Outros confinamentos

[Manuela Cerca]*

Tinha 15 anos.

Nos primeiros dias do mês de Agosto de 1975, o meu mundo desabava. Para trás ficavam dias sombrios. Para a frente só havia incerteza.

Ao entrar no Boeing 747 da TAP, com os meus irmãos, desfaziam-se todos os sonhos da infância e adolescência. Sozinhos, os meus pais, crédulos e ainda no exercício da sua actividade, ficariam por lá, até Outubro, enfrentávamos o desconhecido. Havia, é verdade, a certeza de que no destino estariam, pelo menos para nós, braços e colos que nos acolheriam e nos ofereceriam a tranquilidade de uma vida familiar. Mas muitos dos que connosco faziam a viagem não sabiam que destino os esperava. Não conheciam ninguém, muito menos a terra que os recebia.

Na dúzia de meses que antecedeu esta partida vivemos em guerra. Uma guerra civil que transformara, num ápice, a nossa zona de conforto em campo de batalha fratricida. As ruas onde brincávamos passaram a estar-nos vedadas, as escolas onde nos sentíamos em segurança muniram-se de “planos de contingência”, como agora se diz, e a qualquer momento as evacuações podiam acontecer. As viagens, naquela imensa Angola, tornaram-se perigosas e incertas. Desaconselhadas. Os postos de controle das várias organizações políticas( MPLA, UNITA, FNLA) consoante as zonas da sua influência, eram territórios aleatórios, de onde não sair, ou sair com vida, dependia em muito da sorte que nos cabia. O som das balas, rajadas ou morteiros, invadiam-nos os dias e principalmente as noites. O “inimigo” estava ao nosso lado, mas nem sempre o víamos. Os bens essenciais escasseavam, os assaltos pela calada da noite multiplicavam-se. [Read more…]

A mais cobiçada arma russa não é a bomba atómica, é a Gazprom

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[ António Alves * ]

Há cerca de um ano o mundo esteve à beira da confrontação por causa de um vídeo colocado no YouTube. Mostrava um massacre e pretendia provar que o regime sírio tinha usado gás sarin para matar indiscriminadamente população civil. O vídeo mostrava um elevado número de crianças mortas. John Kerry afirmou ao mundo que os americanos tinham provas obtidas “por outros meios”, a partir de “fontes independentes”, “através de processos adequados” contra o regíme Sírio. Os EUA ameaçaram bombardear a Síria.

“Sabemos que o regime [de Bashar al-Assad] ordenou o ataque, sabemos que eles se prepararam para isso. Sabemos de onde foram lançados os rockets. Sabemos onde caíram. Sabemos os danos que eles causaram. Vimos as imagens terríveis divulgadas nas redes sociais e temos provas [do que aconteceu] obtidas por outros meios. E sabemos que o regime tentou encobrir tudo, por isso temos uma argumentação muito forte” – John Kerry

Os russos e chineses ameaçaram auxiliar a Síria. Felizmente houve bom senso e a crise arrefeceu. Mais tarde, veio a provar-se que os rebeldes fundamentalistas islâmicos, que são financiados por potentados árabes amigos dos EUA, eram useiros e vezeiros no uso de armas químicas e, muito provavelmente, mataram premeditadamente inocentes com gás sarin [2] para inculpar o regime de Assad. Nos media ocidentais o coro que então culpava sem provas o regime sírio era praticamente unânime. Por trás do conflito na Síria está o interesse do Qatar e dos EUA [3] em abrir território para fazer chegar um gasoduto à Turquia de forma a abastecer a Europa e retirar à Rússia a sua força estratégica: o gás de que a Europa depende e a Gazprom tem.

