os aguerridos chilenos

O Morro de Arica, vergonha do Chile

Falar da República do Chile, é falar da fortaleza dos seus cidadãos, da sua força, das suas lutas pelo viver e sobreviver. A República foi fundada a 18 de Setembro de 1810, numa primeira instância. Colónia da coroa de Espanha, e com o rei Fernando VII de Borbon, sequestrado e levado para França por Napoleão Bonaparte, a população do país, especialmente a de Santiago, sentia que não tinha quem a governasse. O Governador, Mateo de Toro y Zambrano, feito Conde da Conquista pelo Rei para poder gerir as suas posses, reunia todos os requisitos para o cargo: Mateo de Toro Zambrano y Ureta (Santiago, 20 de Setembro de 1727Santiago, 26 de Fevereiro de 1811), vizconde prévio de la Descubierta, conde de la Conquista y cavaleiro de la Orden de Santiago, militar e político criollo chileno. Convocou uma reunião de notáveis para escolherem quem havia de governar a colónia, porque não havia rei. Como é evidente, os notáveis eram os senhores de posses, nobres também, como já relatei noutros ensaios, editados neste sítio de debate académico.

De facto, esse 18 de Setembro é uma metáfora por causa do rei Fernando VII, ao voltar do seu exílio em França, querer recuperar as suas colónias. Para isso, enviou um exército que os chilenos, durante quatro anos, souberam muito bem combater até há expulsão dos denominados godos, do território nacional, o que aconteceu em 1818, após a vitória, com colaboração da República Argentina (livre desde 1805), na batalha de Maipú.

Até àquela data, a maioria dos líderes independentistas teve que fugir para Mendoza, na Argentina. Formaram o Exército dos Andes, a cargo do general argentino José de San Martín, no qual participava Bernardo O’Higgins, líder das milícias chilenas. Este Exército Libertador, que inicialmente contava com 4.000 homens e 1.200 militantes da tropa de auxílio, para condução de mantimentos e munições, cruzou a

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