bisbilhotar sobre nós, este não nos deixar em paz e em calma? Este andar a falar sempre de nós, como se formos seres aparecidos de outro mundo, de caras que assustam, essa necessidade de andar sempre a fugir para outras terras, porque na terra do pai a imprensa nos invade e coloca questões que o pai nem quer responder para usar a sua santa liberdade, a sua opção sã e destemida, esse de ter um filho apenas meu? Um filho sem mãe, ou por outra, com tantas mães, como são a tua avó, as tuas tias, as vizinhas discreta nas que confio imenso? Reparaste já no jornal que te atribui um valor não de filho surpresa e único, mas um filho que é… milhares de euros? Onde fica o filho amado e imensamente procurado, sem o pai nunca encontrar a pessoa adequada para, por paixão, por amor, por essa força da natureza, ia criar ao meu pequeno como eu próprio fui criado, com ternura, com doçura, orientado para aquilo o que o pai parecia ser melhor, o jogo da bola?

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O filho de Cristiano Ronaldo: Parece-me felonia intervir na vida privada das pessoas

a arte do novo pai a ser transferida em breve ao novo filho

É o meu hábito, desde que lembro dos meus dias de vida, que começam a ser muitos, acordar entre 6 e 7 da manhã, a melhor hora para escrever: todos andam a dormir, o silêncio é interrompido apenas pelos pássaros que acordam ao dia e o telefone não tem esse pouco simpático som que faz perder o fio a meada. Hábito ao que tenho todo o direito, porque a seguir, adormeço meia hora e fico fresco, como alface. Como agora.

Apenas que hoje, o mundo mudou. Como quando integro júris longe das minhas terras e para estar em Coimbra, devo sair de Cascais pelo menos as 6 da manhã. A minha sesta passa, a volta, a ser de, pelo menos duas horas. Hoje, por ter acabado um novo livro que ofereci a minha Universidade: Marx, um devoto luterano, 365 páginas, estava cansado e sentei-me no cadeirão do meu estudo para ler notícias.

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Imagens exclusivas do filho de Cristiano Ronaldo

O Aventar tem o prazer de apresentar, em exclusivo na blogosfera, imagens do filho de Cristiano Ronaldo (aqui ao colo da irmã Ronalda na casa da Madeira). Com quem terá aprendido?

O dia que nasceu mais cedo

O meu filho Hugo Luis faz hoje 35 anos. Naquela madrugada, no Hospital da Cruz Vermelha só nasceram raparigas. Até que às 4 horas e 32 minutos nasceu o rapagão, sei porque vi no relógio da sala de partos de onde fui convidado a sair para que a médica não tivesse que tratar de mim.

Tudo valeu a pena e agora que ele está, por sua vez, à espera de ser pai, a vida faz muito sentido! Que faças muitos e sejas feliz, filhão!

Um provinciano

Quando o meu filho foi estudar para Milão e depois para Haia, basicamente disse-lhe que ele iria encontrar gente da mesma idade com comportamentos, hábitos e valores diferentes, o que não queria dizer que estavam errados. Cada um de nós resulta das circunstâncias que umas vezes encontramos, outras vezes são as circunstâncias que nos encontram a nós, do ambiente familiar, da educação…

Logo, seria natural que, uma vez ambientado, conhecesse amigos e amigas que o convidariam para sair, jantar e tudo o que um jovem deve fazer. E ele, ou se encolhia na sua concha com medo da vida ou sairia a gozá-la, o que em nada contrariava os valores e a educação que tinha recebido. Deixei tudo muito claro. Perante um hábito sexual, ou de consumo de drogas ou de álcool, a questão resumia-se a explicar que respeitava muito as opções de cada um, mas que aquelas não eram as dele. Sem juízos de valor.

Isso não impediu que eu na minha primeira visita a Milão, depois de ele lá estar, não estivesse próximo de um ataque cardíaco quando percebi que uma amiga dormia no quarto dele em cima de um colchão. Faziam intercâmbio, os de Milão iam passar fins de semana a Roma e Veneza e vice-versa.

Quando eu vim para Lisboa (reparem para Lisboa) o meu pobre pai não foi capaz de me dizer nada, a não ser que sendo eu jovem, havia o perigo de uns gajos mais velhos… enquanto um soluço abafava o que ele não era capa de encarar de frente. Que esses perigos existem e é preciso enfrentá-los.

E lá vim eu de “mala de cartão” na mão e aterrei em Santa Apolónia, onde sou de imediato assediado por um gajo que me diz “é pá, tu não és o Couto?” e eu que sim, e quando dou comigo estava dentro de um mini vermelho, conduzido por um gajo que nunca tinha visto na vida, a atravessar Lisboa, até a um bairro ( que mais tarde soube ser Alcântara) onde me esperavam os amigos de Castelo Branco.

Claro, andei a ser gozado meses seguidos…

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