Empreendorismo à portuguesa

Diz o Público em 24 Março 08.

“São alguns dos maiores especialistas ambientais do país que o dizem:é um embuste o apadrinhamento, por parte do primeiro-ministro, da tecnologia da Energie,onde ontem foi inaugurada a segunda fase de expansão da fábrica. Diz quem sabe que aquilo não é energia solar, mas sim eléctrica. Gato por lebre, portanto!”

Na semana passada soubemos que ” a patente mais cobiçada do mundo” não encontrou interessados em Portugal para desenvolver a industrialização do primeiro transistor em papel, uma descoberta da cientista Elvira Fortunato e do seu grupo que trabalham na Universidade da Costa da Caparica. Parece que encontrou interessados no Brasil.

Isto mostra duas coisas.Primeiro o grande apego ao risco dos nossos empresários e das nossas empresas de “venture capital”. Segundo o desprezo absoluto que o nosso governo dedica a tudo o que não se transforme em notícia televisiva.

Aquela tecnologia ganhou um reputado prémio internacional(do European Research Coucil) considerado o Nobel Europeu da Ciência. Trata-se de uma descoberta que permite que a actual tecnologia de produção de transistores, tenha como matéria prima o papel (celulose) e abre um mundo de possibilidades industriais no domínio da electrónica.

Agora, juntemos-lhe “o Magalhães desenvolvido e produzido”(?) em Portugal.

Pois, se as empresas públicas e os grandes grupos económicos ganham milhões à sombra do Estado, em quase ou total monopólio e/ou em cartel,porque haveriam elas de correr riscos a investir num produto que
exige, além de dinheiro, determinação e tempo?

Quanto ao governo é bem mais simples deitar dinheiro para cima dos mesmos de sempre!O resultado pode ser muito mau (como avisa a senhora Merkel) mas é daqui a uns anos.E quem vier a seguir que feche a porta!

Comments


  1. Já Twittei …Bem… Já houve um escarcéu por causa do Magá … agora ainda iriam dizer que a Elvira era um prima qq do Ministro XPTO …


  2. Ser o Brasil … tb é como ficar na casa dos primos … Podia ter sido pior …

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