A guerra segue dentro de momentos numa Europa perto de si. Não perca os próximos episódios.   * texto de 2014

Síria, 15 anos após as armas de destruição maciça que ninguém conseguiu encontrar no Iraque

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Fotografia: Associated Press

Passaram 15 anos desde a invasão do Iraque e as armas de destruição maciça do regime de Saddam, cuja existência Bush, Blair, Aznar e Barroso juravam poder provar factualmente, continuam em parte incerta.

Esta noite, Trump, May e Macron bombardearam um Estado soberano, em violação da Carta das Nações Unidas, do seu Conselho de Segurança e das mais elementares normas do direito internacional que norteiam as relações internacionais entre estados civilizados, partindo do pressuposto de que o regime de Assad terá usado armas químicas contra a sua população, sem, contudo, apresentarem ao mundo as provas irrefutáveis que afirmam ter. Tal como aconteceu em 2003, quando o Iraque foi invadido. Com todas as consequências que isso teve, da escalada da violência ao sólo fértil onde germinou o Daesh. [Read more…]

Faz hoje 15 anos

Os criminosos reuniram-se nas Lajes para lançar mais uma guerra de agressão. Quantos morreram? Algum problema foi resolvido? – Foi lucrativo de certeza.

A guerra começa aqui

O dia em que Ignacio Robles disse “não” parecia igual aos outros todos. A corporação foi chamada ao porto de Biscaia para uma operação de rotina: verificar as condições de segurança no carregamento de mercadorias perigosas. Os bombeiros não são pagos para fazer perguntas, mas Ignacio, num daqueles momentos que parecem banais, mas que se ampliarão na memória por muitos anos, perguntou o que havia nas caixas que iam ser transportadas para a Arábia Saudita. E responderam-lhe. Eram bombas. As que provavelmente cairiam sobre o Iémen daí a umas semanas.

Ignacio disse que não era capaz. Lembrou que, como bombeiro, a sua missão era proteger a vida e que não podia ser chamado a participar num acto que conduziria à morte de civis. Pediu que o dispensassem do trabalho. Não houve problemas. Um mês depois soube, pelo jornal, que lhe tinha sido instaurado um processo disciplinar que, no limite, poderia levar a uma suspensão de 3 a 6 anos, sem remuneração. E caiu-lhe o mundo aos pés.   [Read more…]

Inverurie 

Todas as guerras são ridículas. 

The Donald Trump show

via Uma Página Numa Rede Social

É hoje o aniversário

da cimeira da base das Lajes que marcou o inicio da guerra de agressão contra o Iraque. Pelos três criminosos e respectivo mordomo.

Guantánamo, a promessa de Obama

Retrato oficial do Presidente Barack Obama na Sala Oval da Casa Branca, 6 de Dezembro de 2012, por Pete Souza

Os anos passam depressa e a memória do homem é curta, convém por isso lembrar que na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, existe há 15 anos uma infame prisão onde são enterrados vivos os suspeitos da guerra ao terrorismo. Trata-se de uma prisão onde os prisioneiros não têm direito a julgamento, onde se usam técnicas de controlo meticulosamente estudadas para destruir a vontade, para esvaziar de personalidade os encarcerados.

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Angustiante

siria

Esta imagem, de um dos dois maiores hospitais em Alepo ainda em funcionamento, que foi ontem atingido e destruído por um novo bombardeamento do regime sírio, é o reflexo de um país transformado numa pilha de cacos e cadáveres, onde diferentes poderes se entretêm a arrasar tudo à sua volta, para gáudio de fabricantes de armas e outros terroristas que fazem fortuna com a devastação no Médio Oriente. É angustiante, um autêntico nó na garganta, visualizar imagens como esta. Não quero nem consigo sequer imaginar o que será viver ali. Não admira que milhões prefiram enfrentar o Mediterrâneo ou regime fascista de Viktor Orbán.

Foto: Taher Mohammed@Expresso

Uma boa solução para aqueles que não querem refugiados na Europa

Refugees

Simples, não acham?

