Rio revela-se

Quando já começávamos a pensar que o presidente da Câmara do Porto era uma entidade mística mítica, eis que Rui Rio decidiu dar um ar da sua graça. E logo em dois dias seguidos.

Ausente para outros combates – quem o queria ver teria de procurar nas costas de Manuela Ferreira Leite -, o autarca compareceu na cerimónia de evocação da tragédia da pontes das barcas, no domingo, e na inauguração de um viaduto que teve de esperar cerca de 20 anos para ter utilidade, ontem.

Investido na missão de presidente da ‘associação dos amigos pela autonomização do aeroporto’, o edil deu um novo ar da sua graça.

É bom saber que o Porto ainda tem presidente da câmara.

Comments


  1. […] Ler o resto AQUI… […]

  2. Snail says:

    Ora aqui está um escrito que me deixa perplexo… Se é verdade que não entendi o que se quer dizer com uma “entidade mística” (não seria antes mítica?), fiquei a pensar se o Presidente da Câmara do Porto teria algo a ver com as célebres “tostas místicas” do tempo da nossa juventude…Por outro lado, será que o caro aventador José Freitas preferia que o Presidente aparecesse em tudo o que é sítio, atrás, e á mesmo à frente, da Dra. Ferreira Leite, abrindo os telejornais e outros que tais, só para nós sabermos que ele existe?Poupe-nos, caro aventador, e deixe esses protagonismos para os vendedores do Magalhães, para os malhadores à direita e à esquerda, para os deputados ocupantes da nova sala do Parlamento, cuja maior desilusão foi não ter sido preenchida com pequenos Magalhães, em cada um dos lugares dos nossos queridos representantes. Já temos Isaltinos, Pedrosos, Fátimas que cheguem nas luzes da ribalta. Ainda quer ver mais desta gente nas televisões?


  3. […] confiança. Tão grande que nem precisa de falar ou de aparecer, como refere o José Freitas aqui em baixo. Elisa Ferreira daria uma boa Presidente da Câmara. Dentro do PS, não vejo melhor. Mostrou ser […]


  4. Caro Snail. Tem razão quanto à palavra. Está corrigida. Não pretendo um presidente da Câmara do Porto tipo ‘picareta falante’ a falar de tudo e nada nas televisões. Gostava apenas que o autarca da segunda maior cidade do país e a maior do Norte liderasse um município dinâmico e vivo e não um concelho amorfo e parado. Num momento de crise, as autarquias têm uma palavra importante a dizer e acções relevantes a tomar.

  5. João Paulo says:

    A posição esmagadora (leia-se, maioria absoluta) de Rui Rio no Porto prende-se com uma realidade óbvia:- no Porto, cidade, vivem os habitantes dos bairros sociais e os portuenses caviar da Foz ou da Boavista.Os segundos são tradicionalmente de direita e representam muito pouco no Porto em termos de eleição – 10%?Os primeiros, os habitantes dos bairros sociais são hoje um dos trunfos do Rui Rio pela forma como conseguiu agarrar nesse tema e fazer dele o centro da sua acção, a par da questão financeira.São estas as razões para a vitória do Rui Rio.Por onde o PS poderia atacar? Em quase tudo o resto porque a verdade é que o Porto não existe. Compare-se com Gaia (tema a que voltarei mais tarde) e veja-se a centralidade cultural, por exemplo, de uma e de outra.Penso, no entanto, que M. Elisa vai perder também pelo efeito Sócrates.JP

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