Terroristas reuniram-se há 13 anos

Na base das Lajes. Será que Durão Barroso continua convencido que o Iraque tinha armas químicas? – Poderá ele mostrar essas provas ao mundo?

Meet the Palins

Palins

A propósito de uma festa de chá da extrema-direita que teve esta semana lugar no Iowa, e enquanto Sarah Palin pedia aleluias à audiência, Donald Trump mostrava-se agradecido pela presença da amiga fundamentalista:

É uma pessoa que conheço e respeito há muito, que tem um marido e uma família incríveis. Não fazem ideia do quão honrado me senti quando soube que ela me iria apoiar. Uma pessoa muito especial.

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A luta pela sobrevivência

Madaya

Imagine que vivia numa cidade sitiada. De um lado as forças de um regime opressor, do outro um grupo de rebeldes, que apesar de se oporem ao regime estão dispostos às mais monstruosas atrocidades. Como se tudo isto não fosse já mau demais, existe um terceiro grupo, bárbaro e radical, que luta pela abolição absoluta de qualquer tipo de liberdade. [Read more…]

War is stupid…

Guerra e paz? Educação! Mas, sem deixar de fazer a GUERRA

O silêncio das teclas tem monopolizado o meu teclado. Por mais que tente, não consigo encontrar coerência na reflexões sobre a problemática do terrorismo. Hoje, ao fazer um minuto de silêncio com os miúdos, dei por mim a desejar que eles possam ter direito a um futuro de liberdade e em segurança.

Procurei pensar no que poderia ser feito para resolver o problema. Pensei nas armas que Espanha e outras Espanhas vendem à Arábia Saudita, que depois as fornece ao DAESH.

Pensei nas vantagens estratégicas que Israel tira da instabilidade no médio oriente, algo que lhe permite manter a lógica da guerra permanente.

Pensei no petróleo necessário ao modo de vida ocidental que, dividido entre grupos de árabes, será sempre mais “controlado” do que num contexto de união de todos os povos árabes.

E até me lembrei das bestas quadradas que, nos Açores, avançaram para o ataque ao Iraque.

Mas, por agora penso que há duas coisas muito mais urgentes:

  • atacar o DAESH em FORÇA e com todas as bombas que cada um de nós conseguir suportar;
  • desenhar um projeto de propaganda à escala europeia que permita levar aos jovens árabes uma mensagem diferente, algo que lhes apresente um sentido para a vida, que consideram perdida. Mais escola?

E, mesmo correndo o risco deste post não ter servido para nada, pelo menos servirá para a manifestação de apoio aos Anonymous.

O terrorismo não vencerá.

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A crise dos refugiados explicada para lá da jihad nas redes sociais

As redes sociais têm esse problema: amplificam tudo, da eloquência à estupidez, da tolerância à violência, sem que a maior parte dos receptores tenham o cuidado de verificar fontes e enquadramentos. A crise dos refugiados e o acolhimento de que estão a ser alvo na Europa tem despertado o que de melhor e de pior existe no ser humano.

O melhor temo-lo visto nas TV’s e nos jornais: comitivas de boas-vindas, da Alemanha a Portugal, que recebem os refugiados com palavras de motivação, comida e brinquedos para as crianças. Famílias que se disponibilizam a acolher estas pessoas, instituições que procuram minimizar o seu sofrimento e apelos que se multiplicam no sentido de unir esforços para evitar que a tragédia assuma proporções bíblicas. Muitos têm sido inexcedíveis mas outros, movidos por sentimentos xenófobos ou apenas por pouco ou nada saber sobre o que realmente se passa e por se deixaram levar pela jihad que tomou conta das redes sociais e de muitas conversas de café, em larga medida alimentada por uma extrema-direita que encontra no medo instigado pela crise dos refugiados uma forma de crescer eleitoralmente, têm contribuído para uma campanha de desinformação que contraria a raiz democrática e humanitária que (supostamente) deveria nortear a União Europeia.

De uma forma simples, este vídeo ajuda a perceber aquilo que se está a passar. Verdade absoluta? Isso é coisa que não existe. Cabe a cada um dos caros leitores retirar as suas próprias conclusões.

 

 

Por que não voltam os refugiados para o seu país?

Refugiados UPNRS

Oferece-se barco de borracha com quatro coletes salva-vidas a quem adivinhar quem vendeu a maioria das armas que deixaram a Síria neste estado, muitas delas hoje ao serviço do Estado Islâmico.

Como tudo era tão simples quando alguns ditadores tinham os amigos certos.

Imagem@Uma Página Numa Rede Social

Matem-se uns aos outros, era um favor que nos faziam

Al-Qaeda “declara guerra” ao grupo Estado Islâmico” [JN]

Os meninos querem brincar às guerras

Carlos Zorrinho fez hoje a mais miserável das declarações sobre as vantagens do aumento do esforço militar na Europa – com correspondente agravamento orçamental em cada país -, considerando que tal situação fará esquecer a crise, com sempre acontece quando tem de se defender “um bem maior”.

Isto, a que se podem juntar os entusiasmos belicistas tão frequentes em quem nunca ouviu um tiro e se sente, por assim dizer, entediado com tanta paz, faz-me corar de raiva e lembra-me uma velha canção de caserna dos tempos da guerra colonial, dedicada aos que, no conforto do ar condicionado, davam ordens imbecis aos que estavam no terreno: “ora vai p’rá mata, ó meu malandro, por tua causa é que eu aqui ando…”.

Isto faz-me sonhar com a cena de uma fileira de engravatadinhos e sortidos entusiastas na prosteridade das industrias militares – encabeçados por Barroso, o gangster sec. da NATO, Obama, Cameron, Coelho… enfim, todos esses broncos, prontos para o combate à cabeça das suas tropas – ou “à cabeça da manada”, como canta o fado. A imaginação não tem limites. Aparentemente, a estupidez também não. Por isso, estes crápulas terão quem os apoie. É fatal.

Política: profissão sem preparação!

Avião comercial abatido na Ucrânia?

MH17

Há pouco mais de uma hora, no leste da Ucrânia onde rebeldes pró-russos supostamente semeiam o terror financiados e equipados por Moscovo, foi abatido um avião comercial da Malaysia Airlines com 295 civis a bordo. Desconhece-se, até ao momento, quem terá sido o responsável pelo aparente atentado. Contudo, fonte do Ministério do Interior ucraniano confirmou que o avião foi abatido por um míssil disparado na região de Donetsk, um dos redutos dos separatistas. Os rebeldes pró-russos já vieram a público negar qualquer envolvimento no sucedido.

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Um governo em guerra com a legalidade

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War was a sure safeguard of sanity, and so far as the ruling classes were concerned it was probably the most important of all safeguards. While wars could be won or lost, no ruling class could be completely irresponsible. But when war becomes literally continuous, it also ceases to be dangerous. When war is continuous there is no such thing as military necessity. Technical progress can cease and the most palpable facts can be denied or disregarded.

Há um inimigo, há uma guerra continuada. A realidade pode ser suspensa e o bode expiatório está definido. Não ter a maioria qualificada para mudar a constituição é uma bênção que permite justificar os falhanços e continuar a guerra de uns poucos com o restante país. A guerra ao estado que esses poucos esperam que transforme o que dele ainda sobra num negócio, o qual pode a seguir ser privatizado, naturalmente.

Síria: a política dos EUA

Em 2 de Março de 2007 o General Wesley Clark (reformado) deu uma entrevista ao programa “Democracy Now!”. Nesse programa descreveu a política externa dos EUA despida da retórica que a costuma acompanhar.

Toda a entrevista assenta com uma luva à situação que se está a viver na Síria.

Evidentemente existem mais dimensões a explorar na política dos EUA. Ficará para outra vez.

Síria: a política dos pipelines

As ameaças dos EUA à Síria têm muito pouco a ver com os alegados ataques químicos. E muito a ver com os interesses de cada um dos actores deste drama.

As guerras são sempre selvagens. Esta guerra parece-nos ainda mais selvagem devido à proliferação de vídeos a retratar as mais variadas atrocidades. Atrocidades essas perpetradas tanto pelos rebeldes, como pelas tropas leais ao governo. Nenhum dos lados é merecedor de qualquer tipo de confiança e muito menos de apoio, isto é, se quisermos ter uma consciência tranquila.

A Síria é composta por inúmeras etnias/facções, muitas delas dispostas a lutar entre si se não houver um homem forte que as mantenha em cheque. O afastamento de Assad do poder é garantia quase absoluta que o país vai mergulhar no caos.

Composição étnica da Sìria

Composição étnica da Síria (clique para aumentar, imagem grande!)

Tendo em conta que a mudança de regime está fora de questão, quais são os interesses de cada actor neste drama?

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A culpa é dos asnos que nos Governam

Quem é que se lembraria de marcar reuniões de negociação para despedir Professores para os mesmos dias das reuniões de avaliação e dos exames? Sim! Isso mesmo! Foi o MEC que elaborou o calendário de exames e que se lembrou de convocar o sindicato para negociar agora. A GUERRA nesta altura foi “convocada” pelo Governo.

Mostra que muita coisa ficou por contar…

Restos mortais de 56 vitimas sérvias em Zabar, na Croácia (inglês), foram exumados. Para saber mais (inglês).

Guantánamo está-me a matar

Prisioneiros em fatos de macaco laranja aguardam numa área temporária sob o olhar atento da polícia militar no campo “Raios-X” na Base Naval de Guantánamo, em Cuba, durante o processamento para o centro de detenção temporária em 11 de janeiro de 2002. Aos detidos vai ser dado um exame físico básico por um médico, que inclui uma radiografia do tórax e recolha de amostras de sangue para avaliar a sua saúde. Foto do DoD (departamento de defesa) pelo sub-oficial de primeira classe Shane T. McCoy, da Marinha dos EUA.

Os EUA mantém prisioneiros em Guantánamo, à margem de todas as leis, sem acusação e sem julgamento homens sem qualquer esperança (muitos deles capturados ainda menores). As notícias nos media normais sobre este caso em Portugal são mínimas (ao contrário do que aconteceu quando os criminosos combinavam a guerra de agressão).

A seguir ao corte pode ler o testemunho de Samir Naji al Hasan Moqbel, preso há 11 anos em condições desumanas (traduzido do New York Times).

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Um bando de idiotas perigosos

O que se passou na madrugada de sexta-feira, numa reunião de idiotas à solta que tratavam do resgate cipriota, além da gravidade da decisão em si, demonstra que estamos mesmo entregues a imbecis muito, mas mesmo muito perigosos.

Comparar Merkel a Hitlter não faz muito o meu género, acima de tudo porque o Adolfo deixou milhões de cadáveres atrás de si e aparentemente este governo alemão quanto muito deixaria a Europa do Sul  morrer à fome para salvar a sua própria economia, esquecendo que a ergueu por conta de uma moeda feita à sua medida.

Mudei de ideias. A irresponsabilidade desta gente é total, e não olham a meios para atingirem o que pensam ser os seus fins. Brincar ao capitalismo financeiro nesta altura do campeonato é acima de tudo uma medalha de ouro na modalidade olímpica mais em voga, o tiro no pé. Conseguiram o lugar no podium. A lógica do castigo aos meninos mal comportados sobrepõe-se a tudo, incluindo os próprios interesses da arrogante Alemanha, onde o governo nem sequer entende que inevitavelmente irá atrás numa queda livre da zona euro, e quanto mais alto se está maior será o tombo. [Read more…]